Está disponível a exposição virtual The City´s Currents: a history of water in 20th-century Bogotá. A pesquisa e acervo contam a História Ambiental da água em Bogotá/Colômbia a partir do final do século XIX até o final do século XX. A pesquisa foi realizada com financiamento do Rachel Carson Center pelas pesquisadoras Stefania Gallini, Laura Felacio, Angélica Agredo e Stephanie Garcés. Para conhecer o exposição virtual acesse aqui.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
XXVIII Simpósio Nacional de História - Lugares dos Historiadores: velhos e novos desafios
Acontecerá entre 27 e 31 de julho em Florianópolis, nos campus da UFSC e UDESC o XXVIII Simpósio Nacional de História da Associação Nacional dos Historiadores - ANPUH. Sendo que pela primeira vez nos simpósios nacionais da ANPUH teremos uma mesa de debate sobre a História Ambiental, que no século XXI está desenha como um novo lugar para os historiadores, havendo velhos e novos desafios a tratar. Na última reunião do GT Nacional de História Ambiental, os participantes definiram que seriam organizados 3 mini simpósios afim de agregar as diversidades pesquisadas na História Ambiental.
1º - O mini-simpósio 53:História Ambiental: ciência, tecnologia e recursos naturais, sob coordenação de Dr. Dominichhi Miranda de Sá (Casa Oswaldo Cruz/Fiocruz) e do Dr. Jó Klanovicz (Unicentro) tratará dos desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais do mundo contemporâneo são temáticas que exigem estudos no campo da História. A História Ambiental é um lugar privilegiado para abordar tais discussões. Os desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais do mundo contemporâneo são temáticas que exigem estudos no campo da História. A História Ambiental é um lugar privilegiado para abordar tais discussões. Esta proposta envolve múltiplos temas, que relacionam os estudos das relações entre sociedade e natureza, desde a reconstrução do mundo natural até suas mais diversas representações e usos: discursos, práticas, tecnologia e ciências, percepções do mundo natural. Tida, na modernidade, como o método por excelência de investigação dos fenômenos naturais, a ciência foi considerada uma das molas propulsoras das questões ambientais contemporâneas: testes nucleares, uso de aditivos químicos na agricultura, pesquisas com transgênicos. Disciplinas científicas se consolidaram em consonância com agendas de preservação ambiental, com foco na conservação da biodiversidade. É na perspectiva de compreensão das relações entre ciências e recursos naturais que apresentamos esta proposta. Procura-se reunir pesquisas dedicadas a temas como: 1) História Ambiental e História das Ciências na discussão sobre padrões de conquista e dominação de recursos naturais; 2) Produção científica, políticas e apropriações públicas e privadas dos recursos naturais; 3) Circulação e intercâmbios globais de ideias, agentes e tecnologias ligados ao aproveitamento econômico da natureza; 4) Processos de manejo de recursos, além de projetos de comodificação da natureza em articulação com monoculturas, transformação de biomas e expansão de fronteiras agrícolas; 5) Natureza como objeto de ciência, disputas políticas e temário central dos debates contemporâneos sobre o uso sustentável de recursos e preservação da biodiversidade; 6) Biopirataria e natureza como patrimônio nacional; 7) As relações entre saúde e ambiente na história das pesquisas cientificas sobre pragas agrícolas e agrotóxicos; 8) Saberes científicos sobre o mundo natural como cartografia e geografia, botânica, agronomia e história natural, ecologia e biogeografia, evolução e genética. Conforme os organizadores na história ambiental, destacam-se como objetos o exame das paisagens e ambientes naturais do passado, a investigação dos modos humanos de produção econômica e seu impacto sobre o ambiente, a história de movimentos políticos e das iniciativas legais de proteção ambiental, a discussão sobre as escolhas que foram feitas em termos de usos de recursos naturais e suas consequências contemporâneas, tais como desastres ambientais, a história das ideias, dos discursos e das representações sobre o mundo natural, articulando dimensões orgânicas, sociotécnicas, políticas, culturais, econômicas, enfim, as que são construídas pela mão humana e as que são tidas como 'naturais', do mundo palpável. É nesse campo de possibilidades de pesquisa que a história ambiental encontra-se com a história da ciência, porque ambas estão trabalhando com preocupações semelhantes, tais como as sensibilidades sobre os modos de conhecer o passado das relações entre humanos e mundo natural; as semelhanças e diferenças, rupturas e continuidades entre escolhas e circunstâncias do passado e do presente em termos ecológicos; os papéis, discursos, autoridades e mediações preexistentes na construção do conhecimento sobre o humano e o não humano, ou ainda sobre as modalidades utilizadas para conhecer essas mesmas relações. Nesse sentido, pretende-se construir o diálogo entre esses dois campos a partir de temas diversos, com a finalidade de aprofundar interpretações sobre as interações humano-naturais. O Simpósio Temático pretende reunir pesquisadores e estudantes dedicados a essas temáticas, mas buscando aprofundar essas vertentes por meio do diálogo entre diferentes abordagens e estudos de caso. Nossa intenção é contribuir para a reflexão e discussão sobre as formas pelas quais disciplinas científicas e cientistas foram importantes para a criação e a consolidação de agendas e instituições que configuraram tentativas de conhecer e regulamentar a exploração dos recursos naturais, especialmente no Brasil. Fonte
2º - O mini-simpósio 54: História Ambiental: espaço, território e natureza, sob coordenação do Dr. Haruf Salmen Espíndola (Univale) e do Dr. Marcos Gerhardt (Universidade de Passo Fundo) tratarão de analisar, dentro dos desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais do mundo contemporâneo são temáticas que exigem estudos no campo da História. A História Ambiental é um lugar privilegiado para abordar tais discussões. Esta proposta envolve múltiplos temas, que relacionam os estudos das relações entre sociedade e natureza, desde a reconstrução do mundo natural até suas mais diversas representações e usos: discursos, práticas, tecnologia e ciências, percepções do mundo natural. A proposta é reunir os estudos relacionados aos aspectos entre espaço, território e natureza, às dimensões socioambientais dos fenômenos migratórios; aos processos de ordenamento sanitário e de saúde pública; aos aspectos normativos, ideológicos e de mentalidade relacionados à apropriação espacial; às questões de identidade cultural imbricadas na formação, percepção e reconstrução de paisagens; as reconfigurações dos ecossistemas naturais em ecossistemas domesticados e/ou ecossistemas agroecológicos. São 10 anos de simpósio temático, desde o pioneiro que foi realizado em 2005, no XXIII Simpósio Nacional de História, em Londrina. A proposta é reunir trabalhos no campo da História Ambiental, que investigam as relações entre História, Espaço, Território e Natureza. Em 10 anos o simpósio reuniu diversos trabalhos do campo da História Ambiental, envolvendo os mais diversos aspectos históricos, demográficos e ambientais relacionados à formação histórica do território; aos fenômenos migratórios; aos processos de ordenamento sanitário e de saúde pública; aos aspectos normativos, ideológicos e de mentalidade. Consideramos fundamental o diálogo reflexivo da relação História, Natureza e Território. Uma premissa dos historiadores ambientais é reconhecer que os atos humanos acontecem dentro de uma rede de relações, processos e sistemas que são tão naturais quanto são culturais. A apropriação da natureza se dá de forma produtiva e cognitiva, constituindo-se um processo de territorialização. É a presença humana que produz a configuração do território e das territorialidades, por meio de processos sociais que respondem a condições e forças locais e a condicionamentos e forças externas, bem como ao conjunto de relações e pontos de ligação que se estabelecem entre os de dentro e com agentes em diferentes escalas. O território resultante se torna, ele próprio, uma força condicionante das ações futuras, favorecendo-as ou dificultando-as. Os territórios e as territorialidades se formam heterogêneos, justapostos e sobrepostos, fundados nas contradições sociais, nas relações de poder, na diversidade cultural, nas relações ambientais e na biodiversidade. Território não se confunde com o espaço ou lugar, pois é relação e está ligado à ideia de domínio, ao poder e ao controle do acesso, independente se a referência é um poder estatal, de grupo ou de empresa. Nesse sentido, a proposta também busca enfatizar os grupos sociais, as relações de poder e a cultura que se materializam no espaço e delimitam territórios, formas as territorialidades e seus usos nos campos políticos e das representações, dos conflito e da diversidade cultural. Isso inclui a dimensão simbólica, na medida em que a apropriação também é feita por meio do imaginário e da identidade subjetiva com o espaço. Fonte.
