domingo, 23 de março de 2025
Aves, conservação e a relação com a História Ambiental
domingo, 16 de março de 2025
A jornada da pesquisa acadêmica: da IC ao TCC no GPHAVI.
Martin, estudante de História deu o pontapé inicial na história do grupo ao transformar sua ideia de pesquisa em uma Iniciação Científica, que resultou na criação do GPHAVI. Em 2014, ao concluir a graduação em Ciências Sociais, deu continuidade às suas investigações, realizando uma nova IC e, posteriormente, seu TCC, com pesquisas sobre as interações humanas no entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí.
Nicollas, estudante de História, ao finalizar uma IC no grupo, propôs uma nova pesquisa, focada nas memórias da História Ambiental e na tragédia de 2008 na Rua Araranguá. O aprofundamento desse estudo na Iniciação Científica serviu de base para o desenvolvimento de seu TCC, concluído em 2014.
Juliano, estudante de História, por sua vez, participou de várias iniciações científicas no GPHAVI. Quando decidiu o tema de seu TCC, desenvolveu uma IC sobre a história e a atuação do próprio grupo, ampliando e aprofundando essa pesquisa até sua conclusão em 2021.
O mesmo ocorreu com Suzana, estudante de História, ao longo de sua trajetória acadêmica, desenvolveu pesquisas de IC no grupo. Durante esse processo, estruturou uma investigação baseada na análise do documentário Ser Tão Velho Cerrado sob a perspectiva da História Ambiental. Essa pesquisa inicial foi posteriormente ampliada e consolidada em seu TCC.
Esses exemplos demonstram como a experiência em Iniciação Científica contribui significativamente para o desenvolvimento dos Trabalhos de Conclusão de Curso, permitindo que os estudantes aprofundem seus temas de pesquisa e fortaleçam sua formação acadêmica.
- Syyid Kázim Ahimed - Ações antrópicas e os problemas socioambientais no Morro do Spitzkopf durante o século XX e XXI. (História, FURB). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos. Coorientador: Martin Stabel Garrote.
- Carolina Francisca Marchiori da Luz - O processo histórico da gestão dos recursos hídricos na Bacia do Itajaí - SC. (História, Universidade Regional de Blumenau). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos. Coorientador: Martin Stabel Garrote.
- Ana Cláudia Moser - Sociedade e tecnologia na produção de arroz no Alto Vale do Itajaí-Açu. (Ciências Sociais, FURB). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos. Coorientador: Martin Stabel Garrote.
- Marcela Adriani Grandi - História da mineração no Ribeirão Minas de Prata (Blumenau - SC). (História, FURB). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos. Coorientador: Martin Stabel Garrote.
- Martin Stabel Garrote - Interações humanas na Floresta Atlântica no entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí: comunidades em Apiúna, Vidal Ramos, Presidente Nereu e Botuverá-SC. (Ciências Sociais, FURB). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos.
- Nicollas Voss Reis - Memórias dos conflitos ambientais na comunidade da Rua Araranguá, Blumenau, SC: do processo histórico de ocupação ao desastre socioambiental no ano de 2008. (História, FURB). Orientador: Martin Stabel Garrote.
- Wilham Zilz - Entre publicações e discursos: a história ambiental na Revista Blumenau em Cadernos (1958-1962/1980-1984). (História, FURB). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos.
- Juliano João Nazário - GPHAVI: a contribuição de um grupo de pesquisa para a história ambiental. (História, Universidade Regional de Blumenau). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos. Coorientador: Martin Stabel Garrote.
- Suzana Beatriz Peters - Documentário "Ser Tão Velho Cerrado": um estudo da Área de Proteção Ambiental de Pouso Alegre (GO) na perspectiva da História Ambiental. (História, FURB). Orientador: Gilberto Friedenreich dos Santos. Coorientador: Martin Stabel Garrote.
- Gabriel Henrique Eskelsen - A evolução das políticas ambientais na China e sua inserção no cenário global. (Ciências Sociais, FURB). Orientador: Martin Stabel Garrote.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Reunião em fevereiro sobre Pesquisa FAPESC
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📸 Na imagem da postagem, vemos os pesquisadores Gilberto, Carlos, Vanessa e Martin durante a reunião.
🔎 Acompanhe o blog para mais atualizações sobre o andamento da pesquisa!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2024
O que fizemos em 2024?
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
🎄Feliz Natal!🌍
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
Tirando do baú: observações sobre a natureza e a cultura da História Ambiental, de J. R. McNeill
sábado, 21 de dezembro de 2024
Uma jornada incrível, desenvolvimento do trabalho de conclusão de curso: A evolução das políticas ambientais na China e sua inserção no cenário global
Da esquerda para direita, Gilberto, Martin, Gabriel e Maicon |
sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
Um olhar sobre o VI Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações
- Conexões Globais: Paisagem, Animais, Plantas e Água
- Crise Socioambiental Global: Limites e Alternativas
- Movimentações e Ideias sobre o Ambiente: Migrações, Ideias e Percepções
domingo, 15 de dezembro de 2024
Aconteceu o V Encontro Virtual de Grupos de Pesquisa e Laboratórios de História Ambiental do Brasil
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
Participação GPHAVI no V Encontro Virtual de Grupos e Laboratórios de História Ambiental do Brasil
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Clique aqui para assistir! |
Iniciamos o Projeto de Desenvolvimento Sustentável no Entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí (PNSI), SC!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
Finalizando o ano com última reunião PIBIC-CNPQ Graduação
terça-feira, 26 de novembro de 2024
O estudo: Colonização, desenvolvimento e ações antrópicas na Floresta Atlântica do Parque das Nascentes em Blumenau.
