"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Horários do GPHAVI para final de 2013 e início de 2014.

O GPHAVI está aberto das 14:00 até as 18:00 de segunda a sexta feira entre 08 à 20/12

Do dia 21/12 até 12/01 estaremos fechamos (Férias coletivas/acadêmicas da FURB)

De 13/01 até 02/02 abriremos apenas para atividades internas conforme demanda de atividades (Iniciações científicas e demais projetos). Agende atendimento.

A partir de 03/02 funcionaremos normalmente (seg-sex das 14:00 até as 18:00 horas).

Desejamos a todos boas festas de final de ano.

GPHAVI

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Minicurso Introdução à História Ambiental

A História Ambiental é uma forma de analisar a história levando em conta as interações que ocorreram entre sociedade e ambiente. Investigar como os aspectos do ambiente influenciam o desenvolvimento da cultura do grupo, e inversamente, verificando as transformações no ambiente durante esse processo.
A História Ambiental surge no início do século XX motivada pelas transformações na teoria da História, com influência do movimento dos Annales e ao mesmo tempo, em decorrência dos anseios dos movimentos sociais ambientalistas e fóruns mundiais sobre a Questão Ambiental. Se desenvolve na academia a partir de 1960 gerando associações da área nos anos 1970. No Brasil a História Ambiental se desenvolve a partir de 1980 havendo crescente número de  simpósios temáticos nos encontros nacionais e estaduais da ANPUH, e eventos independentes fortalecendo e gerando conhecimento sobre as interações e resultados da sociedade com o ambiente.

O GPHAVI vai oferecer a comunidade acadêmica e em geral o minicurso Introdução à História Ambiental que será ministrado pelo professor Martin Stabel Garrote. O objetivo do curso é proporcionar ao estudante o conhecimento sobre as interações humanas com o ambiente ao longo do tempo histórico, analisando as bases teóricas, os temas, fontes, e linhas de pesquisas da História Ambiental. (Faixa etária livre).



Ementa: 
Os conceitos de natureza e a problemática ambiental nas sociedades da antiguidade até a modernidade;O paradigma Ambiental nas Ciências Humanas; Surgimento da História Ambiental na contextualização da historiografia do século XX;  Bases teóricas, temas, fontes e linhas de pesquisa da História Ambiental; Estudos da História Ambiental e a crise ambiental do século XX: As mentalidades, percepções e simbologias sobre o mundo natural no passado e presente; História do preservacionismo e conservacionismo da natureza e suas implicações sociais, As transformações das paisagens; Recursos minerais, vegetais, e animais e o modelo de produção capitalista; Migrações humanas e suas implicações ambientais; Desastres socioambientais e naturais; Povos tradicionais e patrimônio; A educação ambiental e convergências com a História Ambiental.

Informações:
-Carga horária: 30 horas/aulas, com início em Maio de 2014, com 5 encontros aos sábados, das  13:00-18:00 / Local FURB campus 1.

-Investimento: 1x de R$49,90 ou 2x de R$29,90 – Material (digital), preço do certificado e Café com cuca incluso.

Ministrante: Martin Stabel Garrote

Inscrições de 09/12/2013 até 25/04/2014 (Limitado em 20 vagas)*.

Informações e matrículas através do e-mail gphavi-furb@yahoo.com.br ou visite nosso Blog:
www.gphavi.blogspot.com Fone: (47)91593094


* Turma sobre demanda. Consultar antes da inscrição

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Antas e Jacutingas, Caça e Extinção: Uma Breve Análise Histórica da Memória Referente a Fauna Nativa





Francisco José Matias; Gabriel Pierri de Souza; 
Martin Stabel Garrote ; Gilberto Friedenreich dos Santos
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí – GPHAVI – Departamento de História e Geografia - Universidade Regional de Blumenau – FURB



O Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI), criado em 4 de julho de 2004, é uma unidade de conservação com proteção integral desde 2003, sendo este inserido dentro do Bioma Mata Atlântica e envolvendo neste o território de nove municípios pertencentes ao Vale do Itajaí.
As regiões pertencentes ao Bioma Mata Atlântica sofreram durante vários séculos  diversas alterações, sendo essas alterações feitas  por ações  antrópicas. O PNSI, mesmo como uma área de proteção ambiental, continua sofrendo alterações ao longo dos anos, criando assim um recorte interessante para estudos e pesquisas relacionados ao parque. A extinção de espécies nativas da região do PNSI remete também à memória de moradores atuais do entorno do parque. A lembrança de animais nativos, agora extintos, na região levantam discussões sobre as modificações mais recentes, feitas principalmente pela exploração madeireira e a caça, que levaram ao desaparecimento de duas espécies, a anta e a jacutinga.

