"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

segunda-feira, 30 de março de 2015

Bruno Latour fala de Gaia e Antropoceno


A conferência de Latour What does it mean to obey “the Laws of Gaia” in trying to keep up with the old imperative: “Natura non nisi parendo vincitur”? assim como a de Pádua ocorreram no Colóquio Internacional Os Mil Nomes de Gaia: Do Antropoceno à Idade da Terra, realizado entre 15 e 19 de setembro de 2014 na Casa Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Na página do evento além dos vídeos dos conferencistas, os interessados sobre a temática tem acesso aos textos na integra. Para conhecer o que foi esse evento acesse aqui.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Bem vindos ao Antropoceno


Globaia é um projeto que pretende produzir material gráfico sobre as mudanças globais que hoje vivemos e que caracterizam um novo período ou momento na História da Terra, o Antropoceno. O objetivo do projeto é mesclar Ciência e Arte para conscientizar os cidadãos para que entendam a situação e busquem novas tomadas de decisões em busca de caminhos para a sustentabilidade. Possuem um banco de dados, mapas, videos e animações apresentando: O Antropoceno (as mudanças globais causadas pela sociedade); A Ecosfera (ou sistema da Terra); e a Big História (a evolução cósmica dos últimos 13,8 bilhões de anos). Para ter acesso ao material clique aqui.
Na História Ambiental o antropoceno já vem a algumas décadas sendo usado por alguns pesquisadores. Recentemente o historiador José Augusto Pádua publicou uma matéria no O Globo tratando de alertar sobre a necessidade de mudanças na forma de viver e pensar a política no Brasil nesse momento de grave risco a nossa espécie. Veja a matéria aqui. De certo, o modelo de vida calcado pelo capitalismo (uso irresponsável dos elementos - ou recursos - da natureza) para facilitar a vida, exaure de forma imensurável os ciclos ecológicos do planeta e passaremos a enfrentar mudanças de Gaia nunca vistas. Ha uma gama de materiais sobre História, Sociologia, Antropologia já com essa abordagem denominada Antropoceno. Assim como inúmeros documentários a respeito.

quinta-feira, 26 de março de 2015

GPHAVI realizará em 2015 reuniões de Estudos de História Ambiental

Tendo como base as experiências de outros anos, em 2015 retornarão as reuniões quinzenais dedicadas a estudos voltados para a História Ambiental. O objetivo é disponibilizar aos bolsistas e aos estudantes na Universidade e comunidade em geral, um espaço de discussão de textos, videos e demais materiais sobre as relações entre sociedade e natureza. Os interessados devem participar, estando atento no blog e no mural físico do grupo onde serão expostos as datas e temas das reuniões de estudo.  No primeiro encontro dia 14/04 será debatido o artigo Abordagens sobre a História Ambiental: um guia de campo para os seus conceitos, de Verena Winiwarter. O encontro ocorrerá na sala R-109 das 14:00 até as 16:30. 


quarta-feira, 25 de março de 2015

Documentário: ACUPE Terra Quente



O documentário Acupe - Terra Quente (59 minutos) trata sobre o distrito de Acupe, no Recôncavo baiano, nome que significa “Terra Quente”, insere o espectador no cenário cultural e social do lugar, apresentando as suas mais variadas manifestações como o Nego Fugido, Mandus, Bombachos, Burrinhas, Caretas e grupos de Samba de Roda; destacam-se as tensões religiosas; o cotidiano das famílias que carecem de serviços de saúde, saneamento e educação, além das aspirações políticas. Esse cenário compõe o repertório de significação e de sentido da vida no distrito do Recôncavo Baiano. Essas histórias são mostradas a partir do registro contado pelos moradores locais. O documentário é resultado dos trabalhos da disciplina Ação Curricular em Comunidade Social –  Memória Social: Audiovisual e Identidades, entre os anos de 2011 e 2014, coordenado elo professor José Roberto Severino em suas atividades na Faculdade de Comunicação (FACOM) na Universidade Federal da Bahia - UFBA. Veja mais aqui:


Dr. Manoel Pereira Rego Teixeira dos Santos realizará palestras na FURB com a temática da História Ambiental.



terça-feira, 24 de março de 2015

Desenvolvimento local/regional na periferia do capitalismo mundializado: estudos de caso em Santa Catarina

Ocorrerá no dia 27 de março as 14:00 a conferência Desenvolvimento local/regional na periferia do capitalismo mundializado: estudos de caso em Santa Catarina, ministrada pelo Dr. Ivo Marcos Theis, professor do PPGDR da FURB. A conferencia é organizada pelo PPGDR e será realizada no Campus 1, Bloco R, sala R-301. Ivo é graduado em Ciências Econômicas, mestre em Administração e doutor em Geografia. Atua na área da Economia com enfase no Planejamento e Desenvolvimento Regional de Santa Catarina, Ciência & Tecnologia e Desenvolvimento Territorial no Brasil. Conheça mais sobre o pesquisador Ivo clicando aqui.

segunda-feira, 23 de março de 2015

2014 o ano mais quente da História. Projeção demonstra o aquecimento de 1880 até 2014.

Conforme dados divulgados pela NASA o ano de 2014 foi o mais quente da História dos registros. Projeção com a modelagem do calor na Terra é apresentada em animação pela NASA demonstrando como ocorreu o aquecimento do planeta de 1880 até 2014. Veja nos vídeos a seguir:


-Animação que apresenta o aquecimento global entre 1880 e 2014.