- Antes de 1800:A região é habitada pelos indígenas Xokleng, que viviam da caça e coleta na Floresta Atlântica.
- Início do Século XIX (1800-1850):1830: Um grupo de ingleses, acompanhados por um escravo, explora a região em busca de ouro, onde hoje é as Minas da Prata, mas desiste devido às dificuldades e contato com indígenas.
- 1840: Existem notícias de que o escravo retorna com familiares e se estabelece na região, construindo moradias com materiais da floresta, plantando espécies exóticas e explorando madeira para produção de carvão e lenha.
- 1860: Colonização do vale do rio Jordão, no sul da colônia Blumenau, expandindo a ocupação em direção ao ribeirão Garcia (alto Progresso até Encano Alto hoje Indaial).
- 1868: Fundação da Indústria de Artefatos Têxteis Garcia S.A, no baixo Garcia, impulsionando a exploração madeireira em toda a região sul de Blumenau, até o pé da serra do Itajaí pelo Vale do rio Garcia.
- 1870: Além da exploração madeireira, trabalhadores em busca de minérios, protegidos pelo capitão Frederico Deeke, exploram a região das cabeceiras do Garcia e descobrem vestígios de prata.
- 1890: Início da exploração de minérios na região do ribeirão da Prata por uma empresa mineradora. A exploração da madeira e principalmente da mineração motivou a colonização, a partir do Vale do Jordão, da região que se tornaria a Nova Rússia.
- 1909: Consolidação da colonização da Nova Rússia, com a construção do cemitério e a formação da comunidade luterana e da escola.
- 1920: A localidade passa a ser chamada de Russland ou Nova Rússia devido à presença de russos. Funcionamento de duas serrarias a vapor na região da segunda vargem. A exploração madeireira artesanal, com machados e serras de mão, se intensifica. Os colonos abrem espaço na mata para a agricultura.
- 1940: Expansão da exploração madeireira para a região da terceira vargem e Encano Alto. Aumento da exploração comercial do palmito.
- 1950: Declínio da atividade mineradora e ascensão da exploração madeireira como principal atividade econômica da região. Abertura de uma estrada que liga o ribeirão Jordão à sede do futuro parque, impulsionando a exploração madeireira.
- 1960: Intensificação da exploração madeireira com novas tecnologias e mecanização, demandando mão de obra qualificada e acelerando o crescimento demográfico. Migração de descendentes de colonos para áreas urbanas. Início do uso de motosserras, tratores e caminhões na exploração madeireira.
- 1971: Instalação da energia elétrica na Nova Rússia, impulsionando o interesse pelas terras e o aumento populacional.
- 1973: Início do movimento preservacionista em Blumenau, com campanhas contra a exploração madeireira, a caça e a extração de palmito na região sul da cidade.
- 1980 - 1988: A empresa Artex adquire terras na região com o objetivo de criar uma reserva de conservação.
- 1988: Criação do Parque Ecológico Artex, impulsionado pelo ecólogo Lauro Eduardo Bacca, com o objetivo de proteger a floresta e os mananciais. Redução da caça e da extração de palmito na região.
- 1989: Inauguração da linha de ônibus para a Nova Rússia, facilitando o acesso e aumentando o número de moradores.
- 1990: A Nova Rússia se caracteriza por dois grupos: moradores tradicionais, descendentes dos primeiros colonos, e moradores de veraneio.
- 1992: O Parque Ecológico Artex é reconhecido como RPPN pelo IBAMA.
- 1998: A empresa Artex doa as terras do parque para a Fundação Municipal do Meio Ambiente (FAEMA) e a Universidade Regional de Blumenau (FURB). Criação do Parque Natural Municipal do Garcia (PNMNG) por lei municipal, protegendo a Floresta Atlântica e sua biodiversidade.
- 2000: A exploração madeireira na região do parque chega ao fim.
- 2004: Criação do Parque Nacional da Serra do Itajaí, que engloba a área do PNMNG e se estende por outros sete municípios, protegendo mais de 50.000 hectares de Floresta Atlântica.
- Atualmente: O PNMNG é um importante reduto de Floresta Atlântica e contribui para a preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos da região. A comunidade da Nova Rússia se adapta à nova realidade de conservação ambiental.
sábado, 26 de outubro de 2024
Apontamentos sobre a pesca no litoral do Vale do Itajaí em 1950
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Imagens da caça de baleias em Imbituba foram registradas na década de 1950. Fonte |