3º - O mini-simpósio 55: História Ambiental: política e sociedade, sob coordenação do Dr. Erípedes Antonio Funes (Universidade Federal do Ceará) e do Dr. Paulo Henrique Martinez (Universidade Estadual Paulista). Na dimensão vida política e da vida social a História Ambiental confere atenção a diferentes níveis de aprofundamento teórico e empírico, temporalidades, fontes e perspectivas metodológicas. A intenção é alcançar a compreensão de uma multiplicidade de elementos nas relações entre a sociedade política, o Estado nacional e a comunidade internacional e a sociedade civil, do local ao global. No arco de interesses e preocupações desta proposta estão contempladas: a legislação ambiental, as políticas públicas, práticas e projetos de sustentabilidade ambiental, social e econômica, conflitos sociais, ideias e programas de transformação social de motivação ambiental, as questões urbanas, relações internacionais, ações e agentes individuais e coletivos da conservação da natureza, entre outras inúmeras combinações sociais e políticas que desafiam o conhecimento histórico no século XXI. Os desafios da sustentabilidade, os movimentos sociais e as ameaças naturais no mundo contemporâneo são temáticas que estimulam os estudos no campo da História Ambiental. A História Ambiental é uma abordagem em construção na compreensão de tais discussões e debates. A proposta deste Simpósio Temático envolve múltiplos objetos de investigação e relaciona os estudos das relações entre sociedade e natureza, desde a reconstrução do mundo natural até suas mais diversas representações e usos sociais, como discursos, práticas, tecnologias e ciências, percepções do mundo natural. A organização do GT Nacional - História Ambiental junto à Associação Nacional de História (ANPUH), durante o Encontro ocorrido em Natal (2013), seguida da ampliação desta organização na criação de Grupos de Trabalho em estados como Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, e outros em formação, como em Brasília e no Ceará , têm facilitado a identificação e a aglutinação de núcleos de interesses temáticos e de ações institucionais – publicações, grupos de pesquisa, seminários, orientação de estudantes de graduação e de pós-graduação, diálogos interdisciplinares, intercâmbios internacionais. O esforço em maximizar estas oportunidades e incentivar a interação acadêmica entre os estudiosos de História Ambiental resultou na proposição de Simpósios Temáticos que incidem sobre questões e objetos de pesquisa mais delimitados e precisos, contribuindo assim para a consolidação e o aprimoramento dos debates e dos encontros da ANPUH como espaço privilegiado para a reflexão, difusão e apreciação coletiva do desenvolvimento desta abordagem na historiografia nacional e estrangeira. Fonte
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Anais da XXI Semana Acadêmica de História 2014 - ISSN 2358-5838-6
Para os apresentadores de trabalho do mini-simpósio História Ambiental em Foco I da XXI Semana Acadêmica de História da FURB (2014), segue o link para acessar os Anais do evento (clique aqui). Nesta postagem serão divulgados os trabalhos de História Ambiental publicados nos anais do evento:
XXI Semana Acadêmica de História “Ensinar e Pesquisar História: dilemas, desafios e perspectivas”. De 5 a 9 de Maio de 2014, Blumenau/SC. Ano I, Número 1. ISSN: 2358-5838 6
Simpósio Temático 1 – HISTÓRIA AMBIENTAL EM FOCO
Coordenador: Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos
Moderador: Gabriel Pierre de Souza
A “Grande Odisseia Alasquiana”: A influência de Thoreau em Christopher
Mccandless num contato mais verdadeiro com a natureza
Gabriel Pierri de Souza (Acadêmico do Curso de História - FURB)
Resumo: A História Ambiental estuda as relações entre os seres humanos e a natureza,
tentando sensibilizar e quebrar a dicotomia existente no senso comum. Portanto este
trabalho tem como propósito estabelecer uma aproximação dos escritos de Henry David
Thoreau a partir de 1845 e suas influências na aventura de um garoto estadunidense,
Christopher McCandless, que deixou o conforto da modernidade de sua casa em 1990
para atravessar o país e viver no que ele mesmo alega ser uma paisagem que o homem
ainda não tocou bruscamente, o Alasca, ao qual o jornalista Jon Krakauer relatou em
forma de livro com o nome de Na natureza selvagem (1996). Thoreau foi um autor
estadunidense, conhecido por seu livro Walden ou a vida nos bosques (1854), uma
reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza, e por seu ensaio Desobediência
Civil (1849), com a ideia de oposição ao Estado. Entre suas contribuições mais
influentes encontravam-se seus escritos sobre história natural e filosofia, onde ele
antecipou os métodos e preocupações da ecologia e do ambientalismo. Sua “Odisséia
alasquiana” inspirou indivíduos a viverem com o mínimo, apenas usufruindo os
recursos naturais como subsistência, sem o excesso de consumo produzido pela
sociedade moderna, contribuindo na conservação e admiração da natureza.
