quarta-feira, 30 de setembro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
GPHAVI é premiado na MIPE com o IX Prêmio Fritz Müller/FURB – Ensino, Pesquisa e Extensão
Tenda do MIPE, estrutura onde foram expostos os diversos estudos |
Espaço das apresentações dentro da tenda da MIPE |
O GPHAVI participou da MIPE com 5 resultados das pesquisas de Iniciação Científica apresentando a contrapartida dos recursos públicos provenientes do PIPe Art. 170 Estado de Santa Catarina; PIBIC - EM; PIBIC - CNPq e PIBIC - FURB.
NICOLLAS VOSS REIS HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO E USO DO SOLO E SUAS RELAÇÕES COM OS DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SCPesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) |
Nathália Maluli Bringhenti - Pesquisando as Unidades de Conservação no município de Blumenau, SC. Pesquisa PIBIC-EM (2014/2015) |
Os resultados foram positivos, e o trabalho de IC PIBIC-CNPq da estudante de Engenharia Florestal Jaqueline Gonçalves Amaro recebeu a premiação IX Prêmio Fritz Müller/FURB – Ensino, Pesquisa e Extensão como melhor trabalho na categoria Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes. Jaqueline apresentou o banner e fez a exposição oral dos resultados de sua pesquisa.
Jaqueline Gonçalves Amaro Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí Pesquisa PIBIC/CNPq (2014/2015) |
Apresentação oral dos resultados do PIBIC CNPQ premiado - Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí Para acessar o resultado da premiação do MIPE 2015 clique aqui |
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Hoje tem MIPE
Na 9 Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão a programação de apresentação dos trabalhos gphavianos é:
28/09/2015
>Apresentação e avaliação da 1ª sessão de painéis Horário para colocação: 7h30 às 8h Horário para retirada: 9h30
- Gabriel Pierri de Souza HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS SERRARIAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) Pesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 1ª Sessão de painéis, n. 41
> Apresentação e avaliação da 2ª sessão de painéis Horário para colocação: 9h30 às 10h Horário para retirada: 11h30
Ana Carolina Guztzazky - O processo histórico de uso do solo como contribuição à história e memória do município de Dona Emma (Vale do Itajaí, Santa Catarina) Pesquisa PIBIC/FURB (2014/2015) 2ª Sessão de painéis, n. 19
- NICOLLAS VOSS REIS HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO E USO DO SOLO E SUAS RELAÇÕES COM OS DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SCPesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 2ª Sessão de painéis 94
>Apresentação e avaliação da 3ª sessão de painéis Horário para colocação: 13h30 às 14h Horário para retirada: 15h30
Kahina Thirsa Hostin HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS SERRARIAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) Pesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 3ª Sessão de painéis, n. 57
>Apresentação e avaliação da 4ª sessão de painéis Horário para colocação: 20h às 20h30 Horário para retirada: 22h
Não temos bolsistas no horário
29/09/2015
>Apresentação e avaliação da 5ª sessão de painéis Horário para colocação: 8h30 às 9h30 Horário para retirada: 11h
-Nathália Maluli Bringhenti - Pesquisando as Unidades de Conservação no município de Blumenau, SC. Pesquisa PIBIC-EM (2014/2015) 5ª Sessão de painéis, n. 83.
- Jaqueline Gonçalves Amaro Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí Pesquisa PIBIC/CNPq (2014/2015) 5ª Sessão de painéis n. 43
domingo, 27 de setembro de 2015
Semana Acadêmica de Ciências Sociais
A Semana Acadêmica de Ciências Sociais 2015 ocorre de 5 a 9 de outubro e tem como tema O Meio Urbano. As atividades ocorrerão no auditório do Bloco T e no Galpão da Arquitetura. Maiores informações na fanpage Ciências Sociais – FURB, no facebook.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
História Ambiental das comunidades do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí: comunidades do Lageado Baixo, Lageado Alto e Ribeirão do Ouro, município de Botuverá - Vale do Itajaí – SC.
Texto de Vanessa Nicoceli*, Ana Cláudia Moser, Vanessa Dambrowski, Gilberto Friedenreich dos Santos e Martin Stabel Garrote
*Pesquisa com Bolsa de Iniciação Científica PIBIC-CNPq 2009

A História Ambiental busca compreender as relações entre as atividades sociais e a natureza, dando ênfase as conseqüências positivas e negativas para ambas as partes. Para o pesquisador a História Ambiental possibilita a análise do passado com foco nas relações entre a sociedade e natureza, a compreensão da interação humana nas diversas formas de intervenções sobre a natureza, permite o entendimento da ação humana sobre o meio ambiente e das transformações ocorridas, “(...) rejeita a premissa de que a experiência humana se desenvolve sem restrições de ordem natural e que as conseqüências ecológicas de suas ações passadas possam ser ignoradas”. (WORSTER, 1991). A pesquisa tem como procedimento metodológico a prática da história oral, análise de fontes primárias e secundárias documentais, bibliográficas e periódicos científicos.