- Reportagem sobre os dados recordes de 2014 sobre o aquecimento global.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A interligação entre os territórios: para pensar a História Ambiental

Quando pensamos em historiar um território temos que estar atentos as interligações e influências do que acontece em outros territórios, próximos ou longínquos. Na floresta amazônica por exemplo, além dos atores da rede local, temos a participação e total influência do que acontece no Saara na África. Um satélite da NASA conseguiu captar em três dimensões a poeira do deserto do Saara que viaja pelo Atlântico até a floresta Amazônica. Essa poeira é rica em fósforo, o que produz a uma longa duração a fertilização da floresta. Em média são depositadas na floresta 27,7 milhões de toneladas de poeira do deserto. A reportagem completa pode ser vista em http://svs.gsfc.nasa.gov/cgi-bin/details.cgi?aid=11775. Foi divulgado um vídeo com animações sobre a descoberta, veja a seguir:



Ocorre uma interdependência entre os territórios. E o que ocorre na Amazônia reflete no clima e na vida no Sul do Brasil. Nesse sentido as pesquisadoras Beate Frank e Lúcia Sevegnani (2009) apresentam no texto Interdependência ou morte: a importância da Amazônia para a regulação do clima e suas implicações nas escalas regionais e globais, como isso acontece. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Mapa Global de precipitações de chuva e neve mostra a inter-relação entre os territórios e os fenômenos.

Através de uma parceria entre instituições que controlam o monitoramento do clima por satélites, o GPM é um sistema que gera mapas do globo de três em três horas registrando a chuva e a neve e seus deslocamentos na Terra, o que possibilita inúmeros dados de precipitação ajudando nas previsões e prevenções de catástrofes. Segundo a agencia, a "Queda de chuva e neve são partes essenciais do ciclo da água na Terra, é o que move a Terra. [...] Perto do Equador, onde o calor do Sol impulsiona evaporação, se mantém o ar úmido. É possivel ver sistemas pluviais moverem-se em um fluxo constante. Em latitudes mais altas, que não tenham sido previamente observados em 3-D com sensores de precipitação de alta resolução, enormes frentes de tempestade marcharam para o leste em toda a América do Norte e Europa, e do outro lado do Oceano Antártico que circunda a Antártica" (NASA, 2015). Para ver mais clique aqui .


quinta-feira, 12 de março de 2015

Pesquisadores e bolsistas apresentarão estudo no 7º Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade.

O pesquisador Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos apresentará no 7º Encontro Nacional da ANPPAS resultados da pesquisa sobre a rizicultura no Alto Vale do Itajaí. Com o título História Ambiental da Rizicultura em Doutor Pedrinho, o trabalho apresenta aos pesquisadores em Brasília informações coletadas na pesquisa realizada com estudantes da Educação Básica através de recursos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Ensino Médio do CNPq. A pesquisa ocorreu entre 2012 e 2013 e contou com a iniciação de 4 estudantes: Ana Paula de castilho, Gean Marcarini, Joyce Purim e Tainá Buzz Teve orientação de Gilberto e coordenação da Cientista Social e Mestre em Desenvolvimento Regional Ana Claudia Moser. 

terça-feira, 10 de março de 2015

O IMIGRANTE E A FLORESTA Transformações ambientais, das práticas e da produção rural nas colônias do Vale do Itajaí-SC

Ocorrerá no dia 09/04/2015 as 19:00 horas no Auditório do Boco T a conferência O IMIGRANTE E A FLORESTA: Transformações ambientais, das práticas e da produção rural nas colônias do Vale do Itajaí-SC, um estudo de História Ambiental desenvolvido pelo  Dr.Manoel Pereira Rego Teixeira dos Santos. O pesquisador Manoel possui sua formação de graduação, mestrado e doutorado em História na Universidade Federal de Santa Catarina, atuando junto ao Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental - LABIMHA, sob orientação do professor Dr.João Klug. Sua experiência na área de História passa pela História Agrária e Ambiental, atuando nos temas: imigração, paisagens, meio ambiente, vida e trabalho rural. Acesse o currículo do conferencista aqui e sua tese de doutorado.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Conferência Políticas de água e desenvolvimento regional no nordeste do Brasil

Conferência Políticas de água e desenvolvimento regional no nordeste do Brasil é tema do Seminário de Desenvolvimento Regional do PPGDR da FURB. A conferência do Dr. Cidoval Morais de Souza ocorrerá no dia 04 de março de 2015 às 18:30 no Campus 1, Bloco T, sala T-110 na FURB. O evento é uma organização do PPGDR.

Cidoval é bacharel em Comunicação Social pela Universidade Estadual da Paraíba, estudou Ciências Sociais, fez especialização em Sociologia na Universidade Federal da Paraíba e doutorou-se em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas.
Acesse o lattes do conferencista: http://lattes.cnpq.br/0573233540937425

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

XXII Semana Acadêmica de História da FURB - A História em perspectiva: desafios do historiador no século XXI


A XXII SAH, conforme o Centro Acadêmico de História - CAHClio contará com nove simpósios temáticos: História Antiga e Medieval, História da América, História da África, História(s) do Brasil, Ensino e Didática da História, Teoria, Metodologia e História da Historiografia, História Ambiental e História(s) do tempo presente.Os interessados em submeter trabalhos no evento terão seus respectivos resumos publicados nos Anais. As regras são:

-O resumo deverá ser escrito na norma culta da língua;

-O resumo deverá ser escrito somente em um parágrafo, em até 1300 caracteres (com espaços);
-O mesmo deverá ser escrito no formato Times New Roman, tamanho 12, com espaçamento simples.
-O resumo deverá conter título em negrito com até 200 caracteres (com espaços);
-Seguido ao título deverá constar o nome e a instituição ao qual o proponente pertence;
-O resumo deverá contar com três a quatro palavras-chave.