Jacutinga - Anta
O principal objetivo desta pesquisa é descrever a voracidade das caçadas práticas na região e mostrar como a exacerbada caça levou duas espécies nativas a sua extinção, essas espécies são a Anta e a Jacutinga. Outro objetivo é o de resgatar a memória de moradores do entorno do PNSI em relação às caçadas, os animais hoje extintos e suas impressões sobre as intervenções humanas na fauna da região. 

Caçada Jacutinga Águas Cristalinas - 1940
Esta pesquisa utiliza diversas entrevistas efetuadas pelo GPHAVI junto a moradores do entorno do PNSI, onde os mesmo caçaram ou tem ligação com pessoas que praticaram a mesma. A principal motivação no critério de selecionar as entrevistas é a de citação referente a duas espécies que recentemente estão extintas na região do PNSI, há grande importância também de como os entrevistados lembram da quantidade ou modos de caça e qual a principal motivação por trás desta prática, variando de caça esportiva à caça de subsistência.
Em entrevistas feitas com moradores da região, temos o relato de como a caça era prática comum nas regiões próximas, ou dentro, do parque. Em entrevista feita pelo Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí (GPHAVI, 2009) um morador da região de Botuverá comenta que era comum se avistar antas e jacutingas na região, as antas quase sempre eram vistas em casal andando em áreas próximas a rios e grotas. 
Um morador da região da Nova Rússia, também entrevistado pelo GPHAVI, chega a comentar onde foi caçada a última anta da região do PNSI “Aqueles que sumiram, foi morto tudo. A ultima anta foi morta lá em Indaial. No encano baixo lá em Indaial. Além disso foi a Jacutinga e o verdadeiro porco do mato.” (GPHAVI, 2007). A Jacutinga foi alvo de caça principalmente para ser usada como fonte de alimento sendo sua carne muito saborosa, este mesmo morador relata que a mesma era “um pássaro grande e bobinho.” e que a mesma era caçada somente pelo ar utilizando armas.

Caçada no Faxinal do Bepe - 1960
Em entrevista concedida para o GPHAVI, por um casal residente da área do “Faxinal do Bepe”, eles relatam como eram utilizados os restos mortais dos animais caçados, “O couro às vezes era vendido, mas a maioria, que matamos antas, era o meu cunhado lá do faxinal, o Ari, ele que ficava com o couro, depois ele vendia.” (GPHAVI, 2008), os mesmos descrevem também em entrevista o desaparecimento de espécies que à décadas atrás eram comuns, “Tem anta, jacutinga, passarinho não tem mais, porco de mato tem pouca coisa, veado tem algum ainda, tem algum veado. Ah, foram todas mortas, matadas, e depois entraram ali com os tratores, tirar madeira e cortaram o mato, e mataram tudo.” (GPHAVI, 2008). 

Caçada no Warnow Alto - 1960
Refletindo ao ler estes documentos vemos que a memória destes moradores esta integrada uma na outra, mesmo estes estando em comunidades distintas. A caça ainda é praticada em algumas regiões ligadas ao PNSI, as lembranças de tempos passados de uma fauna repleta de vida remetem a triste situação atual do desaparecimento de espécies nativas e da degradação ambiental não somente na fauna mas também na flora.

Referências:

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Plano de manejo Parque Nacional da Serra do Itajaí. Brasília, D.F : MMA, 2009.
MOLINARI, Alcides; MOLINARI, Rosita Venzon: 2008. Entrevistadores: Ana Claudia Moser, Gilberto Friedenreich dos Santos. Blumenau: GPHAVI, 2008.
RAUTEMBERG, Reinaldo: 2007. Entrevistador: Marcela Adriana Grandi. Blumenau: GPHAVI, 2007.
GIANESINI, Ivo. Depoimento: setembro, 2008. Entrevistadores: Ana Cláudia Moser; Martin Stabel Garrote; Vanessa Nicocelli. Blumenau: GPHAVI, 2008.


Francisco José Matias  é estudante de História e Bolsista de Iniciação Científica (PIPe 2013) no GPHAVI desde abril deste ano. Atua na pesquisa Subsídios para a História Ambiental das antigas serrarias do Sul de Blumenau território do Parque Nacional Serra do Itajaí, que conta com a parceria do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade .


Este texto foi publicano nos Anais da 7º Mostra de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade Regional de Blumenau (Anais).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ferramentas sobre a história do clima para a História Ambiental

A Rede de História do Tempo é uma organização informal de professores e pesquisadores interessados ​​no clima e história. O objetivo é reunir historiadores e climatologistas históricos de todo o mundo para organizar um trabalho mais colaborativo e interdisciplinar, e oferecer contatos e recursos para acadêmicos na área de clima e história. A rede oferece uma base de ferramentas de dados que disponibiliza informações para uso nas pesquisas de História Ambiental. Para acessar o portal entre em: http://climatehistorynetwork.com/climate-history-databases-and-projects/

domingo, 1 de dezembro de 2013

Geografia na FURB no vestibular de inverno de 2014

FURB anuncia criação da Graduação de Geografia.
A previsão, conforme o professor Gilberto é para ser ofertada pelo menos a licenciatura já na metade de 2014. O curso de Geografia além de capacitar professores para o ensino de geografia no ensino básico (fundamental e médio) vai ofertar o bacharel formando o profissional geógrafo.

sábado, 30 de novembro de 2013

Divulgação: 3° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA AMBIENTAL E MIGRAÇÕES.

Estamos repassando o e-mail que divulga data e local do 3º Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações:                                                                                                                                                                                                                                                                        Boa tarde a tod@s,                                                                  Gostaríamos de informar que foi definida a data do 3° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA AMBIENTAL E MIGRAÇÕESO evento acontecerá em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina, de 27 a 29 de outubro de 2014.


Em breve, maiores informações estarão disponíveis no site:


Atenciosamente,
Profa. Dra. Eunice Nodari
Pela Coordenação

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bolsistas e pesquisadores do grupo estiveram no 3º Workshop Internacional de História do Ambiente

Realizado entre os dias 26-29 de novembro, o evento contou com a participação de pesquisadores interessados em estudos sobre as interações humanas com o ambiente. O evento é uma iniciativa do Núcleo de Estudos Ambientais do Departamento de Geografia do Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) com apoio do Mestrado em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental (MPPT/UDESC), o grupo Congresso Internacional Escolar/Workshop Internacional de História Ambiental (CIE/WIHA) e a Fundação de Arte e Tecnologia (FUNDARTEC). O evento tem como temática a História Ambiental e a Educação Ambiental.


O GPHAVI foi em caravana formada pelos pesquisadores Gilberto, Martin, Vanessa (mestranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal - FURB), Diego, Gabriel, Francisco, Kahina e Shimene, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - FURB, (ex-bolsista do grupo). Os estudantes bolsistas de iniciação científica Gabriel e Francisco e a pesquisadora Vanessa apresentaram trabalhos na modalidade de pôster:

Gabriel apresentou o trabalho A grande odisséia alasquiana: a influência de Thoreau em Cristopher Mccandless num contato mais verdadeiro com a natureza. Este estudo é uma iniciativa de Gabriel que durante a realização das pesquisas e discussões com os pesquisadores interessou-se pelos autores e pela temática e desenvolveu um ensaio para ser apresentado no evento.
Francisco apresentou o trabalho Pressões, ameaças e extinção: um estudo das memórias das caçadas no Parque Nacional Serra do Itajaí - SC. O estudo partiu do interesse de Francisco e de Vanessa e foi desenvolvido paralelamente com a Iniciação Científica que trata de investigar a História das Serrarias no parque.

A pesquisadora Vanessa apresentou o estudo Migrações humanas e invasões biológicas: a Tithonia diversifolia no Vale do Itajaí. O estudo faz parte do levantamento da pesuqisadora em seu mestrado em Engenharia Florestal e apresenta dados importantes sobre a espécie e seu processo invasor no Vale do Itajaí. 


Na modalidade de apresentação oral, Diego e Martin fizeram explicações sobre suas pesquisas:


Diego apresentou a pesquisa História e memória ambiental da exploração e produção do óleo de sassafrás no alto vale do Itajaí. O estudo foi desenvolvido na Iniciação Científica no grupo com recursos do CNPq. 

O pesquisador Martin apresentou o estudo Breve história do ambiente no Parque Nacional da Serra do Itajaí em Apiúna, Presidente Nereu, Vidal Ramos e Botuverá -Vale do Itajaí - SC. O estudo foi desenvolvido através da pesquisa História Ambiental do Parque Nacional da Serra do Itajaí: estudo da relação sociedade e natureza das comunidades no entorno do parque nos municípios de Apiúna, Presidente Nereu, Vidal Ramos e Botuverá – financiado pela FAPESC (Chamada Pública Universal 07/2009). 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

LABGEO-FURB disponibiliza portal de dados.