A extração de madeira foi a primeira atividade econômica, pela facilidade de encontrar madeiras com alto valor comercial peroba, canela, cedro), além do seu uso na construção de casas, ranchos e demais benfeitorias. A retirada da madeira era de forma artesanal, as toras puxadas com bois até as serrarias eram embarcadas até Itajaí pelo rio Itajaí Mirim.

A extração mineral destacou-se de forma artesanal no garimpo de ouro no Rio Itajaí-Mirim por volta da década de 1930, pela extração da cal (1930-1950) e atualmente do calcário e brita na comunidade de Ribeirão do Ouro. Por volta de 1940, os membros das comunidades encontram no fumo uma nova fonte econômica substituindo o corte da madeira de lei já escassa na região, e a mata nativa passa a ser usada como combustível para as estufas. O cultivo do fumo foi incentivado por empresas de tabaco na década de 1940 efetivamente nas comunidades de Lageado Alto e Lageado Baixo, e tronou-se a principal fonte de renda. Esta cultura começou a entrar em decadência a partir da década de 1990 devido a redução dos preços, aposentadoria dos agricultores e atração dos mais jovens com a industrialização do município, mas algumas propriedades familiares ainda se baseiam no cultivo.
A paisagem se alterou principalmente com o cultivo do fumo. Se tratou da monocultura que mas acarretou mudanças, com o cultivo, a mata e qualquer solo considerado agriculturável foi substituída pelas roças de fumo, tomando lugar até grande parte da área reservada para as plantações de subsistência. Que posteriormente passou a ser deixada de lado, para a introdução do eucalipto e abandono da terra, para o crescimento livre das diversas espécies. O nível dos rios também alterou-se com as interferências que os colonos moradores da região de Lageado Alto e Lageado baixo utilizaram os recursos naturais. Assim a relação antrópica dos imigrantes italianos com a Floresta Atlântica alteraram demasiadamente a natureza da região.
Fontes:
*Pesquisa com Bolsa de Iniciação Científica PIBIC-CNPq 2009

A
pesquisa busca compreender a História Ambiental das comunidades de Lageado
Baixo, Lageado
Alto e Ribeirão do Ouro, localizadas no entorno do Parque Nacional Serra do
Itajaí (PNSI) no município de Botuverá -
SC. O parque foi criado abrigando grande
parte da Serra do Itajaí, com relevo extremamente ondulado, coberto por
exuberante floresta atlântica e berço de inúmeros mananciais. O município de Botuverá
se localiza numa região que se enquadra entre as comunidades formadas através
de frentes de imigração que seguiram pelo rio Itajaí – Mirim. Os primeiros
núcleos coloniais foram formados por imigrantes italianos da região da Lombardia
a partir de 1870. Desde então estes colonos passaram a explorar a floresta para
sua própria sobrevivência e comercialização, explorando a madeira e grandes
áreas com o plantio do fumo.
O objetivo é
compreender a relação do homem com a natureza desde a chegada dos primeiros
imigrantes italianos na região no final do século XIX até os dias atuais,
identificando formas de usos dos recursos naturais nas atividades desenvolvidas
pelos moradores das comunidades e sua influência no desenvolvimento econômico,
e caracterizar as alterações na natureza da região. Com o levantamento
descritivo das características naturais (bióticas e abióticas) do território
das comunidades, identificar as fontes históricas, escritas e não escritas,
caracterizar o processo histórico de ocupação humana das comunidades, levantar
os elementos extraídos da biodiversidade pelas comunidades, assim, determinar
as formas de utilização dos elementos da biodiversidade pelas comunidades e
levantar as conseqüências das formas de utilização dos elementos da biodiversidade
pelas comunidades ao seu meio ambiente.
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Primeiros colonizadores de Botuverá - 1920 |
A História Ambiental busca compreender as relações entre as atividades sociais e a natureza, dando ênfase as conseqüências positivas e negativas para ambas as partes. Para o pesquisador a História Ambiental possibilita a análise do passado com foco nas relações entre a sociedade e natureza, a compreensão da interação humana nas diversas formas de intervenções sobre a natureza, permite o entendimento da ação humana sobre o meio ambiente e das transformações ocorridas, “(...) rejeita a premissa de que a experiência humana se desenvolve sem restrições de ordem natural e que as conseqüências ecológicas de suas ações passadas possam ser ignoradas”. (WORSTER, 1991). A pesquisa tem como procedimento metodológico a prática da história oral, análise de fontes primárias e secundárias documentais, bibliográficas e periódicos científicos.
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Trabalhadores da Serraria João Morelli 1940 |
Por volta de 1875 os primeiros
imigrantes italianos se fixaram na região onde atualmente se encontra o
município de Botuverá. As dificuldades de fixação tornaram-se visíveis pelo
relevo acidentado da região. As comunidades de estudo se formaram por volta do
início do século XX . De grande importância, a madeira foi o primeiro recurso
natural utilizado comercialmente nas três comunidades pela facilidade de
encontrar toras com altos valores comerciais.

