"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação: Perspectivas

Com a missão da UNESC de "Educar, por meio do ensino, pesquisa e extensão, para promover a qualidade e a sustentabilidade do ambiente de vida" e da UNA HCE - Unidade Acadêmica de Humanidades, Ciências e Educação, de “Promover políticas de Ensino, Pesquisa e Extensão nas áreas de Humanidades, Ciências e Educação, de modo articulado e participativo, contribuindo para a emancipação do ser humano e a sustentabilidade ambiental”, o Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação: Perspectivas, que será realizado de 10 a 13 de setembro de 2014, pretende colocar em debate a Educação Contemporânea, sua complexidade, posta enquanto desafios para o século XXI, e o avanço necessário para um ambiente de interação com as diversas esferas sociais que subsidiam empiricamente as construções e troca de saberes: práticas, vivências, metodologias, tecnologias. Para tanto, visa a empreender interlocução entre pesquisadores, profissionais da educação, estudantes de licenciaturas e demais interessados pela temática.
Este evento, portanto, coloca em perspectiva um lugar de e para construção coletiva de conhecimentos, trabalhos colaborativos e parcerias interinstitucionais de modo a evidenciar a incessante busca pela consolidação do Ensino, Pesquisa e Extensão, levando-se em consideração o que se tem produzido nos países ibero-americanos, para serem socializados, problematizados com vistas a encaminhamentos comuns. Maiores informações em:
http://www.unesc.net/portal/capa/index/433/7516/



quinta-feira, 27 de março de 2014

GPHAVI participa com coordenação de Simpósio Temático de História Ambiental na XV Encontro da ANPUH-SC.


(ATENÇÃO - por falta de inscritos a ANPUH-SC cancelou este simpósio temático)

Entre 11 e 14 de agosto de 2014 ocorrerá o 
XV Encontro Estadual de História da ANPUH-SC, como tema “1964-2014: Memórias, Testemunhos e Estado” e o II Colóquio Internacional Gênero, Feminismos e Ditaduras no Cone Sul, cuja tematica é uma referência aos 50 anos do golpe que instaurou no Brasil uma ditadura civil-militar. Nesta edição, pela segunda vez o grupo tem participação na organização de Simposio temático, contribuindo com a divulgação dos estudos em História Ambiental. As inscrições para a submissão de trabalhos vai até dia 20 de abril, e os interessados na área da História Ambiental tem a possibilidade de submeter artigos para dois simpósios temáticos específicos da área:


021. História Ambiental: Impactos socioambientais no contexto da ditadura da ordem e do progresso

Coordenadores: CARLOS RENATO CAROLA (Doutor(a) - UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense), MARTIN STABEL GARROTE (Mestre(a) - FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Resumo: No período regime civil-militar de 1964, a concepção desenvolvimentista de crescimento econômico foi levada ao extremo. O governo militar pretendia elevar o Estado brasileiro ao nível das potencias do capitalismo internacional. Para tanto, se determinou a domesticar a maior floresta tropical do mundo contemporâneo. Criou e autorizou centenas de projetos de exploração dos recursos naturais da Amazônia; criou uma mega infraestrutura de rodovias e usinas hidroelétrica; criou órgãos de financiamento, de pesquisa e planejamento e ofereceu incentivos fiscais à empresários ávidos por enriquecimento a curto prazo. Os empreendimentos realizados tiveram impactos socioambientais colossais, atingindo não somente a fauna e a flora, mas também a população indígena e as comunidades tradicionais. O paradigma desenvolvimentista, no entanto, não foi invenção dos generais e nem se restringiu a Amazônia; é uma modelo de desenvolvimento que vem se difundindo no Brasil desde a era Vargas, sendo que no regime de 1964 foi o paradigma adotado em todo território brasileiro por empresários, políticos (governantes, senadores, deputados, vereadores e prefeitos), cientistas, etc. O objetivo principal do Simpósio de História Ambiental é promover um espaço de debate e socialização de pesquisas relacionadas a impactos socioambientais provocados por empreendimentos de “progresso” realizados no contexto da ditadura civil-militar de 1964.