O Portal de Distribuição e Visualização de Dados do LABGEO foi desenvolvido pelo Laboratório de Geoprocessamento da FURB - LABGEO, com parceria do Laboratório de Computação Científica - LCC e Laboratório de Monitoramento de Proteção Florestal - LAMPF. O objetivo do portal é proporcionar a comunidade dados e visualização dos projetos dos laboratórios e parceiros.  


Entre os projetos disponibilizados no portal gostariamos de destacar a  Carta Enchente de Blumenau, que disponibiliza dados cartográficos sobre os pontos de inundação da cidade de Blumenau.
Para visualizar os projetos adicionados acesse: http://www.labgeo.furb.br.

domingo, 24 de novembro de 2013

Ataque de “bugres” à uma serraria da colônia Blumenau relatado por um colono: os nativos estavam atacando ou defendendo suas terras?


Gabriel Pierri de Souza; Francisco José Matias; Martin Stabel Garrote; Gilberto Friedenreich dos Santos
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí – GPHAVI 
Departamento de História e Geografia - Universidade Regional de Blumenau – FURB


Guerreiros Xokleng/Laklano séc XIX


Na tradicional história de Blumenau o seu fundador e os demais colonos são vistos pelo senso comum e pela literatura local como heróis, que enfrentaram diversas dificuldades, uma dessas seria a difícil vivência da colônia em contraste com os nativos que se sentiam ameaçados pela grande exploração dos mesmos, causando enfrentamentos entre ambos, muitas vezes violentos com resultados fatais. Sendo assim, o presente trabalho trata de analisar o relato feito por um colono em forma de  correspondência, sobre os ataques dos nativos às propriedades locais da colônia de Blumenau. Trazendo novas informações e discussões sobre a relação entre explorador e nativo. Um dos problemas enfrentados em tal pesquisa foi a falta de relatos de percepções de enfrentamentos territoriais pelo lado dos nativos.


Esta pesquisa é uma parcela do projeto de pesquisa, do Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí (GPHAVI), história e memória ambiental das antigas e atuais serrarias do território do Parque Nacional da Serra do Itajaí. Onde foram levantados documentos históricos, relatórios da colônia Blumenau, cartas, entrevistas orais, notícias de jornais entre outras fontes. Entre estes documentos levantados, uma carta relatando ataque de “índios” aos colonos, chamou a atenção dos pesquisadores abrindo espaço para estudos e discussões publicados resumidamente neste trabalho. Bloch nos ensina que “vamos buscar, dando-lhes, onde for necessário, os matizes de novas tintas, os elementos que nos servem para a reconstituição do passado” (Bloch, 1997, p.43). Utilizando  como  embasamento teórico a História Ambienta, que busca compreender as relações entre ações humanas e a natureza, ou seja, trata-se aqui de conflitos entre duas etnias distintas pelos recurso e território natural.
Bugreiros e suas armas



Em uma carta enviada por seu Julius, à Hermann Blumenau seu irmão, é relatado um ataque de “bugres” a uma residência localizada próxima a serraria Sallentien e Gartner (não se sabe a localização exata). O autor da carta relata que os colonos não levavam a sério os pequenos ataques dos nativos que são chamados de “bugres”, [...] “Antes aqui riam todos a cerca dos bugres, como aqui são chamados, porque raramente apareciam, e quando isto acontecia, era para roubar, não para matar.” (JULIUS, 1855, p.1). É notável que alguns colonos não temiam os nativos, entretanto, um acontecimento singular mudou as concepções de suas seguranças pessoais.


No dia 9 de novembro de 1855, oito ou nove nativos realizaram uma emboscada na serraria citada a cima, que resultou na morte de dois operários e um ferido, esse último era Paul Kellner, um dos 17 primeiros colonos de Blumenau. Eles estavam escavando um canal para escoar água da serraria quando foram atacados com flechas. Como segue na Figura  referente a carta:




Vale lembrar que estamos analisando o lado das “vitimas”, os colonos, e não temos o relato dos nativos, que segundo a carta iniciaram o ataque. Por este motivo, tal tipo de estudo é de grande importância para novas discussões de como era a relação entre colono e nativo. Segundo Martin Garrote em seu estudo sobre os conflitos étnicos entre colonos e índios no sul de Blumenau, é possível encontrar momento de relação pacífica entre colonos e índios. (GARROTE, 2012).