O resumo deve ser encaminhado para o e-mail apresentadorxxiisemana@gmail.com. No e-mail de submissão deverá constar o nome completo do proponente, instituição de ensino, curso e, no caso de discente, o período do curso que está cursando. Cada proponente poderá apresentar apenas um trabalho, podendo ser este em co-autoria (duas pessoas). Além disso, para efetuar a inscrição o participante apresentador deverá preencher cadastro (clique aqui) e efetuar pagamento de sua inscrição. O prazo de submissão vai até o dia 12/04 e a aceitação ou rejeição deverá ser enviada até 27/04.Conheça a programação completa clicando aqui

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Chamada para bolsistas de Iniciação Científica 2015

O GPHAVI abre inscrições para a seleção de bolsistas para as pesquisas de Iniciação Científica (IC) de 2015. O objetivo é conhecer os interessados nas atividades de IC. A Universidade oferece bolsas pagas e bolsas de desconto nas mensalidades dos estudantes. Os interessados em participar da seleção deverão agendar entrevista (pelo fone: 3321438) e comparecer com resumo de matrícula (documento retirado na Praça do Estudante, Bloco A, Campus 1) na sala do GPHAVI r-109 do Bloco R, Campus 1. 

Possibilidades de Bolsas de IC a serem oferecidas à estudantes da FURB:

- Bolsas de IC remuneradas em conta bancaria do estudante

PIBIC/CNPq - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC disponibiliza bolsas pagas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Os projetos têm duração de 12 meses e iniciam em agosto de cada ano. No PIBIC/CNPq o aluno deve dedicar-se apenas às atividades acadêmicas, sendo vedada a realização de outras atividades como estágio, monitoria, emprego etc. Para atuar nesse programa o aluno não precisa ter cadastro socioeconômico. Atualmente, o valor da bolsa é de R$ 400,00 mensais que são depositados pelo CNPq em conta corrente do bolsista.


PIBITI/CNPq - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, disponibiliza bolsas que são pagas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Nesse programa os projetos devem estimular os estudantes ao desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e inovação, têm duração de 12 meses e iniciam em agosto de cada ano. No PIBITI/CNPq o estudante deve dedicar-se apenas às atividades acadêmicas, sendo vedada a realização de outras atividades como estágio, monitoria, emprego etc. Para atuar nesse programa o aluno não precisa ter cadastro socioeconômico. O valor da bolsa é de R$ 400,00 mensais que são depositados pelo CNPq em conta corrente do bolsista.


- Bolsas de IC descontadas da mensalidade do estudante

PIBIC/FURB - Como contrapartida do recebimento de recursos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq, a FURB oferece bolsas com recursos próprios. Os projetos têm duração de 12 meses e iniciam em agosto de cada ano. No PIBIC/FURB o aluno pode acumular as atividades de pesquisa com um estágio remunerado, desde que tenha a anuência do orientador. Para atuar nesse programa o aluno não precisa ter cadastro socioeconômico. O valor da bolsa é de R$ 400,00 mensais que são descontadas diretamente das mensalidades.

PIPe - Artigo 170 - Programa de Incentivo à Pesquisa disponibiliza bolsas que são pagas à FURB pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Os projetos têm duração de 10 meses e iniciam em março de cada ano. No PIPe/Artigo 170 o aluno pode atuar em outras atividades além da bolsa de IC, desde que tenha a anuência do orientador. Para atuar nesse programa o aluno precisa ter o Cadastro Socioeconômico aprovado e com pontuação menor ou igual ao limite estabelecido pela Coordenadoria de Assuntos Estudantis - CAE para bolsas de IC. O valor da bolsa não é fixo em função do montante de recursos repassados pelo Governo do Estado a cada ano. Atualmente, o valor está em R$ 600,00 mensais que são utilizados para cobrir as mensalidades do aluno. 
(FONTE - Universidade Regional de Blumenau)

Além desses programas ocorrem outras formas de participar de IC e conseguir bolsa. Os estudantes podem com suas pesquisas procurar um professor para participar de Edital externo à instituição, ou ainda participar como bolsista voluntário de IC. Essas informações e sobre outras formas de acessar IC e bolsas na FURB podem ser consultadas aqui.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A Agricultura Orgânica é tema de palestra e curso em Rio do Sul Alto Vale do Itajaí

Organizado pelo Grupo de Trabalho em Agricultura Orgânica do Alto Vale do Itajaí, e ministrado por Jairo Restrepo Rivera, o curso Tu és o que tu comes!Os benefícios da agricultura orgânica à saúde, ao meio ambiente e ao desenvolvimento socioeconômico regional ocorrerá nos dias 03, 04, 05 e 06 de março. Na terça feira dia 03 ocorrerá as 19:30 no Parque universitário Unidavi (Encontro dos Rios) uma Palestra gratuita inicial, e nos demais dias, no Instituto federal se realizará o curso. O objetivo é dialogar com os produtores e pesquisadores  de agricultura orgânica e sustentável. Jairo, engenheiro Agrônomo, consultor da ONU e com mais de 30 anos de experiência na agricultura orgânica apresentará temas como nutrição do solo, fitossanidade (preparo e uso de caldos quentes e frios) e outras sabedorias.A palestra é gratuita mas o interessados devem se inscrever antecipadamente no site da AMAVI. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (47) 3521-0326 da APREMAVI.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

GPHAVI coordena simpósio temático na XXI Semana Acadêmica de História

Pela segunda vez o GPHAVI com seus pesquisadores e estudantes bolsistas coordenam o mini-simpósio temático: História Ambiental em Foco. Nesta edição da SAH, o pesquisador Martin e a bolsista Kahina coordenarão as atividades. O objetivo desse simpósio é disponibilizar aos acadêmicos de História da FURB, e a comunidade em geral, um espaço onde além da História Ambiental local produzida pelo grupo, outros pesquisadores, bolsistas e estudantes apresentem e troquem informações sobre o que vem investigando. 