002. História Ambiental e Migrações

Coordenadores: EUNICE SUELI NODARI (Doutor(a) - Universidade Federal de Santa Catarina), SAMIRA PERUCHI MORETTO (Doutorando(a) - UFSC)
Resumo: A História Ambiental oferece novos caminhos para pensar a História, como também novas formas de pensar a natureza. A questão ambiental tem sua relevância redimensionada por outras questões imbricadas como a desigualdade social, a garantia e o reconhecimento dos direitos humanos, o desmatamento desenfreado, a falta de saneamento básico, entre outros. Evidentemente, a devastação do patrimônio ambiental e o (ab)uso dos recursos naturais são temas candentes e precisam ser melhor discutidos sob o viés das Ciências Humanas e Sociais. A proposta do presente simpósio é reunir trabalhos que tratem as relações entre História e Natureza nas suas diferentes dimensões. Desta forma nos interessam estudos que discutam as concepções, atitudes e atividades humanas na transformação da paisagem, como os seres humanos alteraram o mundo rural e urbano e, finalmente, as consequências dessas alterações para as comunidades naturais e humanas. Salientam-se ainda a importância de estudos relacionados aos movimentos migratórios humanos e da flora e fauna, os processos de ordenamento sanitário e de saúde pública, os estudos relacionados aos aspectos históricos, demográficos e ambientais na formação dos territórios. A análise das relações com as comunidades tradicionais e a formação de identidades regionais e nacionais no que concerne a História Ambiental também faz parte deste escopo. A análise das relações com as comunidades tradicionais e a formação de identidades regionais e nacionais no que concerne a História Ambiental também faz parte deste escopo.

Na ocasião, os pesquisadores dos respectivos simpósios temáticos participação de reunião do GT de História Ambiental de Santa Catarina, coordenado pela Doutora Eunice Sulei Nodari.

Maiores informações, direto no evento:


GPHAVI coordena Simpósio de História Ambiental na XXI Semana Acadêmica de História - FURB

Sob responsabilidade do professor Gilberto Friedenreich dos Santos e do estudante Gabriel Pierri de Souza foi submetido e aprovado a proposta de Simpósio Temático à coordenação da XXI SAH.

ST 01: 06/05/2014 – Horário: 14:00 as 17:30
Título: História Ambiental em Foco
Proponente: Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos (FURB)
Acadêmico: Gabriel Pierri de Souza
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí - GPHAVI

Resumo: A História Ambiental é uma área interdisciplinar e busca compreender as relações positivas e negativas da interação entre os seres humanos e a natureza de forma não dicotômica, indissociável. A História Ambiental surgiu em decorrência das transformações na História após o movimento dos Annales, e paralelamente pelos anseios dos movimentos sociais ambientalistas e fóruns mundiais sobre a Questão Ambiental. Por volta de 1970, como campo teórico formado se desenvolve na academia. No Brasil a partir de 1980 diversos estudos apresentaram múltiplos enfoques teóricos e metodológicos, assim como novas formas instrumentais e fontes de pesquisas, o que possibilitou trazer a tona novos problemas e rediscutir outros já analisados sob o enfoque da História Ambiental. A História Ambiental preocupa-se em investigar como os ambientes do passado foram transformados, as formas de ocupação e uso dos solos, dos elementos da biodiversidade, os impactos e influências no desenvolvimento da cultura humana. Considerando também as percepções, simbolismos, ideias e valores sobre o mundo natural durante nossa História humana. Por ser uma área interdisciplinar, este simpósio temático possibilita, assim como na História Ambiental, um diálogo com outras disciplinas como a antropologia, a biologia, geografia, geologia, sociologia e principalmente a ecologia e conservação da natureza. Desta forma o objetivo do mini simpósio “História Ambiental em foco”, é promover um espaço de debate e socialização de pesquisas ligadas às relações entre sociedade e natureza de forma interdisciplinar.

Mais informações em:
http://cahclio.wix.com/xxisemanaacademica
http://proxy.furb.br/soac/index.php/sah/xxisah

quinta-feira, 20 de março de 2014

XXI Semana Acadêmica de História

Vem aí a XXI Semana Acadêmica de História..


Neste ano o tema da XXI Semana Acadêmica de História é:

Ensinar e Pesquisar História:

Dilemas, desafios e perspectivas



Todas as informações em:

http://cahclio.wix.com/xxisemanaacademica

sábado, 18 de janeiro de 2014

Minicurso: Diálogos entre História Ambiental e História das Ciências: temas e abordagens


No XVI Encontro Regional de História ANPUH-RIO - Saberes e práticas científicas, que ocorrerá de 28/07 e 01/08 de 2014 na Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro esta sendo ofertado o Minicurso Diálogos entre História Ambiental e História das Ciências: temas e abordagens com coordenação de Ingid Fonseca Casazza e Vanessa Pereira da Silva e Mello.

Resumo:   

Uma maior percepção dos danos causados à natureza pela ação humana, sobretudo a partir da década de 1970, tornou crescente a preocupação da sociedade com a sua preservação. Assim, nesse período, surgiram movimentos ecológicos que transformaram a ecologia, noção antes restrita apenas ao mundo acadêmico, em termo amplamente difundido pelos meios de comunicação. As questões ambientais também ganharam visibilidade política à medida que os governos eram pressionados por mudanças em relação à exploração do meio ambiente. E foi nesse contexto que a história ambiental começou a se desenvolver como campo historiográfico e se institucionalizou na academia em vários países. A própria contemporaneidade da questão ambiental tornou necessária a reflexão acerca das maneiras com as quais a sociedade historicamente construiu sua relação com o mundo natural. No que se refere à historiografia ambiental brasileira, esta tem sido marcada por análises que apontam para a importante participação de intelectuais e homens de ciência, dos séculos XIX e XX, em iniciativas de proteção à natureza do país. A proposta deste minicurso é discutir esta tendência de examinar a relação entre prática científica e proteção da natureza como uma característica do contexto nacional. Além disso, pretende-se apresentar o processo de renovação que ocorreu na historiografia brasileira das ciências e que trouxe novos temas, objetos e abordagens para o estudo desse campo. A partir da conformação da disciplina, após os anos 80, foi elaborada uma nova agenda de pesquisas na qual a relação entre ciência e natureza passou a ser um dos temas privilegiados. Outra meta é analisar a natureza como objeto histórico, tratando do surgimento da história ambiental, suas principais características e o modo como vem sendo abordada pela historiografia brasileira.