No livro de Edith Kormann, Blumenau: arte, cultura e as histórias de sua gente (1850 – 1985) é citado o acontecido entre os nativos e colonos. Segundo a autora Paul Kellner, sobrinho de Hermann Blumenau é um dos primeiros imigrantes da região, não se limitou a um simples lote colonial, adquirindo uma área maior na margem do rio Itajaí-mirim entre Itajaí e Brusque (KORMANN, 1994). Tal informação reflete a um entendimento maior da situação de Paul na época, nota-se que ele não estava simplesmente explorando e devastando o mínimo para sobreviver, mas sim estendendo sua exploração cada vez mais, ocupando o território e possivelmente prejudicando os nativos. Com isso os nativos podem ter enfrentado dificuldades para obter recursos naturais, como água e alimento, consequentemente, ao que parece mais óbvio, tiveram que começar a roubar para sobreviver, causando enfrentamentos violentos entre nativo e explorador.

Não cabe aqui julgar quem foram os “mocinhos” e os “vilões”, mas sim trazer esse tipo de informação ao meio acadêmico para que possa ser aprofundado e levado à comunidade com o intuito de tentar explicar a história de um determinado ponto, pois todo ponto de vista, é vista de um ponto. Não havia uma guerra aos colonos, mas sim ataques ou simplesmente agressões, motivadas, às vezes, pelo encontro de índios e colonos em territórios que ambos tinham interesse. Este trabalho tem o intuito de instigar os indivíduos a procurarem outros relatos e pesquisas que possam mudar suas concepções dos acontecimentos em um determinado local e período, fugindo um pouco da tradicional história do município, e consequentemente refletindo de quais seriam as relevâncias e os desafios de estudar esse tipo de documento.


Referências

BLOCH, Marc. Introdução à história. Ed: Europa-América, 1997, Pág. 289.

KORMANN, Edith. Blumenau: arte, cultura e as histórias de sua gente (1850 – 1985). Florianópolis: Paralelo 27, 1994.

GARROTE, Martin. Os conflitos étnicos entre colonos e índios no sul de Blumenau/SC: memórias. IX ANPED SUL: Seminário de pesquisa em educação da região sul 2012. Pág. 16.

JULIUS, Blumenau. Carta, 7 de dezembro de 1855, Colônia Blumenau para Hermann, Alemanha. 2 folhas. Ataque de índios.




Gabriel Pierri de Souza  é estudante de História e Bolsista de Iniciação Científica (PIPe 2013) no GPHAVI desde março deste ano. Atua na pesquisa Subsídios para a História Ambiental das antigas serrarias do Sul de Blumenau território do Parque Nacional Serra do Itajaí, que conta com a parceria do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade .

Acesse o Lattes do autor:  http://lattes.cnpq.br/8012732213045066


Este texto foi publicano nos Anais da 7º Mostra de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade Regional de Blumenau (Anais).



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

ICEHO - Consórcio Internacional de Organizações de História Ambiental

O ICEHO -  Consórcio Internacional de organizações de História Ambiental tem como objetivo possibilitar a comunicação entre organizações de História Ambiental, e favorecer a troca de informações, conhecer experiências, e dialogar sobre os problemas e desafios em comum. O ICEHO é aberto a todas as organizações que tenham como foco principal os estudos sobre a interação humana com o ambiente. 

Para conhecer mais sobre o ICEHO acesse: http://www.iceho.org/

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Congreso Internacional de Historia Ambiental y Economía Ecológica

Já está disponível as informações sobre o Congresso Internacional de História Ambiental e Economia Ecológica, tendo como tema Os conflitos por ecossistemas estratégicos na América Latina e Caribe entre os séculos XIX e XX. O congresso ocorrerá  entre 21 e 23 de maio de 2015 nas dependências da Biblioteca Departamental de Vale de Cauca na cidade de Cali, Colômbia. O evento é organizado pela Sociedade de Historiadores Latino americanos e caribenhos, em parceria com a Biblioteca Jorge Garcés Borrero e a Universidade del Valle. 

Informações sobre o evento: http://adhilac.com.ar/?p=8665

terça-feira, 19 de novembro de 2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Encontro de História Ambiental e debates interdisciplinares

Iniciou hoje e vai até dia 22 o encontro de História Ambiental: Debates Interdisciplinares. O evento faz parte das atividades da linha de pesquisa Poder, Sociedade e Ambiente do Programa de Pós Graduação em História da UFPE. Conforme a organização: 