Palavras-chave: História Ambiental; Odisséia Alasquiana; Consumo.
História e Memória Ambiental da serraria São Francisco (Parque Nacional da
Serra do Itajaí, Blumenau, SC)
Kahina Thirsa Hostin (Acadêmica do Curso de História - FURB)
Resumo: Tendo por objetivo compreender e registrar a história e memória ambiental da
exploração madeireira realizada pela Madeireira e Transportadora São Francisco LTDA,
que atuou em meados do século XX na região sul do município de Blumenau, com sua
sede localizada na Segunda Várzea do Ribeirão Garcia, onde atualmente é a sede do
Parque Nacional da Serra do Itajaí (PNSI). Portanto, ligado à história do próprio parque,
este trabalho utilizou-se principalmente do resgate das memórias de moradores da
localidade da Nova Rússia, no entorno do PNSI. A serraria São Francisco, de
propriedade de Olídio Martinhago, vulgo Lageano, foi uma importante exploradora da
Mata Atlântica da localidade, tendo introduzido novos maquinário de trabalho, foi
responsável por uma modernização na região, e também na abertura de estradas e
trazendo novos trabalhadores, alguns especializados na exploração madeireira, para
morarem nas imediações. Atuou formalmente na Nova Rússia do início da década de
1970 até janeiro de 1985 e, portanto, seu estudo se faz importante para a compreensão
da atuação das serrarias locais, inclusive durante a implantação de leis de proteção
ambiental, até a criação do Parque ecológico, e sua influência na transformação tanto da
paisagem local quanto na vida das comunidades desta região.
Palavras-chave: Serraria; São Francisco; Madeira; História Ambiental.
A caça à baleia e o desenvolvimento urbano no Brasil colonial.
Marcella Faustino Fernandes Bacha (UFRJ)
Resumo: O início da instalação de armações baleeiras no Brasil se deu no ano de 1603,
no Recôncavo Baiano. Em 1614, ao perceber a elevada lucratividade desse
empreendimento, a coroa portuguesa estabeleceu o monopólio sobre a caça e tornou a
baleia um “peixe real”. O principal produto extraído, o óleo, também conhecido como
“azeite de peixe”, era mais utilizado para abastecer lampiões na iluminação urbana,
influenciando muito o cotidiano colonial brasileiro, visto que, durante a noite, só havia a
luz dos lampiões para realizar atividades, se houvesse óleo de baleia para acendê-lo. No
período, era grande a dependência de recursos vindos da metrópole e de custo muito
elevado. Integrava, ainda, a produção de velas, tecido, tinta e sabão. Tem-se outra
utilidade desta matéria prima na construção civil: embora tenha se difundido a ideia de
uso como aglutinante, estudos recentes demonstram o equívoco dessa teoria, mas, ainda
assim, empregava-se a borra – resíduo ou depósito do cozimento da gordura da baleia –
como hidrorrepelente para a edificação, principalmente em locais com umidade elevada.
A exploração da baleia teve papel ativo nos primórdios da formação do Brasil, e a caça
praticada a partir de então quase levou esses mamíferos à extinção.
Palavras-chave: Caça a baleia; Urbanização Brasileira; Baleia como matéria prima.
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí: 10 anos historiando o
Vale do Itajaí-SC.
Martin Stabel Garrote, Gilberto Friedenreich dos Santos, Vanessa Dambrowski
(Universidade Regional de Blumenau, Grupo de Pesquisas de História Ambiental do
Vale do Itajaí).
Resumo: Durante as aulas de Geografia Física ministrada pelo professor Gilberto
Friedenreich dos Santos em 2003, estudante e professor deram início ao que viria se
transformar em um Laboratório de História Ambienta na Universidade Regional de
Blumenau. O objetivo do artigo é apresentar a história de formação e desenvolvimento
do Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí - GPHAVI. Foi descrita
uma síntese conceitual da História Ambiental, a história do grupo e as atividades de
ensino, pesquisa e extensão realizadas de 2004 até 2014.Foram levantadas fontes
documentais no acervo do GPHAVI, e estas organizadas cronologicamente construindo
um panorama histórico da atuação do grupo em seus 10 anos de existência.O grupo
começou a ser pensado em 2001 e em 5 de junho de 2003 foi criado pelos
pesquisadores Martin S. Garrote, e Gilberto F. dos Santos. A partir de 2006 passa a
integrar o grupo a bióloga Vanessa Dambrowski. Em 2007 o grupo passou a investigar a
História Ambiental de: Unidades de Conservação, exploração mineral, madeireira e
estudos de povos tradicionais do Vale do Itajaí, assim como realizar atividades de
extensão. Em 2014 o GPHAVI passa desenvolver atividades junto com o Programa de
Pós-graduação em Desenvolvimento Regional.
Palavras-Chaves: Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí;
História Ambiental; Atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Os viajantes do século XIX e suas percepções do meio ambiente no Vale do Itajaí
(SC)
Nícollas Voss Reis (Acadêmico do Curso de História - FURB)
Resumo: O Vale do Itajaí no século XIX, início da colonização europeia, apresentava
um caráter natural que fascinava os viajantes europeus que por ali passavam. Através
das práticas da escrita os viajantes registraram observações e investigações muitas vezes
com o intuito de publicar em periódicos europeus, contribuindo para a construção da
memória coletiva deste processo de imigração, que hoje está disponível para consulta
em publicações de artigos, livros e jornais traduzidos. Desta maneira foram levantadas e
consultadas diversas publicações, sendo as informações coletadas, exploradas e
classificadas sobre um olhar historiográfico que contemplasse as características naturais,
considerando os aspectos florísticos, faunísticos, geográficos, paisagísticos e do uso dos
recursos naturais. Esses importantes relatos constituem parte das fontes de informações
para os estudos da História Ambiental do Vale do Itajaí no século XIX, pois, geralmente
apresentam informações e descrições ricas sobre economia, cultura, costumes, crenças,
além da paisagem e das relações com o meio natural de um determinado período. A
partir destes registros, podemos observar os mais diversos interesses na região do Vale
do Itajaí, assim como as mais diversas impressões e representações do meio ambiente.
Palavras-chave: Vale do Itajaí; Século XIX; Relatos dos Viajantes; História
Ambiental.