Para inscrições e maiores informações como o programa do minicurso acessar: http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/inscricoes/capa

Outras informações em: http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

VII Simpósio de História Ambiental da Sociedade Latino Americana e Caribenha (SOLCHA)

Ocorrerá entre os dias 15 e 18 de outubro de 2014 o VII Simpósio de História Ambiental da Sociedade Latino Americana e Caribenha de História Ambiental, na cidade de Quilmes, Argentina. O evento com a coordenação do Centro de Estudos Rurais da Argentina, a ser realizado na Universidade Nacional de Quilmes está com inscrições abertas para mesas e trabalhos com as temáticas:
- Cultura da natureza na América Latina;
- O ambiente como objeto de estudo social, político, econômico, histórico e geográfico;
- Ciências naturais, ciências sociais e história ambiental;
- A crise global do meio ambiente: responsabilidades, tarefas e desafios para a história ambiental;
- Estado da História Ambiental latino-americana e caribenha: historiografia, teoria, método, investigação, docência e história aplicada;
- Cidade e meio ambiente;
- História Ambiental e setor rural florestal;
- Mineração em América Latina e Caribe;
- Transformações da paisagem;
- Ecologia política;
- Biodiversidade e conservação.

As propostas devem ser encaminhadas até dia 01/04/2014 através do e-mail simposiosolcha@unq.edu.ar
Maiores informações pelos endereços:
http://solcha.blog.unq.edu.ar  ou pelo Facebook http://www.facebook.com/viisolcha?fref=ts

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

XV Encontro Estadual de História da ANPUH-SC

Estão abertas as inscrições para o XV Encontro Estadual de História da ANPUH-SC que ocorrerá entre 11 à 14 de agosto de 2014. Os interessados devem acessar o site do evento e acompanhar os trabalhos da organização do evento: http://www.encontro2014.sc.anpuh.org/simposio/public

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Chamada de artigos para a mesa: Fronteiras agrícolas, matérias primas, e crises ambientais na história da América Latina


Está aberta até dia 31 de janeiro de 2014 inscrições de artigos para a mesa: Fronteiras agrícolas, matérias primas, e crises ambientais na História da América Latina sob coordenação do professor Dr. João Klug.


O simpósio se propõe a reunir os historiadores que se ocupam com a temática ambiental na América Latina, com ênfase no avanço das fronteira agrícolas e de pecuária, a exploração de matérias primas e os conflitos
ambientais daí decorrentes, assim como dos desastres “naturais”. Examina como a perspectiva ambiental permite repensar temas tradicionalmente tratados pela história social e econômica, como, por exemplo, os
movimentos migratórios etc. Dado a magnitude dos problemas ambientais, a América Latina se insere no contexto global sob um holofote negativo. O simpósio discute como a História pode contribuir à compreensão das crises ambientais, sem reproduzir narrativas teleológicas de decadência. Não se entende história ambiental como um determinado método de pesquisa, mas como um campo multifacetado de pesquisas sobre as relações e interações entre as sociedades humanas e seus ambientes “naturais” no
passado. O panorama inclui desde métodos de medição científica até abordagens sobre percepção e codificação cultural de paisagens. Por este motivo, convidamos contribuições que tratam de expansão/contração agrária e transformação ecológica, entrelaçamentos entre cidades e hinterlands, infraestruturas e fluxos de matérias primas, relações animal-humanas, ambientalismo e políticas de crise, interfaces entre ciência, técnica, medicina e meio ambiente, assim como as interseções entre histórias do trabalho, de genêro, e das relações raciais com a história ambiental.
O prazo para o envio de propostas (no máximo 400 palavras) é o dia 31 de janeiro de 2014. As palestras podem ser feitas em espanhol ou português. Os coordenadores do simpósio são:

Prof. Dr. João Klug (Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis)
Prof. Dr. Reinaldo Funes Monzote (Universidad de La Habana)
M.A. Georg Fischer (Freie Universität Berlim)

As propostas devem ser enviadas aos seguintes endereços:
joaoklug@yahoo.com.br
reinaldofunes@yahoo.com.mx
g.fischer@fu-berlin.de

Maiores informações sobre o XVII Congresso Internacional da AHILA podem ser obtidas no site www.ahila2014.net / Pedimos a divulgação desta chamada para outros pesquisadores interessados na temática.



