quarta-feira, 17 de junho de 2026
A agência ambiental no destino das Antigas Civilizações: 4 exemplos
terça-feira, 9 de junho de 2026
A natureza como testemunha e vítima da Era do Petróleo na Venezuela
O petróleo criou uma cultura de opacidade. A dependência do "ouro negro" gerou uma cegueira institucional onde a negligência operativa era o preço do progresso. O deslocamento de comunidades indígenas e camponesas não foi um acidente, mas uma consequência direta de um modelo que priorizava o fluxo do óleo sobre o fluxo dos rios. Em 1999, o Desastre de Vargas ofereceu um exemplo trágico da "natureza como agente": inundações massivas e deslizamentos de terra arrastaram tanques de armazenamento de petróleo nas costas, provando que a falta de planejamento ambiental torna os desastres naturais exponencialmente mais tóxicos. Três anos depois, o Paro Petrolero (2002) demonstrou como a crise política se traduz em catástrofe ecológica; a interrupção súbita das operações e a falta de manutenção da infraestrutura obsoleta resultaram em derrames que agravaram passivos ambientais ainda hoje sem saneamento.
SÁNCHEZ, Geraldine; MARTÍNEZ, Deibys. Petróleo, derecho e impacto socio-ambiental: análisis histórico-legal de los derrames petroleros en Venezuela (1922–2002). PetroRenova Indexed: Revista Científica de la Energía, Venezuela, v. 2, n. 1, p. 26-50, jan./mar. 2026. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.18148918. Disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo.18148918.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
GPHAVI: 22 anos tecendo a História Ambiental do Vale do Itajaí
É significativo observar que a imensa maioria das Iniciações Científicas vinculadas ao GPHAVI foi submetida formalmente em nome do professor Gilberto, embora grande parte dos projetos tenha sido concebida, redigida e acompanhada diretamente pelos pesquisadores Martin e Vanessa. Com a proximidade da aposentadoria do professor Gilberto, e considerando que os pesquisadores Martin e Vanessa não integram o quadro efetivo da FURB, colocam-se desafios concretos para a continuidade institucional do grupo. Ainda assim, abre-se a possibilidade de manutenção formal do GPHAVI por meio da atuação dos professores Nelson ou Carlos, garantindo a permanência do grupo no âmbito da universidade, ou não! Pois as principais agencias do grupo são as ICs e a Divulgação Científica de História Ambiental.
Independentemente do arranjo institucional que venha a se estabelecer, o pesquisador Martin continuará com a manutenção e atualização do blog do GPHAVI, que se consolida como o principal registro online de suas atividades, e uma das principais páginas de História Ambiental do país (Divulgação Científica e História Pública). Esse espaço virtual assume, a partir de agora, um papel estratégico, que além de divulgar pesquisas, eventos e reflexões, o blog será, gradualmente, o local de organização e disponibilização da base de dados produzida ao longo de mais de duas décadas de atuação do grupo, disponibilizando acesso a áudios e transcrições, e dos estudos produzidos, desde relatórios de IC, pesquisa com e sem fomento, e publicações diversas. Trata-se de um esforço consciente de preservação da memória acadêmica e de abertura do acervo à comunidade científica. Ao tornar públicos seus registros, fontes e resultados de pesquisa, o GPHAVI reafirma seu compromisso com a produção coletiva do conhecimento histórico, permitindo que outros pesquisadores possam dar continuidade, ou mesmo reinterpretar essa trajetória.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Lendo a Pré-História com a História Ambiental de J. Donald Hughes
HUGHES, J. Donald. Ecology and prehistoric societies. In: HUGHES, J. Donald. Ecology in ancient civilizations. Albuquerque: University of New Mexico Press, 1975. p. 20-28
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Entre machados e memórias: como a floresta atlântica moldou a identidade do imigrante no Vale do Itajaí
Manoel P. R. Teixeira dos Santos é historiador brasileiro, com formação integral pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde concluiu a graduação em História, o mestrado e o doutorado. Atua como professor no Colégio de Aplicação da UFSC e desenvolve pesquisas na área de História, com ênfase em história agrária, história ambiental e imigração no sul do Brasil. Sua produção acadêmica dedica-se especialmente à análise das relações entre sociedade, trabalho rural e natureza, investigando os processos de ocupação, transformação da paisagem e construção de identidades nas colônias do Vale do Itajaí e em outras regiões de Santa Catarina. Seus trabalhos contribuem para a compreensão histórica das dinâmicas socioambientais associadas à colonização, à agricultura e às formas de apropriação do espaço rural, articulando história regional e debates mais amplos da historiografia social e ambiental brasileira.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