Para saber mais acesse: http://cahclio.wix.com/xxiisemanaacademica#!simpsios/c1n65

domingo, 15 de fevereiro de 2015

GT História Ambiental Santa Catarina

Já está disponível para toda a comunidade o Blog do GT História Ambiental Santa Catarina. O espaço pretende criar um canal de comunicação entre os interessados sobre as atividades do GT e sobre editais, pesquisas, publicações, eventos e atividades na área da História Ambiental. Para conhecer o Blog clique aqui.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

História Ambiental da água de Bogotá-Colômbia é contatada em exposição virtual no Portal Environment & Society

Está disponível a exposição virtual The City´s Currents: a history of water in 20th-century Bogotá. A pesquisa e acervo contam a História Ambiental da água em Bogotá/Colômbia a partir do final do século XIX até o final do século XX. A pesquisa foi realizada com financiamento do Rachel Carson Center pelas pesquisadoras Stefania Gallini, Laura Felacio, Angélica Agredo e Stephanie Garcés. Para conhecer o exposição virtual acesse aqui.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

XXVIII Simpósio Nacional de História - Lugares dos Historiadores: velhos e novos desafios

Acontecerá entre 27 e 31 de julho em Florianópolis, nos campus da UFSC e UDESC o XXVIII Simpósio Nacional de História da Associação Nacional dos Historiadores - ANPUH. Sendo que pela primeira vez nos simpósios nacionais da ANPUH teremos uma mesa de debate sobre a História Ambiental, que no século XXI está desenha como um novo lugar para os historiadores, havendo velhos e novos desafios a tratar. Na última reunião do GT Nacional de História Ambiental, os participantes definiram que seriam organizados 3 mini simpósios afim de agregar as diversidades pesquisadas na História Ambiental. 

1º - O mini-simpósio 53:História Ambiental: ciência, tecnologia e recursos naturais, sob coordenação de Dr. Dominichhi Miranda de Sá (Casa Oswaldo Cruz/Fiocruz) e do Dr. Jó Klanovicz (Unicentro) tratará dos desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais do mundo contemporâneo são temáticas que exigem estudos no campo da História. A História Ambiental é um lugar privilegiado para abordar tais discussões. Os desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais do mundo contemporâneo são temáticas que exigem estudos no campo da História. A História Ambiental é um lugar privilegiado para abordar tais discussões. Esta proposta envolve múltiplos temas, que relacionam os estudos das relações entre sociedade e natureza, desde a reconstrução do mundo natural até suas mais diversas representações e usos: discursos, práticas, tecnologia e ciências, percepções do mundo natural. Tida, na modernidade, como o método por excelência de investigação dos fenômenos naturais, a ciência foi considerada uma das molas propulsoras das questões ambientais contemporâneas: testes nucleares, uso de aditivos químicos na agricultura, pesquisas com transgênicos. Disciplinas científicas se consolidaram em consonância com agendas de preservação ambiental, com foco na conservação da biodiversidade. É na perspectiva de compreensão das relações entre ciências e recursos naturais que apresentamos esta proposta. Procura-se reunir pesquisas dedicadas a temas como: 1) História Ambiental e História das Ciências na discussão sobre padrões de conquista e dominação de recursos naturais; 2) Produção científica, políticas e apropriações públicas e privadas dos recursos naturais; 3) Circulação e intercâmbios globais de ideias, agentes e tecnologias ligados ao aproveitamento econômico da natureza; 4) Processos de manejo de recursos, além de projetos de comodificação da natureza em articulação com monoculturas, transformação de biomas e expansão de fronteiras agrícolas; 5) Natureza como objeto de ciência, disputas políticas e temário central dos debates contemporâneos sobre o uso sustentável de recursos e preservação da biodiversidade; 6) Biopirataria e natureza como patrimônio nacional; 7) As relações entre saúde e ambiente na história das pesquisas cientificas sobre pragas agrícolas e agrotóxicos; 8) Saberes científicos sobre o mundo natural como cartografia e geografia, botânica, agronomia e história natural, ecologia e biogeografia, evolução e genética. Conforme os organizadores na história ambiental, destacam-se como objetos o exame das paisagens e ambientes naturais do passado, a investigação dos modos humanos de produção econômica e seu impacto sobre o ambiente, a história de movimentos políticos e das iniciativas legais de proteção ambiental, a discussão sobre as escolhas que foram feitas em termos de usos de recursos naturais e suas consequências contemporâneas, tais como desastres ambientais, a história das ideias, dos discursos e das representações sobre o mundo natural, articulando dimensões orgânicas, sociotécnicas, políticas, culturais, econômicas, enfim, as que são construídas pela mão humana e as que são tidas como 'naturais', do mundo palpável. É nesse campo de possibilidades de pesquisa que a história ambiental encontra-se com a história da ciência, porque ambas estão trabalhando com preocupações semelhantes, tais como as sensibilidades sobre os modos de conhecer o passado das relações entre humanos e mundo natural; as semelhanças e diferenças, rupturas e continuidades entre escolhas e circunstâncias do passado e do presente em termos ecológicos; os papéis, discursos, autoridades e mediações preexistentes na construção do conhecimento sobre o humano e o não humano, ou ainda sobre as modalidades utilizadas para conhecer essas mesmas relações. Nesse sentido, pretende-se construir o diálogo entre esses dois campos a partir de temas diversos, com a finalidade de aprofundar interpretações sobre as interações humano-naturais. O Simpósio Temático pretende reunir pesquisadores e estudantes dedicados a essas temáticas, mas buscando aprofundar essas vertentes por meio do diálogo entre diferentes abordagens e estudos de caso. Nossa intenção é contribuir para a reflexão e discussão sobre as formas pelas quais disciplinas científicas e cientistas foram importantes para a criação e a consolidação de agendas e instituições que configuraram tentativas de conhecer e regulamentar a exploração dos recursos naturais, especialmente no Brasil. Fonte