História Oral como suporte no registro de bioindicadores na Microbacia
Hidrográfica do Rio Sagrado, Morretes (PR)
Shimene Feuser (FURB)
Resumo: A ação do homem sobre o meio ambiente tem provocado uma situação de
completa alteração das características naturais, cujo resultado quando somado às
problemáticas políticas, sociais e econômicas, tem efeito negativo para saúde pública e
qualidade de vida da população. O uso do indicador para alimentação contínua do
processo de planejamento, como instrumento de participação e no desenvolvimento de
políticas públicas, são pontos cruciais na implantação, manutenção e monitoramento de
um plano de desenvolvimento sustentável. Este trabalho teve como objetivo geral o
registro de bioindicadores apoiado pela história oral na localidade de Rio Sagrado,
Morretes - PR. Objetivos específicos foram divididos em etapas: a) realização de
entrevistas com moradores da localidade para obtenção de informações ambientais
locais; b) observações in loco e registros para confirmação das informações obtidas; c)
identificação de insetos, reconhecendo sua importância como bioindicador. A
metodologia consistiu em revisão bibliográfica e obtenção de dados primários através
de entrevistas e registros fotográficos. Os resultados evidenciaram a importância deste
estudo na demonstração da biodiversidade local, sendo desmatamento e aplicação de
defensivos químicos apontados como os maiores conflitos locais.
Palavras-chave: bioindicadores; História Oral; Classe insecta; Microbacia hidrográfica
do Rio Sagrado.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Resumo das atividades do grupo em 2014
Ao iniciar 2015 vale lembrar algumas das principais atividades desenvolvidas pelo GPHAVI em 2014:
De janeiro a dezembro aconteceu....
- Gilberto passa a integrar o quadro de docente do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional, lecionando e orientando dissertações e teses. Leia mais em GPHAVI realizará em 2014 atividades de pós-graduação.
- Gilberto e Gabriel coordenam simpósio temático de História Ambiental na Semana Acadêmica de História. Leia mais.
- Parceria estabelecida entre grupos de pesquisa GPHAVI - FURB e GEPHAE - UNESC, ver mais.
- Grupo cria canal de vídeos com a ferramenta YOUTUBE para divulgar seus trabalhos pesquisados e demais atividades. Ver mais.
- GPHAVI completa 11 anos de atividades. Ver mais.
- Pesquisador Martin apresenta seu estudo de conclusão de curso em Ciências Sociais. Ver mais.
- Reunião em Dona Emma marca inicia de parceria de pesquisas entre GPHAVI e Centro de Memória do município.
- Projetos aprovados em programas de Iniciação Científica investigam a História Ambiental de Unidades de Conservação e iniciam atividades da parceria entre o GPHAVI e o Centro de Memória do Município de Dona Emma. Ver aqui.
- A pesquisadora Vanessa defende sua dissertação apresentando modelos computacionais sobre as invasões da uva do japão e do girassol mexicano em Santa Catarina. Ler mais.
- Bolsistas apresentam estudos na 8º Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extesão da FURB. Ver mais.
- Pesquisa sobre a História Ambiental da Rizicultura em Doutor Pedrinho-SC é divulgada por grupo de bolsistas e pesquisadores. Ver mais.
- Pesquisadores do grupo ingressam no Doutorado de História Ambiental. Ver mais.
- Pesquisadores do grupo passam a integrar o Grupo de Trabalho de História Ambiental da Associação Nacional dos Historiadores. Vem mais.
- Bolsistas e pesquisadores participam do 3º Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações e tem trabalhos premiados. Vem mais.
- Nicolas Voss Reis apresenta seu TCC com temativa voltada para História Ambiental e Desastres Socioambientais. Ver mais.
O nosso espaço de divulgação, este blog, obteve em janeiro de 2015 um total de 25935 acessos, sendo que em 2014 houveram 7285 acessos, o que demonstra o interesse da comunidade nas atividades de História Ambiental desenvolvidas pelo grupo. O gráfico a seguir mostra o fluxo das visitas assim como o mapa de origem dos acessos/visitas.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Encerramento de confraternização
Realizada em um dos Quiosques da Ad Hering na Agua Verde Blumenau, os integrantes do grupo e convidados confraternizaram um jantar de encerramento de atividades do grupo.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
TCC aborda História Ambiental e Desastre Socioambiental na Comunidade Araranguá em Blumenau-SC
Foi apresentado no pelo acadêmico de História Nicollas Voss Reis a pesquisa: MEMÓRIAS DOS CONFLITOS AMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SC: DO PROCESSO HISTÓRICO DE OCUPAÇÃO AO DESASTRE SOCIOAMBIENTAL NO ANO DE 2008. A pesquisa foi iniciada através de um projeto de Iniciação Científica pelo PIPe (Art. 170 Estado de Santa Catarina) em 2014 e dela o estudante de história e bolsista do grupo, sob orientação do pesquisador Martin Stabel Garrote desenvolveu seu estudo de conclusão de curso. O desastre socioambiental ocorrido no ano de 2008 em Blumenau (SC) é considerado um dos maiores fenômenos ambientais já registrados no sul do Brasil, deixando marcas na memória dos moradores do município. No estudo, Nicollas apresenta a História e os conflitos ambientais presentes nas memórias dos moradores de em um dos perímetros mais atingidos, a comunidade da Rua Araranguá.
Conforme Nicollas, as abordagens teóricas utilizadas no trabalho tornaram possível compreender os fatores que corroboraram com o desastre socioambiental na região, assim como apresenta o contexto histórico da comunidade que praticamente não possuía relatos ou registros. Nesse ponto, essa proposta contribui para os avanços dos estudos dos desastres, que mesmo tão frequentes no Estado, e que pouco a pouco passam a ser debatidos também pelos historiadores além dos da História Ambiental.
Para conferir o trabalho completo do Nicollas clique aqui (em breve disponível na biblioteca online da FURB)
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Grupo participa do 3º Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações
Aconteceu nos dias 05 a 07 de novembro de 2014 na Universidade Federal de Santa Catarina o 3° Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações. O Simpósio foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação em História e o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, através do Grupo de Pesquisa Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (LABIMHA)
No 3° Simpósio foram tratadas várias temáticas de História Ambiental e Migrações, de diferentes períodos e regiões do globo e comtemplando pesquisas e pesquisadores de várias áreas do conhecimento.
O GPHAVI teve sua participação representada pelos pesquisadores: Gilberto Friedenreich dos Santos (Geógrafo), Martin Stabel Garrote(Historiador e Cientista Social), Vanessa Dambrowski (Bióloga), Aline Donata Dickmann (Assistente Social) e pelos acadêmicos Gabriel Pierri de Souza, Kahina Thirsa Hostin (Curso de História), Francisco José Matias (Curso de Música), Ana Carolina Guztzazky (Ciências Biológicas) e Jaqueline Gonçalves Amaro (Engenharia Florestal).