O mar que moldou o ocidente: uma leitura da História Antiga através da historiografia ambiental
terça-feira, 12 de maio de 2026
Mais do que terra: como a luta pelas florestas do Vale do Itajaí forjou uma identidade

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| Foto facebook |
Rodrigo Wartha é um historiador de destaque na pesquisa histórica, cultura e educação no Alto Vale do Itajaí, especialmente em Rio do Sul (SC). Graduado em História pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), possui especialização em Educação, Diversidade e Cultura Indígena pela Escola Superior de Teologia (RS), mestrado em Desenvolvimento Regional pela FURB e doutorado em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Sua trajetória acadêmica é marcada por investigações sobre História Indígena, identidades, memória e imigração europeia, com ênfase nas relações históricas entre populações indígenas, especialmente o povo Laklãnõ/Xokleng, e os processos de colonização no Vale do Itajaí. Além da produção acadêmica, Wartha atua de forma consistente no campo da cultura e da preservação da memória histórica regional, atuando em espaços como ao Museu Histórico e Cultural e ao Arquivo Público Histórico do município de Rio do Sul, exercendo funções de pesquisa, organização de acervos e coordenação institucional. Participa de grupos de pesquisa e conselhos editoriais, colaborando com revistas e publicações voltadas à história regional. Também desenvolve e integra projetos culturais e educativos, muitos deles contemplados por editais públicos, voltados à difusão da história indígena e à implementação de políticas educacionais como a Lei nº 11.645/2008. Sua produção inclui artigos, livros e materiais didáticos que dialogam com o público acadêmico e não acadêmico, contribuindo para a democratização do conhecimento histórico. Ao articular pesquisa, atuação institucional e divulgação cultural, Rodrigo Wartha se afirma como um pesquisador comprometido com a construção de narrativas históricas críticas, sensíveis às disputas de memória e às múltiplas experiências sociais que moldaram a história do Vale do Itajaí e de Santa Catarina.
O texto desta postagem foi realizado a partir do estudo de Wartha, uma leitura fundamental para compreender histórica e antropologicamente a questão indígena no Vale do Itajaí. Acesse o estudo completo clicando aqui. Foram realizadas correções e adaptações do texto com uso de IA.
Referência:
WARTHA, Rodrigo. De selvagem a Xokleng: nomear para controlar. Revista Horizontes Históricos, [online], v. 8, n. 1, p. 72-86, jan./jun. 2024
segunda-feira, 4 de maio de 2026
História Ambiental das civilizações antigas segundo J. Donald Hughes
HUGHES, J. Donald. Environment and civilization. In: ______. Ecology in ancient civilizations. Albuquerque: University of New Mexico Press, 1975. p. 1-6
quinta-feira, 30 de abril de 2026
A floresta como personagem: O que uma HQ revela sobre o encontro de mundos no Sul do Brasil
| HQ |
Em absoluto contraste, os colonizadores europeus enxergavam a mesma paisagem através de uma lente utilitária. Para eles, a mata densa era um obstáculo a ser vencido e um recurso a ser explorado. A beleza que viam não era a da harmonia existente, mas a do potencial econômico que poderia ser desbloqueado através da domesticação. O diálogo entre os imigrantes recém-chegados é revelador: Vai ser um ótimo lugar para morar, fazer casas, comércio, roças. Essa divergência fundamental — de um lado, a natureza como lar; de outro, como capital — foi o catalisador inevitável para o confronto que redefiniria para sempre aquela paisagem.
A história em quadrinhos deixa claro que a supressão da floresta não foi um subproduto acidental da colonização, mas um projeto deliberado e articulado. A obra conecta brilhantemente a frieza da burocracia com a brutalidade da violência. Em uma cena, vemos o Dr. Blumenau em seu escritório, planejando calmamente a "retirada dos índios" e a abertura de "picadas" para facilitar o transporte de mercadorias.