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Balanço de 2013 e perspectivas para 2014

O GPHAVI em 2014 comemorá seu 11º Aniversário, e em seus 10 anos de atuação desenvolveu com a abordagem da História Ambiental mais de 21 projetos de Iniciação Científica na Graduação. Esses projetos favoreceram o desenvolvimento do grupo, desta forma gostaríamos de agradecer aqueles estudantes que desde 2004 até 2013 contribuíram com o crescimento do GPHAVI: 



Martin Stabel Garrote; Marcela Adriana Grandi; Siyyid Kazim Merched Ahimed; Alessandra Roberta da Silva; Vanessa Nicoceli; Ana Cláudia Moser; Carolina Francisca Marchiori da Luz; Bruno de Campos Solís; Amanda Blankenburg; Ana Bueno; Vanessa Cristina Pacheco da Silva; Lizandro Nunes Fernandes; Douglas Grübel; Shimene Feuser; Vânia Eloiza Gonçalves; Evander R. S. S.; Anderson de Souza; Jéssica Ramos; Ricardo Werninghaus; Luiz Fernando Anzileiro; José Rodrigo Sassemann; Vitória Abreu; Nicolas Voss Reis; Mariane Paolla Schwartz; Diego Knoch Sampaio; Francisco José Matias; Gabriel Pierre de Souza; Kahina Thirsa....

Em janeiro de 2014 o Blog do GPHAVI atingiu o número de 18,680 visitas, o que representa o total de 10,877 acessos em 2013. O aumento de 42% no número de acessos demonstra o crescimento do grupo assim como o interesse pela área de História Ambiental. Veja o gráfico que demonstra o crescimento dos acessos do blog entre 2008-2014.



O maior número de acessos correspondem aos realizados no Brasil e Estados Unidos, mas em 2013 tivemos acessos da Malásia, Rússia, China e Israel, entre outros conforme demonstra o gráfico a seguir. Esses acessos possibilitam ao GPHAVI uma internacionalização da divulgação de suas atividades.


Entre as postagens mais acessadas em 2013 em primeiro lugar aparece a divulgação da criação do Curso de Geografia na FURB, obtendo mais de 1900 acessos. Agradecemos a comunidade que vem acompanhando o blog do GPHAVI e esperamos para 2014 um maior aprimoramento nas atividades e divulgação dos resultados.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

GPHAVI realizará em 2014 atividades de pós-graduação

No final de 2013 foi divulgado o resultado final do processo seletivo para o ingresso de professor/pesquisador para o Programa de Pós Graduação (Mestrado/Doutorado) em Desenvolvimento Regional da FURB (CAPES 5), no qual apresentou que o professor e coordenador do GPHAVI Gilberto Friedenreich dos Santos passa a integrar o corpo docente do programa, o que possibilita ao professor e grupo a elaboração de projetos de pesquisa em nível de Mestrado e Doutorado, assim como amplia a capacidade de captação de recursos para elaborar pesquisas na área de História Ambiental.


Em 2014 a FURB passará a oferecer a Licenciatura de Geografia sob coordenação do professor Gilberto, que associado a disciplina de Geohistória (graduação de História) disponibilizará oportunidades de bolsas de Iniciação Científica voltados para estudantes de História e Geografia e pesquisas na Pós-graduação para elaboração de Dissertações e Teses. O que possibilita aos estudantes um aprimoramento na carreira elaborando: Iniciação Científica>Trabalho de Conclusão de Curso (História e Geografia)>Dissertação de Mestrado>Tese de Doutorado integrados tendo como fundo as interações entre sociedade humana e ambiente.



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Horários do GPHAVI para final de 2013 e início de 2014.

O GPHAVI está aberto das 14:00 até as 18:00 de segunda a sexta feira entre 08 à 20/12

Do dia 21/12 até 12/01 estaremos fechamos (Férias coletivas/acadêmicas da FURB)

De 13/01 até 02/02 abriremos apenas para atividades internas conforme demanda de atividades (Iniciações científicas e demais projetos). Agende atendimento.

A partir de 03/02 funcionaremos normalmente (seg-sex das 14:00 até as 18:00 horas).

Desejamos a todos boas festas de final de ano.

GPHAVI

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Minicurso Introdução à História Ambiental

A História Ambiental é uma forma de analisar a história levando em conta as interações que ocorreram entre sociedade e ambiente. Investigar como os aspectos do ambiente influenciam o desenvolvimento da cultura do grupo, e inversamente, verificando as transformações no ambiente durante esse processo.
A História Ambiental surge no início do século XX motivada pelas transformações na teoria da História, com influência do movimento dos Annales e ao mesmo tempo, em decorrência dos anseios dos movimentos sociais ambientalistas e fóruns mundiais sobre a Questão Ambiental. Se desenvolve na academia a partir de 1960 gerando associações da área nos anos 1970. No Brasil a História Ambiental se desenvolve a partir de 1980 havendo crescente número de  simpósios temáticos nos encontros nacionais e estaduais da ANPUH, e eventos independentes fortalecendo e gerando conhecimento sobre as interações e resultados da sociedade com o ambiente.