2º - O mini-simpósio 54: História Ambiental: espaço, território e natureza, sob coordenação do Dr. Haruf Salmen Espíndola (Univale) e do Dr. Marcos Gerhardt (Universidade de Passo Fundo) tratarão de analisar, dentro dos  desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais do mundo contemporâneo são temáticas que exigem estudos no campo da História. A História Ambiental é um lugar privilegiado para abordar tais discussões. Esta proposta envolve múltiplos temas, que relacionam os estudos das relações entre sociedade e natureza, desde a reconstrução do mundo natural até suas mais diversas representações e usos: discursos, práticas, tecnologia e ciências, percepções do mundo natural. A proposta é reunir os estudos relacionados aos aspectos entre espaço, território e natureza, às dimensões socioambientais dos fenômenos migratórios; aos processos de ordenamento sanitário e de saúde pública; aos aspectos normativos, ideológicos e de mentalidade relacionados à apropriação espacial; às questões de identidade cultural imbricadas na formação, percepção e reconstrução de paisagens; as reconfigurações dos ecossistemas naturais em ecossistemas domesticados e/ou ecossistemas agroecológicos. São 10 anos de simpósio temático, desde o pioneiro que foi realizado em 2005, no XXIII Simpósio Nacional de História, em Londrina. A proposta é reunir trabalhos no campo da História Ambiental, que investigam as relações entre História, Espaço, Território e Natureza. Em 10 anos o simpósio reuniu diversos trabalhos do campo da História Ambiental, envolvendo os mais diversos aspectos históricos, demográficos e ambientais relacionados à formação histórica do território; aos fenômenos migratórios; aos processos de ordenamento sanitário e de saúde pública; aos aspectos normativos, ideológicos e de mentalidade. Consideramos fundamental o diálogo reflexivo da relação História, Natureza e Território. Uma premissa dos historiadores ambientais é reconhecer que os atos humanos acontecem dentro de uma rede de relações, processos e sistemas que são tão naturais quanto são culturais. A apropriação da natureza se dá de forma produtiva e cognitiva, constituindo-se um processo de territorialização. É a presença humana que produz a configuração do território e das territorialidades, por meio de processos sociais que respondem a condições e forças locais e a condicionamentos e forças externas, bem como ao conjunto de relações e pontos de ligação que se estabelecem entre os de dentro e com agentes em diferentes escalas. O território resultante se torna, ele próprio, uma força condicionante das ações futuras, favorecendo-as ou dificultando-as. Os territórios e as territorialidades se formam heterogêneos, justapostos e sobrepostos, fundados nas contradições sociais, nas relações de poder, na diversidade cultural, nas relações ambientais e na biodiversidade. Território não se confunde com o espaço ou lugar, pois é relação e está ligado à ideia de domínio, ao poder e ao controle do acesso, independente se a referência é um poder estatal, de grupo ou de empresa. Nesse sentido, a proposta também busca enfatizar os grupos sociais, as relações de poder e a cultura que se materializam no espaço e delimitam territórios, formas as territorialidades e seus usos nos campos políticos e das representações, dos conflito e da diversidade cultural. Isso inclui a dimensão simbólica, na medida em que a apropriação também é feita por meio do imaginário e da identidade subjetiva com o espaço. Fonte.

3º - O mini-simpósio 55: História Ambiental: política e sociedade, sob coordenação do Dr. Erípedes Antonio Funes (Universidade Federal do Ceará) e do Dr. Paulo Henrique Martinez (Universidade Estadual Paulista). Na dimensão vida política e da vida social a História Ambiental confere atenção a diferentes níveis de aprofundamento teórico e empírico, temporalidades, fontes e perspectivas metodológicas. A intenção é alcançar a compreensão de uma multiplicidade de elementos nas relações entre a sociedade política, o Estado nacional e a comunidade internacional e a sociedade civil, do local ao global. No arco de interesses e preocupações desta proposta estão contempladas: a legislação ambiental, as políticas públicas, práticas e projetos de sustentabilidade ambiental, social e econômica, conflitos sociais, ideias e programas de transformação social de motivação ambiental, as questões urbanas, relações internacionais, ações e agentes individuais e coletivos da conservação da natureza, entre outras inúmeras combinações sociais e políticas que desafiam o conhecimento histórico no século XXI. Os desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais no mundo contemporâneo são temáticas que estimulam os estudos no campo da História Ambiental. A História Ambiental é uma abordagem em construção na compreensão de tais discussões e debates. A proposta deste Simpósio Temático envolve múltiplos objetos de investigação e relaciona os estudos das relações entre sociedade e natureza, desde a reconstrução do mundo natural até suas mais diversas representações e usos sociais, como discursos, práticas, tecnologias e ciências, percepções do mundo natural. A organização do GT Nacional - História Ambiental junto à Associação Nacional de História (ANPUH), durante o Encontro ocorrido em Natal (2013), seguida da ampliação desta organização na criação de Grupos de Trabalho em estados como Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, e outros em formação, como em Brasília e no Ceará , têm facilitado a identificação e a aglutinação de núcleos de interesses temáticos e de ações institucionais – publicações, grupos de pesquisa, seminários, orientação de estudantes de graduação e de pós-graduação, diálogos interdisciplinares, intercâmbios internacionais. O esforço em maximizar estas oportunidades e incentivar a interação acadêmica entre os estudiosos de História Ambiental resultou na proposição de Simpósios Temáticos que incidem sobre questões e objetos de pesquisa mais delimitados e precisos, contribuindo assim para a consolidação e o aprimoramento dos debates e dos encontros da ANPUH como espaço privilegiado para a reflexão, difusão e apreciação coletiva do desenvolvimento desta abordagem na historiografia nacional e estrangeira. Fonte



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Anais da XXI Semana Acadêmica de História 2014 - ISSN 2358-5838-6