" A História Ambiental é um campo de estudos interdisciplinar que interage com diversas outras áreas do conhecimento, objetivando a observação o mais completa possível do homem em seu meio ao longo do tempo. As questões ambientais serão tratadas a partir de diversas perspectivas: do Cinema, da Geografia, da Arqueologia, da Educação, da Saúde entre outros, e da História como disciplina aglutinadora desses diferentes olhares. A realização do evento possibilitará um importante intercâmbio da produção latino-americana sobre o tema e contará com pesquisadores do Panamá, do Paraguai e de outras regiões do Brasil além de Pernambuco, entre os quais: Guillermo Nills Castro Herrera, José Augusto PáduaMarcelo MartinessiMariana OlivaLourdes Lozano Centella, entre outros.  Essa iniciativa pretende traduzir a produção das diferentes áreas do saber como diferentes maneiras de dizer o que é diversamente dizível, mas também como maneiras diversas de abordagem dos mesmos problemas, estabelecendo, dessa forma, diálogos entre si em diferentes níveis de profundidade, seguindo, dessa forma, na contramão do exílio disciplinar, como parte da renovação dos saberes que, por diferentes caminhos, dão corpo a um todo diverso e ao mesmo tempo uno. Dessa forma, o evento contribuirá para a consolidação desse campo de estudos interdisciplinar e envolverá a sociedade em geral num grande encontro que possa contribuir para a consolidação das dinâmicas práticas e teóricas que dizem respeito ao homem em sua relação com seu meio". 

Para saber mais sobre o evento acesse: http://www.ufpe.br/historiambiental/index.php?option=com_content&view=article&id=306&Itemid=237

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bolsistas e pesquisadores apresentarão estudos no 3° Workshop Internacional de História do Ambiente

Nesta última semana recebemos a confirmação da aprovação dos estudos que serão divulgados para a comunidade académica e em geral através do 3° Workshop Internacional de História do Ambiente. Foram aprovados 5 estudos, sendo dois na modalidade apresentação oral,   três serão apresentados em forma de poster.

Apresentações Orais:

- Diego Knoch Sampaio apresenta:
HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DA EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DO ÓLEO DE SASSAFRÁS NO ALTO VALE DO ITAJAÍ (PIBIC/CNPq)

- Martin Stabel Garrote apresenta:
BREVE HISTÓRIA DO AMBIENTE NO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ EM APIÚNA, PRESIDENTE NEREU, VIDAL RAMOS E BOTUVERÁ – VALE DO ITAJAÍ - SC (FAPESC).


Apresentações de pôsters:

- Francisco José Matias apresenta:
PRESSÕES, AMEAÇAS E EXTINÇÃO: UM ESTUDO DAS MEMÓRIAS DAS CAÇADAS NO PARQUE NACIONAL SERRA DO ITAJAÍ, SC (GPHAVI).

- Gabriel Pierri de Souza apresenta:
“GRANDE ODISSÉIA ALASQUIANA”: A INFLUÊNCIA DE THOREAU EM CHRISTOPHER MCCANDLESS NUM CONTATO MAIS VERDADEIRO COM A NATUREZA (GPHAVI).

- Vanessa Dambrowski apresenta:
MIGRAÇÕES HUMANAS E INVASÕES BIOLÓGIAS: A Tithonia diversifolia NO VALE DO ITAJAÍ - SC (PPGEF/CAPES)


Informações sobre o evento: http://3wihaea2013.faed.udesc.br/

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A História das interações humanas com o ambiente no entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí: o caso das comunidades de Gravatá, Jundiá, Neisse, Barra de Águas Frias e Braço Salão no município de Apiúna - SC

Martin Stabel Garrote, Vanessa Dambrowski, Gilberto  Friedenreich dos Santos (Orientador)
Área de Ciências Humanas – História Ambiental
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí – GPHAVI 
Departamento de História e Geografia  - FURB.

Fonte Financiadora: FUNDES 2011/2013 e FAPESC

A compreensão das interações entre sociedade e natureza no processo histórico é uma linha de pesquisa da historiografia atual denominada de História Ambiental, esta possibilita conhecer as relações entre a sociedade e a natureza, observando nessas relações as consequências positivas e negativas para ambas as partes. O objetivo geral desta pesquisa foi compreender a História Ambiental das comunidades de Gravatá, 
Ribeirão Jundiá, Ribeirão Neisse, Barra de Águas Frias e Braço Salão no entorno do Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI) em Apiúna, SC. 

Foram identificadas as características naturais do território das comunidades; fontes históricas, escritas e não escritas; foram levantadas informações sobre o processo histórico de ocupação da região; identificadas influências antrópicas; levantados elementos extraídos da biodiversidade; levantadas formas de utilização dos elementos da biodiversidade; e identificadas consequências da exploração da biodiversidade da Floresta Atlântica às comunidades e a própria natureza local. 

Os resultados foram obtidos através da coleta de dados em fontes primárias com observações e registros nas comunidades, e entrevistas com o Método da História Oral. Também através de fontes secundárias como bibliografias, periódicos e documentos oficiais. A região das comunidades está localizada no Bioma Mata Atlântica, especificamente na Floresta Ombrófila Densa, rica em fauna e flora, em um relevo acentuado e de solo com estrutura predominantemente frágil, regada por inúmeros ribeirões, como ocorre na maior parte da região entorno do PNSI e no médio Vale do Itajaí. 