Foram apresentados pelo GPHAVI quatro trabalhos de Iniciação Científica na categoria Pôster.
- História e Memória Ambiental da Serraria São Francisco (Parque Nacional da Serra do Itajaí, Blumenau, SC).
Apresentadora - Kahina Thirsa Hostin, Programa PIPe (Demais autores - Gilberto Friedenreich dos Santos, Vanessa Dambrowski e Martin Stabel Garrote).
- A História da criação e implantação do Parque Nacional da Serra do Itajaí e os conflitos de interesses sobre o uso e conservação da região (Vale do Itajaí – SC).
Apresentadora - Aline Donata Dickmann, Programa PIBIC/FURB (Demais autores - Rubens Vinícius da Silva, Gilberto Friedenreich dos Santos, Martin Stabel Garrote, Vanessa Dambrowski e Jaqueline Gonçalves Amaro).
- História e memória ambiental das antigas serrarias do território do Parque Nacional da Serra do Itajaí (Santa Catarina, Vale do Itajaí).
Apresentador - Gabriel Pierri de Souza, Programa PIPe (Demais autores - Francisco José Matias, Gilberto Friedenreich dos Santos, Vanessa Dambrowski e Martin Stabel Garrote).
- Estudos sobre a história ambiental dos usos da avifauna do Parque Nacional Serra do Itajaí (SC), nos municípios de Blumenau, Botuverá e Guabiruba.
Apresentador - Francisco José Matias, Programa PIBIC/CNPQ (Demais autores -Vanessa Dambrowski, Carlos Eduardo Zimmermann, Martin Stabel Garrote, Ana Carolina Guztzazky e Gilberto Friedenreich dos Santos).
Os Estudos sobre a história ambiental dos usos da avifauna do PNSI e demais trabalhos resultantes contaram com a participação do Pesquisador Carlos Eduardo Zimmermann Biólogo, Mestre em Recursos Genéticos Vegetais, pesquisador do Laboratório de Ecologia e Ornitologia (LABEO/FURB).
No intuito de incentivar a IC e a participação de acadêmicos de graduação no Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações a organização premiou cinco trabalhos apresentados na modalidade Pôster. O GPHAVI foi contemplado com três premiações. Foram premiados os Pôsteres apresentados por Kahina Thirsa, Aline Donata Dickmann, e Francisco Matias, que receberam livros organizados e publicados pelo Grupo de Pesquisa Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (LABIMHA).
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Pesquisadores no Doutorado em Desenvolvimento Regional
Divulgado a relação dos aprovados no processo seletivo do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional da FURB. Entre os selecionados estão os pesquisadores Nelson Afonso Garcia Santos e Martin Stabel Garrote. Acesse o resultado aqui.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
GT Nacional de História Ambiental
Já está no ar desde setembro a página do Grupo de Trabalho de História Ambiental, vinculado na ANPUH, e aberto aos pesquisadores da área. O objetivo é centralizar as atividades referentes a eventos e investigações dos GT Estaduais para promover e desenvolver a área. Os pesquisadores Vanessa, Gilberto e Martin passaram a integrar o grupo. Acesse e conheça as atividades de História Ambiental e dos GTs Estaduais de História Ambiental em gthistoriaambiental.com.br. Também foi criado um grupo de discussões, de troca de mensagens para facilitar a comunicação entre os membro. Os interessados devem acessar https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/historiaambiental/info.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Bolsistas do grupo apresentam resultados na 8º Mostra Integrada Ensino Pesquisa e Extensão - MIPE
O MIPE aconteceu entre 17 e 19 de setembro deste ano e os bolsistas de Iniciação Científica do grupo tiveram a oportunidade de divulgar os resultados de suas pesquisas:
- A HISTÓRIA AMBIENTAL DA RIZICULTURA EM DOUTOR PEDRINHO-SC de autoria de Ana Paula de Castilho, Gean Marcarini, Joyce Purim; Tainá Buzzi, Gilberto Friedenreich dos Santos e Ana Cláudia Moser. Pesquisa com recursos PIBIC/CNPq Junior.
- ESTUDOS SOBRE A HISTÓRIA AMBIENTAL DOS USOS DA AVIFAUNA DO PARQUE NACIONAL SERRA DO ITAJAÍ (SC), NOS MUNICÍPIOS DE BLUMENAU, BOTUVERÁ E GUABIRUBA, com autoria de Francisco José Matias; Gilberto Friedenreich dos Santos; Martin Stabel Garrote; Vanessa Dambrowski. Pesquisa com recursos PIBIC/CNPq
- INVESTIGANDO A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (VALE DO ITAJAÍ - SC), de autoria de Rubens Vinícius da Silva; Gilberto Friedenreich dos Santos; Vanessa Dambrowski; Martin Stabel Garrote. Pesquisa com recursos PIBIC/FURB
- HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS ANTIGAS SERRARIAS DO TERRITÓRIO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) de autoria de Francisco José Matias; Gilberto Friedenreich dos Santos; Gabriel Pierri de Souza; Martin Stabel Garrote. Pesquisa com recursos do PIPe Art. 170, Estado de Santa Catarina.
- HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS ANTIGAS SERRARIAS DO TERRITÓRIO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) de autoria de Gabriel Pierri de Souza; Gilberto Friedenreich dos Santos; Martin Stabel Garrote; Vanessa Dambrowski; Francisco José Matias. Pesquisa com recursos do PIPe Art. 170, Estado de Santa Catarina.
- HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DA SERRARIA SÃO FRANCISCO (PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ, BLUMENAU, SC) de autoria de Kahina Thirsa Hostin; Gilberto Friedenreich dos Santos; Martin Stabel Garrote, Vanessa Dambrowski.
Para conhecer os textos destes estudos acessar os Anais do 8º MIPE. Durante o ano de 2015 serão divulgados os artigos na integra dos referidos estudos.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Estudantes e pesquisadores publicam resumo da pesquisa CNPq realizada em Doutor Pedrinho-SC.
Nos últimos dois anos a pesquisa A HISTÓRIA AMBIENTAL DA RIZICULTURA EM DOUTOR PEDRINHO-SC vem sendo desenvolvida sob coordenação da pesquisadora Ana Claudia Moser e orientação do professor Gilberto Friedenreich dos Santos.