Para os apresentadores de trabalho do mini-simpósio História Ambiental em Foco I da XXI Semana Acadêmica de História da FURB (2014), segue o link para acessar os Anais do evento (clique aqui). Nesta postagem serão divulgados os trabalhos de História Ambiental publicados nos anais do evento:


XXI Semana Acadêmica de História “Ensinar e Pesquisar História: dilemas, desafios e perspectivas”. De 5 a 9 de Maio de 2014, Blumenau/SC. Ano I, Número 1. ISSN: 2358-5838 6


Simpósio Temático 1 – HISTÓRIA AMBIENTAL EM FOCO Coordenador: Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos Moderador: Gabriel Pierre de Souza


A “Grande Odisseia Alasquiana”: A influência de Thoreau em Christopher Mccandless num contato mais verdadeiro com a natureza 
Gabriel Pierri de Souza (Acadêmico do Curso de História - FURB) 
Resumo: A História Ambiental estuda as relações entre os seres humanos e a natureza, tentando sensibilizar e quebrar a dicotomia existente no senso comum. Portanto este trabalho tem como propósito estabelecer uma aproximação dos escritos de Henry David Thoreau a partir de 1845 e suas influências na aventura de um garoto estadunidense, Christopher McCandless, que deixou o conforto da modernidade de sua casa em 1990 para atravessar o país e viver no que ele mesmo alega ser uma paisagem que o homem ainda não tocou bruscamente, o Alasca, ao qual o jornalista Jon Krakauer relatou em forma de livro com o nome de Na natureza selvagem (1996). Thoreau foi um autor estadunidense, conhecido por seu livro Walden ou a vida nos bosques (1854), uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza, e por seu ensaio Desobediência Civil (1849), com a ideia de oposição ao Estado. Entre suas contribuições mais influentes encontravam-se seus escritos sobre história natural e filosofia, onde ele antecipou os métodos e preocupações da ecologia e do ambientalismo. Sua “Odisséia alasquiana” inspirou indivíduos a viverem com o mínimo, apenas usufruindo os recursos naturais como subsistência, sem o excesso de consumo produzido pela sociedade moderna, contribuindo na conservação e admiração da natureza. Palavras-chave: História Ambiental; Odisséia Alasquiana; Consumo.

História e Memória Ambiental da serraria São Francisco (Parque Nacional da Serra do Itajaí, Blumenau, SC) 
Kahina Thirsa Hostin (Acadêmica do Curso de História - FURB) 
Resumo: Tendo por objetivo compreender e registrar a história e memória ambiental da exploração madeireira realizada pela Madeireira e Transportadora São Francisco LTDA, que atuou em meados do século XX na região sul do município de Blumenau, com sua sede localizada na Segunda Várzea do Ribeirão Garcia, onde atualmente é a sede do Parque Nacional da Serra do Itajaí (PNSI). Portanto, ligado à história do próprio parque, este trabalho utilizou-se principalmente do resgate das memórias de moradores da localidade da Nova Rússia, no entorno do PNSI. A serraria São Francisco, de propriedade de Olídio Martinhago, vulgo Lageano, foi uma importante exploradora da Mata Atlântica da localidade, tendo introduzido novos maquinário de trabalho, foi responsável por uma modernização na região, e também na abertura de estradas e trazendo novos trabalhadores, alguns especializados na exploração madeireira, para morarem nas imediações. Atuou formalmente na Nova Rússia do início da década de 1970 até janeiro de 1985 e, portanto, seu estudo se faz importante para a compreensão da atuação das serrarias locais, inclusive durante a implantação de leis de proteção ambiental, até a criação do Parque ecológico, e sua influência na transformação tanto da paisagem local quanto na vida das comunidades desta região. Palavras-chave: Serraria; São Francisco; Madeira; História Ambiental.

A caça à baleia e o desenvolvimento urbano no Brasil colonial.
Marcella Faustino Fernandes Bacha (UFRJ) 
Resumo: O início da instalação de armações baleeiras no Brasil se deu no ano de 1603, no Recôncavo Baiano. Em 1614, ao perceber a elevada lucratividade desse empreendimento, a coroa portuguesa estabeleceu o monopólio sobre a caça e tornou a baleia um “peixe real”. O principal produto extraído, o óleo, também conhecido como “azeite de peixe”, era mais utilizado para abastecer lampiões na iluminação urbana, influenciando muito o cotidiano colonial brasileiro, visto que, durante a noite, só havia a luz dos lampiões para realizar atividades, se houvesse óleo de baleia para acendê-lo. No período, era grande a dependência de recursos vindos da metrópole e de custo muito elevado. Integrava, ainda, a produção de velas, tecido, tinta e sabão. Tem-se outra utilidade desta matéria prima na construção civil: embora tenha se difundido a ideia de uso como aglutinante, estudos recentes demonstram o equívoco dessa teoria, mas, ainda assim, empregava-se a borra – resíduo ou depósito do cozimento da gordura da baleia – como hidrorrepelente para a edificação, principalmente em locais com umidade elevada. A exploração da baleia teve papel ativo nos primórdios da formação do Brasil, e a caça praticada a partir de então quase levou esses mamíferos à extinção. Palavras-chave: Caça a baleia; Urbanização Brasileira; Baleia como matéria prima.

Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí: 10 anos historiando o Vale do Itajaí-SC. 
Martin Stabel Garrote, Gilberto Friedenreich dos Santos, Vanessa Dambrowski (Universidade Regional de Blumenau, Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí). 
Resumo: Durante as aulas de Geografia Física ministrada pelo professor Gilberto Friedenreich dos Santos em 2003, estudante e professor deram início ao que viria se transformar em um Laboratório de História Ambienta na Universidade Regional de Blumenau. O objetivo do artigo é apresentar a história de formação e desenvolvimento do Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí - GPHAVI. Foi descrita uma síntese conceitual da História Ambiental, a história do grupo e as atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas de 2004 até 2014.Foram levantadas fontes documentais no acervo do GPHAVI, e estas organizadas cronologicamente construindo um panorama histórico da atuação do grupo em seus 10 anos de existência.O grupo começou a ser pensado em 2001 e em 5 de junho de 2003 foi criado pelos pesquisadores Martin S. Garrote, e Gilberto F. dos Santos. A partir de 2006 passa a integrar o grupo a bióloga Vanessa Dambrowski. Em 2007 o grupo passou a investigar a História Ambiental de: Unidades de Conservação, exploração mineral, madeireira e estudos de povos tradicionais do Vale do Itajaí, assim como realizar atividades de extensão. Em 2014 o GPHAVI passa desenvolver atividades junto com o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional. Palavras-Chaves: Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí; História Ambiental; Atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão. 

Os viajantes do século XIX e suas percepções do meio ambiente no Vale do Itajaí (SC) 
Nícollas Voss Reis (Acadêmico do Curso de História - FURB) 
Resumo: O Vale do Itajaí no século XIX, início da colonização europeia, apresentava um caráter natural que fascinava os viajantes europeus que por ali passavam. Através das práticas da escrita os viajantes registraram observações e investigações muitas vezes com o intuito de publicar em periódicos europeus, contribuindo para a construção da memória coletiva deste processo de imigração, que hoje está disponível para consulta em publicações de artigos, livros e jornais traduzidos. Desta maneira foram levantadas e consultadas diversas publicações, sendo as informações coletadas, exploradas e classificadas sobre um olhar historiográfico que contemplasse as características naturais, considerando os aspectos florísticos, faunísticos, geográficos, paisagísticos e do uso dos recursos naturais. Esses importantes relatos constituem parte das fontes de informações para os estudos da História Ambiental do Vale do Itajaí no século XIX, pois, geralmente apresentam informações e descrições ricas sobre economia, cultura, costumes, crenças, além da paisagem e das relações com o meio natural de um determinado período. A partir destes registros, podemos observar os mais diversos interesses na região do Vale do Itajaí, assim como as mais diversas impressões e representações do meio ambiente. Palavras-chave: Vale do Itajaí; Século XIX; Relatos dos Viajantes; História Ambiental. 

História Oral como suporte no registro de bioindicadores na Microbacia Hidrográfica do Rio Sagrado, Morretes (PR) 
Shimene Feuser (FURB) 
Resumo: A ação do homem sobre o meio ambiente tem provocado uma situação de completa alteração das características naturais, cujo resultado quando somado às problemáticas políticas, sociais e econômicas, tem efeito negativo para saúde pública e qualidade de vida da população. O uso do indicador para alimentação contínua do processo de planejamento, como instrumento de participação e no desenvolvimento de políticas públicas, são pontos cruciais na implantação, manutenção e monitoramento de um plano de desenvolvimento sustentável. Este trabalho teve como objetivo geral o registro de bioindicadores apoiado pela história oral na localidade de Rio Sagrado, Morretes - PR. Objetivos específicos foram divididos em etapas: a) realização de entrevistas com moradores da localidade para obtenção de informações ambientais locais; b) observações in loco e registros para confirmação das informações obtidas; c) identificação de insetos, reconhecendo sua importância como bioindicador. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica e obtenção de dados primários através de entrevistas e registros fotográficos. Os resultados evidenciaram a importância deste estudo na demonstração da biodiversidade local, sendo desmatamento e aplicação de defensivos químicos apontados como os maiores conflitos locais. Palavras-chave: bioindicadores; História Oral; Classe insecta; Microbacia hidrográfica do Rio Sagrado. 





quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Resumo das atividades do grupo em 2014

Ao iniciar 2015 vale lembrar algumas das principais atividades desenvolvidas pelo GPHAVI em 2014:

De janeiro a dezembro aconteceu....

- Gilberto passa a integrar o quadro de docente do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional, lecionando e orientando dissertações e teses. Leia mais em GPHAVI  realizará em 2014 atividades de pós-graduação.

- Gilberto e Gabriel coordenam simpósio temático de História Ambiental na Semana Acadêmica de História. Leia mais.

- Parceria estabelecida entre grupos de pesquisa GPHAVI - FURB e GEPHAE - UNESC, ver mais.

- Grupo cria canal de vídeos com a ferramenta YOUTUBE para divulgar seus trabalhos pesquisados e demais atividades. Ver mais.

- GPHAVI completa 11 anos de atividades. Ver mais.

- Pesquisador Martin apresenta seu estudo de conclusão de curso em Ciências Sociais. Ver mais.

- Reunião em Dona Emma marca inicia de parceria de pesquisas entre GPHAVI e Centro de Memória do município.

- Projetos aprovados em programas de Iniciação Científica investigam a História Ambiental de Unidades de Conservação e iniciam atividades da parceria entre o GPHAVI e o Centro de Memória do Município de Dona Emma. Ver aqui.

- Pesquisador Martin oferece mini-curso (oficina) no Interação FURB. Ver mais.

- A pesquisadora Vanessa defende sua dissertação apresentando modelos computacionais sobre as invasões da uva do japão e do girassol mexicano em Santa Catarina. Ler mais.

- Bolsistas apresentam estudos na 8º Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extesão da FURB. Ver mais.

- Pesquisa sobre a História Ambiental da Rizicultura em Doutor Pedrinho-SC é divulgada por grupo de bolsistas e pesquisadores. Ver mais.

- Pesquisadores do grupo ingressam no Doutorado de História Ambiental. Ver mais.

- Pesquisadores do grupo passam a integrar o Grupo de Trabalho de História Ambiental da Associação Nacional dos Historiadores. Vem mais.

- Bolsistas e pesquisadores participam do 3º Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações e tem trabalhos premiados. Vem mais.