A extração mineral destacou-se de forma artesanal no garimpo de ouro no Rio Itajaí-Mirim por volta da década de 1930, pela extração da cal (1930-1950) e atualmente do calcário e brita na comunidade de Ribeirão do Ouro. Por volta de 1940, os membros das comunidades encontram no fumo uma nova fonte econômica substituindo o corte da madeira de lei já escassa na região, e a mata nativa passa a ser usada como combustível para as estufas. O cultivo do fumo foi incentivado por empresas de tabaco na década de 1940 efetivamente nas comunidades de Lageado Alto e Lageado Baixo, e tronou-se a principal fonte de renda. Esta cultura começou a entrar em decadência a partir da década de 1990 devido a redução dos preços, aposentadoria dos agricultores e atração dos mais jovens com a industrialização do município, mas algumas propriedades familiares ainda se baseiam no cultivo.
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Roça de Fumo com estufas no fundo |
A partir dos anos 90, a maioria dos membros da comunidade deixa de cultivar o produto, hoje as roças de fumo deram lugar ao eucalipto e à regeneração florestal. A relação entre colonos e a floresta foi de grande importância para o desenvolvimento da comunidade e transformação da paisagem.
A madeira irá se configurar como um recurso importante para a construção das casas e benfeitorias, comercialização, abastecimento dos fornos da cal e das estufas de fumo. A monocultura do fumo teve grande importância econômica para os colonos, e atuará de forma significativa da retirada da mata, pois havia a retirada tanto para os fornos quanto para a desmatamento das áreas de plantio. Os morros agora cobertos de mata são retalhos de capoeirinha e capoeira com uma tímida regeneração a partir do enfraquecimento do cultivo do fumo e o endurecimento das leis ambientais. O cultivo do eucalipto passou a ser uma oportunidade de investimento, que contribuiu negativamente para a natureza, uma vez que o eucalipto transforma terras cultiváveis em terras sem produtividade.
A madeira irá se configurar como um recurso importante para a construção das casas e benfeitorias, comercialização, abastecimento dos fornos da cal e das estufas de fumo. A monocultura do fumo teve grande importância econômica para os colonos, e atuará de forma significativa da retirada da mata, pois havia a retirada tanto para os fornos quanto para a desmatamento das áreas de plantio. Os morros agora cobertos de mata são retalhos de capoeirinha e capoeira com uma tímida regeneração a partir do enfraquecimento do cultivo do fumo e o endurecimento das leis ambientais. O cultivo do eucalipto passou a ser uma oportunidade de investimento, que contribuiu negativamente para a natureza, uma vez que o eucalipto transforma terras cultiváveis em terras sem produtividade.
O
desmatamento das margens dos cursos de água, nascentes, e encostas e topos de
morros resultaram na diminuição do nível dos pequenos córregos que cortam as
comunidades. Os agrotóxicos utilizados nas plantações reduziram a quantidade de
peixes nos cursos de água. E a fauna local foi bastante afetada com a caça e
com a diminuição das áreas de mata. A caça ainda é praticada o que diminui ainda mais as chances de haver um
crescimento da população animal. O cultivo do fumo e a extração da cal e do
calcário configuram-se como atividades lucrativas que ocasionam as maiores
mudanças ecológicas. A extração do calcário deixa marcas na paisagem, o corte
nos morros é gritante e causam um impacto visual mas principalmente ambiente. As
alterações ambientais causadas pela interação entre homem e natureza na
constituição das comunidades são visíveis. Os recursos naturais exerceram papel
fundamental na constituição das comunidades, as atividades econômicas que
surgiam foram baseadas nos recursos naturais que a floresta oferecia. A relação
antrópica com a natureza influenciou no desenvolvimento de atividades
econômicas, que surgiram a partir da necessidade e interação com o meio natural
encontrado e alterou demasiadamente a paisagem da região.
A paisagem se alterou principalmente com o cultivo do fumo. Se tratou da monocultura que mas acarretou mudanças, com o cultivo, a mata e qualquer solo considerado agriculturável foi substituída pelas roças de fumo, tomando lugar até grande parte da área reservada para as plantações de subsistência. Que posteriormente passou a ser deixada de lado, para a introdução do eucalipto e abandono da terra, para o crescimento livre das diversas espécies. O nível dos rios também alterou-se com as interferências que os colonos moradores da região de Lageado Alto e Lageado baixo utilizaram os recursos naturais. Assim a relação antrópica dos imigrantes italianos com a Floresta Atlântica alteraram demasiadamente a natureza da região.
Fontes:
ECKERT,
Nestor Adolfo Pe. Conhecendo
Botuverá. Boletim da Missão Dehoniana
Juvenil – Província BM. n. 4, 2007.
SCHACHT,
K & DALLACORTE. F. As comunidades e o Parque Nacional Serra da Serra do
Itajaí. Blumenau: Acaprena, 2007.
WORSTER,
Donald. Para fazer história ambiental. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol.
4, n. 8, 1991, p. 198-215.
Entrevistas com moradores (Banco de Dados do GPHAVI - Acervo - Memória Ambiental do PNSI)
.
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