A pesquisa foi iniciada por Ana em seu Trabalho de Conclusão de Curso, e durante suas atividades docentes na Escola de Educação Básica Frei Lucínio Korte, em Doutor Pedrinho, com parceria do GPHAVI ampliou os estudos da História Ambiental da Rizicultura inserindo os jovens do ensino médio diretamente na pesquisa acadêmica com o PIBIC/CNPq Ensino Médio. Os resultados foram divulgados nos Anais da 8º Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão da FURB. Veja o resultado:
A HISTÓRIA AMBIENTAL DA RIZICULTURA EM DOUTOR PEDRINHO-SC
Ana Paula de Castilho, Gean Marcarini, Joyce Purim; Tainá Buzzi; Gilberto Friedenreich dos Santos; Ana Cláudia Moser
O município de Doutor Pedrinho localiza-se no Alto Vale do Rio Itajaí-açu, na bacia hidrográfica do Rio Benedito. Analisa-se a história ambiental da rizicultura no município com o propósito de explicar o papel que a tecnologia desempenha no agravamento dos problemas ambientais da região. A metodologia de pesquisa é composta por três etapas: levantamento de dados primários, realização de entrevistas semi-estruturadas e observação sistemática e participante no contexto da rizicultura. Dividiu-se o processo de desenvolvimento da rizicultura em três padrões de acordo com a inserção de novas tecnologias no cultivo. O primeiro padrão corresponde ao período de inserção do cultivo e corresponde a meados da década de 1920 até meados da década de 1950. Entre as características observadas nesse período destaca-se a proximidade do agricultor com a natureza, pois poucos eram as ferramentas tecnológicas disponíveis e o sucesso do cultivo dependia da observação sistemática da natureza e do acompanhamento de todo o processo de cultivo de maneira próxima. Segundo os entrevistados esse período foi marcado pelo trabalho manual. A partir da década de1960 a introdução dos tratores no processo produtivo e a intensificação da participação da extensão rural marcam o início de um novo padrão que perdura até meados da década de 1980. De acordo com os entrevistados o número de pessoas envolvidas no cultivo diminui significativamente nesse período. Na medida em que novas tecnologias são inseridas e a extensão rural passa a participar de forma mais ativa no processo produtivo, o agricultor distancia-se gradativamente da natureza. Simultaneamente os impactos do cultivo agravam-se. A intensificação do uso de agroquímicos, sementes selecionadas e de equipamentos agrícolas próprios para o cultivo de arroz a partir da década de 1990 marcam o terceiro padrão de desenvolvimento e segue até os dias de hoje. Com a intensificação do uso dos equipamentos e implementos consolida-se o distanciamento do agricultor da natureza, assim como os impactos ambientais causados pelo cultivo. As consequências dessa interação sociedade e natureza ampliaram os impactos ambientais proporcionalmente à modernização do sistema produtivo. Contudo, é necessário destacar a percepção nos discursos dos entrevistados e nos documentos analisados até então, que, nos últimos anos formas de compreender e minimizar os impactos da irrigação tem sido procuradas e debatidas pelos agricultores e pelas instituições ligadas a eles (como Cooperativas e a EPAGRI).
Fonte Financiadora: PIBIC CNPq EM / FURB / GPHAVI.
Anais do MIPE: www.furb.br/_upl/files/especiais/mipe/2014/Resumos%20pesquisa_anais.pdf
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Pesquisador do grupo realiza oficina de História Ambiental no Interação FURB
No dia 10 de setembro o grupo através do pesquisador e professor do Departamento de Ciências Sociais e Filosofia Martin ministrou a oficina "Pesquisando a sociedade e natureza no Vale do Itajaí" na 10º Interação FURB, evento destinado a apresentar a universidade a estudantes do ensino médio da região. A oficina contou com 12 estudantes interessados no tema e dois estudantes da graduação de Ciências Sociais como monitores (Hugo e Bruna). Foi apresentado o grupo, as possibilidades de pesquisa e como um estudante de Ciências Sociais, História, Geografia, Ciências Biológicas e demais podem de forma interdisciplinar desvendar como ocorreram as interações entre a sociedade e o ambiente no Vale do Itajaí através das abordagens da Sociologia e História Ambiental.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Pesquisadora defende dissertação apresentando modelos computacionais sobre invasões de espécies exóticas
No dia 06 deste mês a pesquisadora do grupo Vanessa Dambrowski defende a dissertação em Engenharia Florestal intitulada MODELAGEM DE NICHO POTENCIAL PARA AS ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS Tithonia diversifolia E Hovenia dulcis EM SANTA CATARINA. Confira o trabalho completo aqui
sábado, 9 de agosto de 2014
FURB terá curso de Licenciatura de Geografia a partir de 2015
Nota publicada em 8/08
O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da FURB aprovou por unanimidade a oferta do curso de Licenciatura em Geografia. O projeto, que tramitava desde 2013, lembra que a FURB possui um Departamento de História e Geografia e oferta o curso de História desde 1987, porém, nunca criou o curso de Geografia. Sidirley de Jesus Barreto, relator do parecer CEPE, lembra que em 2001, a Univali chegou a ofertar o curso de Geografia na modalidade Magister, em Blumenau, e, naquele mesmo ano, uma comissão apresentou um projeto de criação do curso de Geografia na FURB, algo que não vingou e foi arquivado.
O perfil desejado para o formado no curso de Licenciatura em Geografia da FURB é o de professor-pesquisador que atue criticamente e que possa contribuir para a compreensão e explicação da espacialidade do Vale do Itajaí, e consolidando a FURB como uma instituição de referência em formação de professores para as disciplinas da Educação Básica.
O relator lembra ainda que a Geografia transita pela FURB na graduação e por Programas Stricto Sensu. Na Biblioteca Central, por exemplo, há mais de 2 mil títulos específicos da Geografia e mais de 1 mil outros de áreas afins.
A perspectiva é que o curso de Licenciatura em Geografia seja oferecido em 2015.
http://www.furb.br/web/1704/noticias/cepe-aprova-criacao-do-curso-de-licenciatura-em-geografia/3469
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Pesquisador apresenta em TCC resultados de pesquisa sobre a História Ambiental das comunidades ao Sul do do Parque Nacional da Serra do Itajaí
O pesquisador Martin graduou-se em Licenciado e Bacharel em Ciências Sociais realizado pela PARFOR/CAPES na FURB. Neste dia apresentou seu trabalho de conclusão de curso intitulado INTERAÇÕES HUMANAS NA FLORESTA ATLÂNTICA NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ: COMUNIDADES DE APIUNA, VIDAL RAMOS, PRESIDENTE NEREU E BOTUVERÁ-SC. A banca foi composta pelos professores Darlei de Andrade Dulesko, Nelson Afonso Garcia Santos e por Gilberto Friedenreich dos Santos.