O GPHAVI vai oferecer a comunidade acadêmica e em geral o minicurso Introdução à História Ambiental que será ministrado pelo professor Martin Stabel Garrote. O objetivo do curso é proporcionar ao estudante o conhecimento sobre as interações humanas com o ambiente ao longo do tempo histórico, analisando as bases teóricas, os temas, fontes, e linhas de pesquisas da História Ambiental. (Faixa etária livre).



Ementa: 
Os conceitos de natureza e a problemática ambiental nas sociedades da antiguidade até a modernidade;O paradigma Ambiental nas Ciências Humanas; Surgimento da História Ambiental na contextualização da historiografia do século XX;  Bases teóricas, temas, fontes e linhas de pesquisa da História Ambiental; Estudos da História Ambiental e a crise ambiental do século XX: As mentalidades, percepções e simbologias sobre o mundo natural no passado e presente; História do preservacionismo e conservacionismo da natureza e suas implicações sociais, As transformações das paisagens; Recursos minerais, vegetais, e animais e o modelo de produção capitalista; Migrações humanas e suas implicações ambientais; Desastres socioambientais e naturais; Povos tradicionais e patrimônio; A educação ambiental e convergências com a História Ambiental.

Informações:
-Carga horária: 30 horas/aulas, com início em Maio de 2014, com 5 encontros aos sábados, das  13:00-18:00 / Local FURB campus 1.

-Investimento: 1x de R$49,90 ou 2x de R$29,90 – Material (digital), preço do certificado e Café com cuca incluso.

Ministrante: Martin Stabel Garrote

Inscrições de 09/12/2013 até 25/04/2014 (Limitado em 20 vagas)*.

Informações e matrículas através do e-mail gphavi-furb@yahoo.com.br ou visite nosso Blog:
www.gphavi.blogspot.com Fone: (47)91593094


* Turma sobre demanda. Consultar antes da inscrição

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Antas e Jacutingas, Caça e Extinção: Uma Breve Análise Histórica da Memória Referente a Fauna Nativa





Francisco José Matias; Gabriel Pierri de Souza; 
Martin Stabel Garrote ; Gilberto Friedenreich dos Santos
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí – GPHAVI – Departamento de História e Geografia - Universidade Regional de Blumenau – FURB



O Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI), criado em 4 de julho de 2004, é uma unidade de conservação com proteção integral desde 2003, sendo este inserido dentro do Bioma Mata Atlântica e envolvendo neste o território de nove municípios pertencentes ao Vale do Itajaí.
As regiões pertencentes ao Bioma Mata Atlântica sofreram durante vários séculos  diversas alterações, sendo essas alterações feitas  por ações  antrópicas. O PNSI, mesmo como uma área de proteção ambiental, continua sofrendo alterações ao longo dos anos, criando assim um recorte interessante para estudos e pesquisas relacionados ao parque. A extinção de espécies nativas da região do PNSI remete também à memória de moradores atuais do entorno do parque. A lembrança de animais nativos, agora extintos, na região levantam discussões sobre as modificações mais recentes, feitas principalmente pela exploração madeireira e a caça, que levaram ao desaparecimento de duas espécies, a anta e a jacutinga.

Jacutinga - Anta
O principal objetivo desta pesquisa é descrever a voracidade das caçadas práticas na região e mostrar como a exacerbada caça levou duas espécies nativas a sua extinção, essas espécies são a Anta e a Jacutinga. Outro objetivo é o de resgatar a memória de moradores do entorno do PNSI em relação às caçadas, os animais hoje extintos e suas impressões sobre as intervenções humanas na fauna da região. 

Caçada Jacutinga Águas Cristalinas - 1940
Esta pesquisa utiliza diversas entrevistas efetuadas pelo GPHAVI junto a moradores do entorno do PNSI, onde os mesmo caçaram ou tem ligação com pessoas que praticaram a mesma. A principal motivação no critério de selecionar as entrevistas é a de citação referente a duas espécies que recentemente estão extintas na região do PNSI, há grande importância também de como os entrevistados lembram da quantidade ou modos de caça e qual a principal motivação por trás desta prática, variando de caça esportiva à caça de subsistência.
Em entrevistas feitas com moradores da região, temos o relato de como a caça era prática comum nas regiões próximas, ou dentro, do parque. Em entrevista feita pelo Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí (GPHAVI, 2009) um morador da região de Botuverá comenta que era comum se avistar antas e jacutingas na região, as antas quase sempre eram vistas em casal andando em áreas próximas a rios e grotas. 
Um morador da região da Nova Rússia, também entrevistado pelo GPHAVI, chega a comentar onde foi caçada a última anta da região do PNSI “Aqueles que sumiram, foi morto tudo. A ultima anta foi morta lá em Indaial. No encano baixo lá em Indaial. Além disso foi a Jacutinga e o verdadeiro porco do mato.” (GPHAVI, 2007). A Jacutinga foi alvo de caça principalmente para ser usada como fonte de alimento sendo sua carne muito saborosa, este mesmo morador relata que a mesma era “um pássaro grande e bobinho.” e que a mesma era caçada somente pelo ar utilizando armas.