A esquerda foto de 1960 de criação de capivaras em Neisse. Segue à direita foto de pilão para grãos e a outra de uma gamela, utensílios domésticos feitos com raiz de figueiras.
Em 1878, famílias chegadas da Alemanha, da Itália e da Polônia receberam lotes na região de Apiúna, sendo estas, as principais etnias das comunidades estudadas. Ao chegarem os colonos se alojaram principalmente em terras ribeirinhas, para terem acesso a água e estas lhes servirem para a agricultura. Os primeiros colonos trabalharam em suas terras, enfrentando diversas dificuldades de adaptação à floresta. Aos poucos os problemas e dificuldades foram sendo superados e ricas plantações de mandioca, fumo, arroz, batata, araruta, cana de açúcar, iam surgindo, ocupando a mata ciliar e encostas. 
A região possui áreas de reflorestamento, pastos e plantios
Além das atividades agrícolas sempre esteve presente na história e ocupação das comunidades uma estreita relação entre atividades econômicas e extração de recursos da natureza associados aos ciclos econômicos regionais como o da madeira e do óleo de sassafrás. 

As características da biodiversidade ao mesmo tempo que forneceram inúmeros recursos para as populações, em um ritmo de exploração intensa se tornaram frágeis para as comunidades naturais e escassas para uso pelas populações humanas.                    

Este trabalho foi publicado em: http://www.furb.br/_upl/files/especiais/mipe/Anais_pesquisa.pdf

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Apresentações das pesquisas na 7º Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão

Ocorreu nos dias 18 e 19 de setembro a 7º Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão e foram apresentados os resultados finais e parciais das pesquisas iniciadas em 2011-2013.


-FUNDES 2011-2013

Bolsista Mariane Paolla Schwartz - Biomedicina

Bolsista Martin Stabel Garrote - Ciências Sociais

- PIPe 2012

Bolsista José Rodrigo Sasseman - História


Bolsista Vitória Abreu - História


Bolsista Nicolas Voss Reis
- PIBIC CNPq 2012-2013

Bolsista Diego Knoch Sampaio - Engenharia Florestal

- PRODUÇÕES INDEPENDENTES DE PROGRAMAS DE PESQUISA - GPHAVI

Gabriel Pierri de Souza - Estudante de História

Francisco José Matias - Estudante de História

Siyyid Kazim Ahimed - Historiador
Para consultar os textos publicados acessar os ANAIS DO 7ºMIPE

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Entrevista com Donald Worster: Da abundância à vulnerabilidade: fronteira de um novo mundo

No início do ano Donald Worster foi entrevistado por Roberta Janser (O Globo) quando participou no Rio do Encontro de História Ambiental Brasil e Estados Unidos. Na entrevista Worster enfatiza a escolha errada de desenvolvimento atrelada a exploração máxima dos elementos da biodiversidade de nossa casa, a Terra.
Para ver o conteúdo completo acessar:
https://www.oglobodigital.com.br/sharings/d324bcb1f9a4376a0033

Fonte: http://oglobo.globo.com/historia/da-abundancia-vulnerabilidade-fronteira-de-um-novo-mundo-7799672#ixzz2Ol31DzIO

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Já está disponível a nova página do Grupo de Pesquisa de História Ambiental do Vale do Itajaí. O novo endereço foi realizado após a reformulação de todo o designer do espaço eletrônico do Departamento de História e Geografia.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

História Ambiental em Pré-História, Idade Antiga, Idade Medieval e Modernidade

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Por ser inter e multi interdisciplinar, o olhar da História Ambiental navega até o passado longínquo e possibilita análises de diversos territórios em seus momentos históricos denominados Antigo e Medieval. Muitas obras que não são escritos de História Ambiental possibilitaram dos períodos antigos um olhar sobre as interações entre a sociedade humana e a natureza.  Vamos apresentar aqui algumas possibilidades.

Uma obra que possibilita coletar informações sobre o comportamento do homem frente o ambiente é o livro História das Agriculturas no Mundo: do neolítico a crise contemporânea de Marcel Mazoyer e Laurence Roudart. 