O trabalho, orientado pelo professor Gilberto, teve como finalidade concentrar os resultados coletados nos últimos 3 anos de pesquisa nestas localidades. Durante esse processo foram realizadas 4 Iniciações Cientificas com recursos do FUNDES - SC, e PIPe - SC, e FAPESC. Segundo o pesquisador, a área foi investigada tendo a História Ambiental e a Sociologia Ambiental como bases teóricas e metodológicas. Nas fontes estudadas sempre esteve presente no desenvolvimento das comunidades a exploração econômica da natureza. A região do estudo foi ocupada e explorada em sincronia com os ciclos econômicos
regionais, principalmente relacionados ao da madeira e do fumo. A exploração ocorreu de forma desordenada e vem provocando a escassez dos recursos das comunidades, contaminação por agroquímicos, e provocando desequilíbrio ambiental. Para ver mais acesse aqui.

regionais, principalmente relacionados ao da madeira e do fumo. A exploração ocorreu de forma desordenada e vem provocando a escassez dos recursos das comunidades, contaminação por agroquímicos, e provocando desequilíbrio ambiental. Para ver mais acesse aqui.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Projetos aprovados para 2014-2015 de História Ambiental
É com satisfação que anunciamos a aprovação de 3 projetos institucionais (Universidade Regional de Blumenau) à serem realizados até agosto de 2015. São eles:
EDITAL PROPEX Nº 05/2014 – PIBIC-EM/CNPq (ver)
Projeto:
As Unidades de Conservação no município de Blumenau (Santa Catarina).
Nesta pesquisa ocorre a parceria com uma escola de Ensino Médio, gerando 1 bolsa remunerada ao estudante bolsista da escola, que passa a integrar a equipe do GPHAVI.
EDITAL PROPEX Nº 01/2014 - PIBIC/CNPq - PIBIC/FURB (ver)
Projetos:
a)Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí.
Pesquisa que gera ao estudante de graduação uma bolsa PIBIC CNPq.
b) O processo histórico de uso do solo como contribuição à história e memória do município de Dona Emma (Vale do Itajaí, Santa Catarina).
Pesquisa que será realizada em parceria com o Centro de Memória de Dona Emma, e possibilita ao estudante de graduação que mora na região uma bolsa PIBIC FURB.
As pesquisas serão realizadas no laboratório do GPHAVI (Campus 1, Bloco R, sala R-109), e em campo de pesquisa, o que condiz a uma dedicação mínima de 20 horas semanais. (observar nos editais problemas de confronto de bolsas, e itens vedados aos bolsistas). Os estudantes interessados nas pesquisas deverão procurar o GPHAVI para obter informações sobre as atividades e obrigações do bolsista. Principais critérios de escolha: Estar regularmente matriculado em uma graduação da FURB (Aprecia-se a interdisciplinaridade), não estar trabalhando ou ter disponível no mínimo 20 horas semanais para cumprir no laboratório e em campo, não possuir bolsa que confronte com a origem orçamentária, ter um perfil autodidata, gostar de ler, escrever, conversar, ter boa observação, experiência em atividades de escritório, assim como o impreterível interesse e experiência nos estudos com a temática das interações sociedade e natureza, e gostar de estar na natureza. No ato da conversa de seleção apresentar cópia de Histórico escolar do curso que faz, e um currículo vitae (ou lattes). Observem os horários de funcionamento de julho, ou agende uma visita através do telefone (47)3321 0438, ou pelo e-mail: gphavi.furb@yahoo.com.br.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Canal de TV GPHAVI
Desde 2010 busca-se com as pesquisas do GPHAVI registrar imagens em vídeo com a finalidade de organizar um acervo de documentários sobre a História Ambiental do Vale do Itajaí. A partir do inicio deste mês foi estabelecido no YOUTUBE um canal para o grupo no endereço: http://www.youtube.com/channel/UCtEvFtqRyPrUzn16h50BpkQ.
O primeiro material divulgado foi o vídeo documentário Memórias do Parque. Através dos resultados de pesquisas realizadas entre 2004-2006 na região da Nova Rússia, entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí, e com o uso de recursos do Fundo Municipal de Apoio a Cultura de Blumenau (Edital 2006), foram coletadas entrevistas com moradores e pesquisadores que contam a história da região.
O documentário é uma produção do Grupo Cinema Documentário, grupo artístico cultural derivado do GPHAVI. A coordenação e pesquisa foi realizada por Martin Stabel Garrote e Vanessa Dambrowski, tendo a direção e produção de Diego Dambrowski.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Parceria é estabelecida com o Grupo de Estudo e Pesquisa de História Ambiental e Educação - GEPHAE
Desde o último Encontro Estadual da ANPUH-SC em 2012, os pesquisadores e historiadores ambientais Carlos Renato Carola (UNESC) e Martin Stabel Garrote (FURB) vem estabelecendo uma parceria entre os grupos de pesquisa que participam. A partir de maio ficou caracterizada a parceria entre o Grupo de Estudos e Pesquisa em História Ambiental e Educação - GEPHAE do curso de História da UNESC - Criciúma, e o Grupo de Pesquisa de História Ambiental do Vale do Itajaí - GPHAVI do curso de História da FURB - Blumenau.
Uma das primeiras atividades dos dois grupos será a coordenação de um GT no Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação: Perspectivas que será realizado na UNESC em Criciúma de 10 a 13 de setembro de 2014. Os pesquisadores com a pesquisadora e professora Cátia Elaine Alves Constant coordenam o Grupo de Trabalho: Crise ambiental e educação na América Latina. A submissão de trabalhos poderá ser feita até dia 30 de junho. Maiores informações acessar no site do evento http://www.unesc.net/portal/capa/index/433/7760/
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação: Perspectivas
Com a missão da UNESC de "Educar, por meio do ensino, pesquisa e extensão, para promover a qualidade e a sustentabilidade do ambiente de vida" e da UNA HCE - Unidade Acadêmica de Humanidades, Ciências e Educação, de “Promover políticas de Ensino, Pesquisa e Extensão nas áreas de Humanidades, Ciências e Educação, de modo articulado e participativo, contribuindo para a emancipação do ser humano e a sustentabilidade ambiental”, o Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação: Perspectivas, que será realizado de 10 a 13 de setembro de 2014, pretende colocar em debate a Educação Contemporânea, sua complexidade, posta enquanto desafios para o século XXI, e o avanço necessário para um ambiente de interação com as diversas esferas sociais que subsidiam empiricamente as construções e troca de saberes: práticas, vivências, metodologias, tecnologias. Para tanto, visa a empreender interlocução entre pesquisadores, profissionais da educação, estudantes de licenciaturas e demais interessados pela temática.