Caçada no Faxinal do Bepe - 1960
Em entrevista concedida para o GPHAVI, por um casal residente da área do “Faxinal do Bepe”, eles relatam como eram utilizados os restos mortais dos animais caçados, “O couro às vezes era vendido, mas a maioria, que matamos antas, era o meu cunhado lá do faxinal, o Ari, ele que ficava com o couro, depois ele vendia.” (GPHAVI, 2008), os mesmos descrevem também em entrevista o desaparecimento de espécies que à décadas atrás eram comuns, “Tem anta, jacutinga, passarinho não tem mais, porco de mato tem pouca coisa, veado tem algum ainda, tem algum veado. Ah, foram todas mortas, matadas, e depois entraram ali com os tratores, tirar madeira e cortaram o mato, e mataram tudo.” (GPHAVI, 2008). 

Caçada no Warnow Alto - 1960
Refletindo ao ler estes documentos vemos que a memória destes moradores esta integrada uma na outra, mesmo estes estando em comunidades distintas. A caça ainda é praticada em algumas regiões ligadas ao PNSI, as lembranças de tempos passados de uma fauna repleta de vida remetem a triste situação atual do desaparecimento de espécies nativas e da degradação ambiental não somente na fauna mas também na flora.

Referências:

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Plano de manejo Parque Nacional da Serra do Itajaí. Brasília, D.F : MMA, 2009.
MOLINARI, Alcides; MOLINARI, Rosita Venzon: 2008. Entrevistadores: Ana Claudia Moser, Gilberto Friedenreich dos Santos. Blumenau: GPHAVI, 2008.
RAUTEMBERG, Reinaldo: 2007. Entrevistador: Marcela Adriana Grandi. Blumenau: GPHAVI, 2007.
GIANESINI, Ivo. Depoimento: setembro, 2008. Entrevistadores: Ana Cláudia Moser; Martin Stabel Garrote; Vanessa Nicocelli. Blumenau: GPHAVI, 2008.


Francisco José Matias  é estudante de História e Bolsista de Iniciação Científica (PIPe 2013) no GPHAVI desde abril deste ano. Atua na pesquisa Subsídios para a História Ambiental das antigas serrarias do Sul de Blumenau território do Parque Nacional Serra do Itajaí, que conta com a parceria do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade .


Este texto foi publicano nos Anais da 7º Mostra de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade Regional de Blumenau (Anais).

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ferramentas sobre a história do clima para a História Ambiental

A Rede de História do Tempo é uma organização informal de professores e pesquisadores interessados ​​no clima e história. O objetivo é reunir historiadores e climatologistas históricos de todo o mundo para organizar um trabalho mais colaborativo e interdisciplinar, e oferecer contatos e recursos para acadêmicos na área de clima e história. A rede oferece uma base de ferramentas de dados que disponibiliza informações para uso nas pesquisas de História Ambiental. Para acessar o portal entre em: http://climatehistorynetwork.com/climate-history-databases-and-projects/

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Geografia na FURB no vestibular de inverno de 2014

FURB anuncia criação da Graduação de Geografia.
A previsão, conforme o professor Gilberto é para ser ofertada pelo menos a licenciatura já na metade de 2014. O curso de Geografia além de capacitar professores para o ensino de geografia no ensino básico (fundamental e médio) vai ofertar o bacharel formando o profissional geógrafo.

sábado, 30 de novembro de 2013

Divulgação: 3° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA AMBIENTAL E MIGRAÇÕES.

Estamos repassando o e-mail que divulga data e local do 3º Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações:                                                                                                                                                                                                                                                                        Boa tarde a tod@s,                                                                  Gostaríamos de informar que foi definida a data do 3° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA AMBIENTAL E MIGRAÇÕESO evento acontecerá em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina, de 27 a 29 de outubro de 2014.


Em breve, maiores informações estarão disponíveis no site:


Atenciosamente,
Profa. Dra. Eunice Nodari
Pela Coordenação

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bolsistas e pesquisadores do grupo estiveram no 3º Workshop Internacional de História do Ambiente

Realizado entre os dias 26-29 de novembro, o evento contou com a participação de pesquisadores interessados em estudos sobre as interações humanas com o ambiente. O evento é uma iniciativa do Núcleo de Estudos Ambientais do Departamento de Geografia do Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) com apoio do Mestrado em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental (MPPT/UDESC), o grupo Congresso Internacional Escolar/Workshop Internacional de História Ambiental (CIE/WIHA) e a Fundação de Arte e Tecnologia (FUNDARTEC). O evento tem como temática a História Ambiental e a Educação Ambiental.