- Nicolas Voss Reis apresenta seu TCC com temativa voltada para História Ambiental e Desastres Socioambientais. Ver mais. 

O nosso espaço de divulgação, este blog, obteve em janeiro de 2015 um total de  25935 acessos, sendo que em 2014 houveram 7285 acessos, o que demonstra o interesse da comunidade nas atividades de História Ambiental desenvolvidas pelo grupo. O gráfico a seguir mostra o fluxo das visitas assim como o mapa de origem dos acessos/visitas.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Encerramento de confraternização

Realizada em um dos Quiosques da Ad Hering na Agua Verde Blumenau, os integrantes do grupo e convidados confraternizaram um jantar de encerramento de atividades do grupo. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

TCC aborda História Ambiental e Desastre Socioambiental na Comunidade Araranguá em Blumenau-SC

Foi apresentado no pelo acadêmico de História Nicollas Voss Reis a pesquisa:  MEMÓRIAS DOS CONFLITOS AMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SC: DO PROCESSO HISTÓRICO DE OCUPAÇÃO AO DESASTRE SOCIOAMBIENTAL NO ANO DE 2008. A pesquisa foi iniciada através de um projeto de Iniciação Científica pelo PIPe (Art. 170 Estado de Santa Catarina) em 2014 e dela o estudante de história e bolsista do grupo, sob orientação do pesquisador Martin Stabel Garrote desenvolveu seu estudo de conclusão de curso. O desastre socioambiental ocorrido no ano de 2008 em Blumenau (SC) é considerado um dos maiores fenômenos ambientais já registrados no sul do Brasil, deixando marcas na memória dos moradores do município. No estudo, Nicollas apresenta  a História e os conflitos ambientais presentes nas memórias dos moradores de em um dos perímetros mais atingidos, a comunidade da Rua Araranguá. 
Conforme Nicollas, as abordagens teóricas utilizadas no trabalho tornaram possível compreender  os fatores que corroboraram com o desastre socioambiental na região, assim como apresenta  o contexto histórico da comunidade que praticamente não possuía relatos ou registros. Nesse ponto, essa proposta contribui para os avanços dos estudos dos desastres, que mesmo tão frequentes no Estado, e que pouco a pouco passam a ser debatidos também pelos historiadores além dos da História Ambiental.

Para conferir o trabalho completo do Nicollas clique aqui (em breve disponível na biblioteca online da FURB)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Grupo participa do 3º Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações

Aconteceu nos dias 05 a 07 de novembro de 2014 na Universidade Federal de Santa Catarina o 3° Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações. O Simpósio foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação em História e o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, através do Grupo de Pesquisa Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (LABIMHA)
No 3° Simpósio foram tratadas várias temáticas de História Ambiental e Migrações, de diferentes períodos e regiões do globo e comtemplando pesquisas e pesquisadores de várias áreas do conhecimento.
O GPHAVI teve sua participação representada pelos pesquisadores: Gilberto Friedenreich dos Santos (Geógrafo), Martin Stabel Garrote(Historiador e Cientista Social), Vanessa Dambrowski (Bióloga), Aline Donata Dickmann (Assistente Social) e pelos acadêmicos Gabriel Pierri de Souza, Kahina Thirsa Hostin (Curso de História), Francisco José Matias (Curso de Música), Ana Carolina Guztzazky (Ciências Biológicas) e Jaqueline Gonçalves Amaro (Engenharia Florestal).
Foram apresentados pelo GPHAVI quatro trabalhos de Iniciação Científica na categoria Pôster.
- História e Memória Ambiental da Serraria São Francisco (Parque Nacional da Serra do Itajaí, Blumenau, SC).
Apresentadora - Kahina Thirsa Hostin, Programa PIPe (Demais autores - Gilberto Friedenreich dos Santos, Vanessa Dambrowski e Martin Stabel Garrote).
- A História da criação e implantação do Parque Nacional da Serra do Itajaí e os conflitos de interesses sobre o uso e conservação da região (Vale do Itajaí – SC).
Apresentadora - Aline Donata Dickmann, Programa PIBIC/FURB (Demais autores - Rubens Vinícius da Silva, Gilberto Friedenreich dos Santos, Martin Stabel Garrote, Vanessa Dambrowski e Jaqueline Gonçalves Amaro).
- História e memória ambiental das antigas serrarias do território do Parque Nacional da Serra do Itajaí (Santa Catarina, Vale do Itajaí).
Apresentador - Gabriel Pierri de Souza, Programa PIPe (Demais autores - Francisco José Matias, Gilberto Friedenreich dos Santos, Vanessa Dambrowski e Martin Stabel Garrote).
- Estudos sobre a história ambiental dos usos da avifauna do Parque Nacional Serra do Itajaí (SC), nos municípios de Blumenau, Botuverá e Guabiruba.
Apresentador - Francisco José Matias, Programa PIBIC/CNPQ (Demais autores -Vanessa Dambrowski, Carlos Eduardo Zimmermann, Martin Stabel Garrote, Ana Carolina Guztzazky e Gilberto Friedenreich dos Santos).
Os Estudos sobre a história ambiental dos usos da avifauna do PNSI e demais trabalhos resultantes contaram com a participação do Pesquisador Carlos Eduardo Zimmermann Biólogo, Mestre em Recursos Genéticos Vegetais, pesquisador do Laboratório de Ecologia e Ornitologia (LABEO/FURB).

No intuito de incentivar a IC e a participação de acadêmicos de graduação no Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações a organização premiou cinco trabalhos apresentados na modalidade Pôster. O GPHAVI foi contemplado com três premiações. Foram premiados os Pôsteres apresentados por Kahina Thirsa, Aline Donata Dickmann, e Francisco Matias, que receberam livros organizados e publicados pelo Grupo de Pesquisa Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (LABIMHA).