"Este trabalho se inscreve na tradição da Cátedra de Agricultura Comparada e Desenvolvimento Agrícola do Instituto Nacional Agronômico de Paris – Grignon (INA-PG), onde hoje Marcel Mazoyer é Professor Emérito. Nessa cátedra sucedeu o renomado agrônomo e professor René Dumont, uma referência internacional nos estudos e diagnósticos sobre a agricultura camponesa nos continentes africano, latino-americano e europeu. Laurence Roudart, discípula de Marcel Mazoyer, que participou da produção desta obra, hoje é Mestre de Conferências de Economia Política Agrícola, na mesma cátedra. Uma das contribuições mais importantes de Marcel Mazoyer foi a formulação e aplicação da teoria dos sistemas agrários, um instrumento analítico que permite apreender a complexidade de cada forma de agricultura, abordando as transformações históricas e a diferenciação geográfi ca das agriculturas. Mazoyer assinala que é fundamental distinguir a agricultura como ela é efetivamente praticada e como pode ser observada, constituindo-se, assim, em um objeto real de conhecimento. O que o observador pensa e diz sobre esse objeto compreende um conjunto de conhecimentos abstratos que podem ser metodicamente elaborados para construir um verdadeiro objeto teórico, que é o sistema agrário. Essa contribuição inovou o pensamento sobre a agricultura. De uma análise focada nas atividades produtivas específi cas e setoriais passa-se a um enfoque sistêmico que incorpora as interações entre o agricultor e sua família, os recursos naturais físicos e biológicos necessários à produção e as técnicas utilizadas para sua transformação, utilizando-se, para tanto, categorias agronômicas, econômicas, sociais e ecológicas" (Fonte: http://www.iica.int/Esp/regiones/sur/brasil/Lists/Publicacoes/DispForm.aspx?ID=60).


Um dos temas que atrai muitos jovens para o estudo da História é o Egito. Sobre esse tema vale trazer a biografia do Rio Nilo feita pelo historiador Emil Ludwig, publicada no livro O Nilo: a história de um rio, que apresenta importantes informações sobre a História do povo e da sua interação com o rio e sua natureza. 

No livro Colapso: ascensão, queda das sociedades humanas de Jared Diamond são apresentados dados das atitudes econômicas e culturais de algumas civilizações do passado que escolheram maneiras de influencia com o ambiente catastróficas, e que corroboraram com seus colapsos civilizatórios. 


"Jared Diamond fundamenta a sua tese recorrendo a uma série de narrativas histórico-culturais fascinantes. Deslocando-se com facilidade e perspicácia da cultura pré-histórica polinésia e das antigas civilizações americanas nativas dos Anasazi e dos Maias para a colónia viquingue medieval da Gronelândia e, por fim, o mundo moderno, o autor identifica um padrão fundamental da catástrofe, mostrando-nos o que acontece quando depauperamos os recursos, ignoramos os sinais que o ambiente nos dá, nos reproduzimos demasiado depressa ou abatemos demasiadas árvores. Danos ambientais, alterações climáticas, parceiros comerciais instáveis, pressão exercida pelos inimigos - todos estes factores contribuíram para a ruína das sociedades malogradas. No entanto, houve outras sociedades que, face aos mesmos problemas, encontraram soluções adequadas e resistiram. Porque é que algumas sociedades - mas não outras - cometem erros até se autodestruírem? Enfrentamos actualmente problemas semelhantes, que já provocaram desastres no Ruanda e no Haiti, ao mesmo tempo que a China e a Austrália procuram solucioná-los de formas inovadoras" (Fonte: http://www.gradiva.pt/?q=C/BOOKSSHOW/1247).


Outra obra muito interessante e que trás um panorama do medievo e da Idade Moderna sobre o entendimento e comportamento humano sobre a natureza é o que escreveu o historiador Keith Thomas em seu livro O homem e o mundo natural. 


O livro O Homem e o Mundo Natural trata das atitudes dos homens para com os animais e a natureza durante os séculos XVI, XVII e XVIII. O autor expõe os pressupostos que fundamentaram as percepções, raciocínios e sentimentos dos ingleses no início da época moderna frente aos animais, plantas e paisagem física, chamando a atenção para um ponto fundamental da história humana: o predomínio do homem sobre o mundo natural. Keith Thomas é um historiador inglês, considerado um dos mais eminentes e inovadores do Reino Unido de hoje. O homem e o mundo natural foi um dos livros que colocou o autor em uma posição de liderança na chamada "antropologia histórica". Na última década, ele recebeu duas grandes homenagens da sociedade britânica: foi nomeado presidente da centenária Academia Britânica e recebeu o título de Sir, conferido pela rainha Elizabeth por "serviços prestados à história" (Fonte: http://www.comciencia.br/resenhas/mundonatural.htm).

Exitem inúmeras outras obras e com o tempo estaremos expondo para estudos e conhecimento geral.