O GPHAVI foi em caravana formada pelos pesquisadores Gilberto, Martin, Vanessa (mestranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal - FURB), Diego, Gabriel, Francisco, Kahina e Shimene, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - FURB, (ex-bolsista do grupo). Os estudantes bolsistas de iniciação científica Gabriel e Francisco e a pesquisadora Vanessa apresentaram trabalhos na modalidade de pôster:

Gabriel apresentou o trabalho A grande odisséia alasquiana: a influência de Thoreau em Cristopher Mccandless num contato mais verdadeiro com a natureza. Este estudo é uma iniciativa de Gabriel que durante a realização das pesquisas e discussões com os pesquisadores interessou-se pelos autores e pela temática e desenvolveu um ensaio para ser apresentado no evento.
Francisco apresentou o trabalho Pressões, ameaças e extinção: um estudo das memórias das caçadas no Parque Nacional Serra do Itajaí - SC. O estudo partiu do interesse de Francisco e de Vanessa e foi desenvolvido paralelamente com a Iniciação Científica que trata de investigar a História das Serrarias no parque.

A pesquisadora Vanessa apresentou o estudo Migrações humanas e invasões biológicas: a Tithonia diversifolia no Vale do Itajaí. O estudo faz parte do levantamento da pesuqisadora em seu mestrado em Engenharia Florestal e apresenta dados importantes sobre a espécie e seu processo invasor no Vale do Itajaí. 


Na modalidade de apresentação oral, Diego e Martin fizeram explicações sobre suas pesquisas:


Diego apresentou a pesquisa História e memória ambiental da exploração e produção do óleo de sassafrás no alto vale do Itajaí. O estudo foi desenvolvido na Iniciação Científica no grupo com recursos do CNPq. 

O pesquisador Martin apresentou o estudo Breve história do ambiente no Parque Nacional da Serra do Itajaí em Apiúna, Presidente Nereu, Vidal Ramos e Botuverá -Vale do Itajaí - SC. O estudo foi desenvolvido através da pesquisa História Ambiental do Parque Nacional da Serra do Itajaí: estudo da relação sociedade e natureza das comunidades no entorno do parque nos municípios de Apiúna, Presidente Nereu, Vidal Ramos e Botuverá – financiado pela FAPESC (Chamada Pública Universal 07/2009). 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

LABGEO-FURB disponibiliza portal de dados.

O Portal de Distribuição e Visualização de Dados do LABGEO foi desenvolvido pelo Laboratório de Geoprocessamento da FURB - LABGEO, com parceria do Laboratório de Computação Científica - LCC e Laboratório de Monitoramento de Proteção Florestal - LAMPF. O objetivo do portal é proporcionar a comunidade dados e visualização dos projetos dos laboratórios e parceiros.  


Entre os projetos disponibilizados no portal gostariamos de destacar a  Carta Enchente de Blumenau, que disponibiliza dados cartográficos sobre os pontos de inundação da cidade de Blumenau.
Para visualizar os projetos adicionados acesse: http://www.labgeo.furb.br.

domingo, 24 de novembro de 2013

Ataque de “bugres” à uma serraria da colônia Blumenau relatado por um colono: os nativos estavam atacando ou defendendo suas terras?


Gabriel Pierri de Souza; Francisco José Matias; Martin Stabel Garrote; Gilberto Friedenreich dos Santos
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí – GPHAVI 
Departamento de História e Geografia - Universidade Regional de Blumenau – FURB


Guerreiros Xokleng/Laklano séc XIX


Na tradicional história de Blumenau o seu fundador e os demais colonos são vistos pelo senso comum e pela literatura local como heróis, que enfrentaram diversas dificuldades, uma dessas seria a difícil vivência da colônia em contraste com os nativos que se sentiam ameaçados pela grande exploração dos mesmos, causando enfrentamentos entre ambos, muitas vezes violentos com resultados fatais. Sendo assim, o presente trabalho trata de analisar o relato feito por um colono em forma de  correspondência, sobre os ataques dos nativos às propriedades locais da colônia de Blumenau. Trazendo novas informações e discussões sobre a relação entre explorador e nativo. Um dos problemas enfrentados em tal pesquisa foi a falta de relatos de percepções de enfrentamentos territoriais pelo lado dos nativos.


Esta pesquisa é uma parcela do projeto de pesquisa, do Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí (GPHAVI), história e memória ambiental das antigas e atuais serrarias do território do Parque Nacional da Serra do Itajaí. Onde foram levantados documentos históricos, relatórios da colônia Blumenau, cartas, entrevistas orais, notícias de jornais entre outras fontes. Entre estes documentos levantados, uma carta relatando ataque de “índios” aos colonos, chamou a atenção dos pesquisadores abrindo espaço para estudos e discussões publicados resumidamente neste trabalho. Bloch nos ensina que “vamos buscar, dando-lhes, onde for necessário, os matizes de novas tintas, os elementos que nos servem para a reconstituição do passado” (Bloch, 1997, p.43). Utilizando  como  embasamento teórico a História Ambienta, que busca compreender as relações entre ações humanas e a natureza, ou seja, trata-se aqui de conflitos entre duas etnias distintas pelos recurso e território natural.
Bugreiros e suas armas



Em uma carta enviada por seu Julius, à Hermann Blumenau seu irmão, é relatado um ataque de “bugres” a uma residência localizada próxima a serraria Sallentien e Gartner (não se sabe a localização exata). O autor da carta relata que os colonos não levavam a sério os pequenos ataques dos nativos que são chamados de “bugres”, [...] “Antes aqui riam todos a cerca dos bugres, como aqui são chamados, porque raramente apareciam, e quando isto acontecia, era para roubar, não para matar.” (JULIUS, 1855, p.1). É notável que alguns colonos não temiam os nativos, entretanto, um acontecimento singular mudou as concepções de suas seguranças pessoais.


No dia 9 de novembro de 1855, oito ou nove nativos realizaram uma emboscada na serraria citada a cima, que resultou na morte de dois operários e um ferido, esse último era Paul Kellner, um dos 17 primeiros colonos de Blumenau. Eles estavam escavando um canal para escoar água da serraria quando foram atacados com flechas. Como segue na Figura  referente a carta:




Vale lembrar que estamos analisando o lado das “vitimas”, os colonos, e não temos o relato dos nativos, que segundo a carta iniciaram o ataque. Por este motivo, tal tipo de estudo é de grande importância para novas discussões de como era a relação entre colono e nativo. Segundo Martin Garrote em seu estudo sobre os conflitos étnicos entre colonos e índios no sul de Blumenau, é possível encontrar momento de relação pacífica entre colonos e índios. (GARROTE, 2012).

No livro de Edith Kormann, Blumenau: arte, cultura e as histórias de sua gente (1850 – 1985) é citado o acontecido entre os nativos e colonos. Segundo a autora Paul Kellner, sobrinho de Hermann Blumenau é um dos primeiros imigrantes da região, não se limitou a um simples lote colonial, adquirindo uma área maior na margem do rio Itajaí-mirim entre Itajaí e Brusque (KORMANN, 1994). Tal informação reflete a um entendimento maior da situação de Paul na época, nota-se que ele não estava simplesmente explorando e devastando o mínimo para sobreviver, mas sim estendendo sua exploração cada vez mais, ocupando o território e possivelmente prejudicando os nativos. Com isso os nativos podem ter enfrentado dificuldades para obter recursos naturais, como água e alimento, consequentemente, ao que parece mais óbvio, tiveram que começar a roubar para sobreviver, causando enfrentamentos violentos entre nativo e explorador.

Não cabe aqui julgar quem foram os “mocinhos” e os “vilões”, mas sim trazer esse tipo de informação ao meio acadêmico para que possa ser aprofundado e levado à comunidade com o intuito de tentar explicar a história de um determinado ponto, pois todo ponto de vista, é vista de um ponto. Não havia uma guerra aos colonos, mas sim ataques ou simplesmente agressões, motivadas, às vezes, pelo encontro de índios e colonos em territórios que ambos tinham interesse. Este trabalho tem o intuito de instigar os indivíduos a procurarem outros relatos e pesquisas que possam mudar suas concepções dos acontecimentos em um determinado local e período, fugindo um pouco da tradicional história do município, e consequentemente refletindo de quais seriam as relevâncias e os desafios de estudar esse tipo de documento.


Referências

BLOCH, Marc. Introdução à história. Ed: Europa-América, 1997, Pág. 289.

KORMANN, Edith. Blumenau: arte, cultura e as histórias de sua gente (1850 – 1985). Florianópolis: Paralelo 27, 1994.

GARROTE, Martin. Os conflitos étnicos entre colonos e índios no sul de Blumenau/SC: memórias. IX ANPED SUL: Seminário de pesquisa em educação da região sul 2012. Pág. 16.

JULIUS, Blumenau. Carta, 7 de dezembro de 1855, Colônia Blumenau para Hermann, Alemanha. 2 folhas. Ataque de índios.




Gabriel Pierri de Souza  é estudante de História e Bolsista de Iniciação Científica (PIPe 2013) no GPHAVI desde março deste ano. Atua na pesquisa Subsídios para a História Ambiental das antigas serrarias do Sul de Blumenau território do Parque Nacional Serra do Itajaí, que conta com a parceria do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade .

Acesse o Lattes do autor:  http://lattes.cnpq.br/8012732213045066


Este texto foi publicano nos Anais da 7º Mostra de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade Regional de Blumenau (Anais).