Este evento, portanto, coloca em perspectiva um lugar de e para construção coletiva de conhecimentos, trabalhos colaborativos e parcerias interinstitucionais de modo a evidenciar a incessante busca pela consolidação do Ensino, Pesquisa e Extensão, levando-se em consideração o que se tem produzido nos países ibero-americanos, para serem socializados, problematizados com vistas a encaminhamentos comuns. Maiores informações em:
http://www.unesc.net/portal/capa/index/433/7516/
quinta-feira, 27 de março de 2014
GPHAVI participa com coordenação de Simpósio Temático de História Ambiental na XV Encontro da ANPUH-SC.
(ATENÇÃO - por falta de inscritos a ANPUH-SC cancelou este simpósio temático)
Entre 11 e 14 de agosto de 2014 ocorrerá o
XV Encontro Estadual de História da ANPUH-SC, como tema “1964-2014: Memórias, Testemunhos e Estado” e o II Colóquio Internacional Gênero, Feminismos e Ditaduras no Cone Sul, cuja tematica é uma referência aos 50 anos do golpe que instaurou no Brasil uma ditadura civil-militar. Nesta edição, pela segunda vez o grupo tem participação na organização de Simposio temático, contribuindo com a divulgação dos estudos em História Ambiental. As inscrições para a submissão de trabalhos vai até dia 20 de abril, e os interessados na área da História Ambiental tem a possibilidade de submeter artigos para dois simpósios temáticos específicos da área:
021. História Ambiental: Impactos socioambientais no contexto da ditadura da ordem e do progresso |
| Coordenadores: CARLOS RENATO CAROLA (Doutor(a) - UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense), MARTIN STABEL GARROTE (Mestre(a) - FURB - Universidade Regional de Blumenau) |
002. História Ambiental e Migrações |
| Coordenadores: EUNICE SUELI NODARI (Doutor(a) - Universidade Federal de Santa Catarina), SAMIRA PERUCHI MORETTO (Doutorando(a) - UFSC) |
Na ocasião, os pesquisadores dos respectivos simpósios temáticos participação de reunião do GT de História Ambiental de Santa Catarina, coordenado pela Doutora Eunice Sulei Nodari.
Maiores informações, direto no evento:
GPHAVI coordena Simpósio de História Ambiental na XXI Semana Acadêmica de História - FURB
Sob responsabilidade do professor Gilberto Friedenreich dos Santos e do estudante Gabriel Pierri de Souza foi submetido e aprovado a proposta de Simpósio Temático à coordenação da XXI SAH.
ST 01: 06/05/2014 – Horário: 14:00 as 17:30
Título: História Ambiental em Foco
Proponente: Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos (FURB)
Acadêmico: Gabriel Pierri de Souza
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí - GPHAVI
Resumo: A História Ambiental é uma área interdisciplinar e busca compreender as relações positivas e negativas da interação entre os seres humanos e a natureza de forma não dicotômica, indissociável. A História Ambiental surgiu em decorrência das transformações na História após o movimento dos Annales, e paralelamente pelos anseios dos movimentos sociais ambientalistas e fóruns mundiais sobre a Questão Ambiental. Por volta de 1970, como campo teórico formado se desenvolve na academia. No Brasil a partir de 1980 diversos estudos apresentaram múltiplos enfoques teóricos e metodológicos, assim como novas formas instrumentais e fontes de pesquisas, o que possibilitou trazer a tona novos problemas e rediscutir outros já analisados sob o enfoque da História Ambiental. A História Ambiental preocupa-se em investigar como os ambientes do passado foram transformados, as formas de ocupação e uso dos solos, dos elementos da biodiversidade, os impactos e influências no desenvolvimento da cultura humana. Considerando também as percepções, simbolismos, ideias e valores sobre o mundo natural durante nossa História humana. Por ser uma área interdisciplinar, este simpósio temático possibilita, assim como na História Ambiental, um diálogo com outras disciplinas como a antropologia, a biologia, geografia, geologia, sociologia e principalmente a ecologia e conservação da natureza. Desta forma o objetivo do mini simpósio “História Ambiental em foco”, é promover um espaço de debate e socialização de pesquisas ligadas às relações entre sociedade e natureza de forma interdisciplinar.
Título: História Ambiental em Foco
Proponente: Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos (FURB)
Acadêmico: Gabriel Pierri de Souza
Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí - GPHAVI
Resumo: A História Ambiental é uma área interdisciplinar e busca compreender as relações positivas e negativas da interação entre os seres humanos e a natureza de forma não dicotômica, indissociável. A História Ambiental surgiu em decorrência das transformações na História após o movimento dos Annales, e paralelamente pelos anseios dos movimentos sociais ambientalistas e fóruns mundiais sobre a Questão Ambiental. Por volta de 1970, como campo teórico formado se desenvolve na academia. No Brasil a partir de 1980 diversos estudos apresentaram múltiplos enfoques teóricos e metodológicos, assim como novas formas instrumentais e fontes de pesquisas, o que possibilitou trazer a tona novos problemas e rediscutir outros já analisados sob o enfoque da História Ambiental. A História Ambiental preocupa-se em investigar como os ambientes do passado foram transformados, as formas de ocupação e uso dos solos, dos elementos da biodiversidade, os impactos e influências no desenvolvimento da cultura humana. Considerando também as percepções, simbolismos, ideias e valores sobre o mundo natural durante nossa História humana. Por ser uma área interdisciplinar, este simpósio temático possibilita, assim como na História Ambiental, um diálogo com outras disciplinas como a antropologia, a biologia, geografia, geologia, sociologia e principalmente a ecologia e conservação da natureza. Desta forma o objetivo do mini simpósio “História Ambiental em foco”, é promover um espaço de debate e socialização de pesquisas ligadas às relações entre sociedade e natureza de forma interdisciplinar.
Mais informações em:
http://cahclio.wix.com/xxisemanaacademica
http://proxy.furb.br/soac/index.php/sah/xxisah
quinta-feira, 20 de março de 2014
XXI Semana Acadêmica de História
sábado, 18 de janeiro de 2014
Minicurso: Diálogos entre História Ambiental e História das Ciências: temas e abordagens
No XVI Encontro Regional de História ANPUH-RIO - Saberes e práticas científicas, que ocorrerá de 28/07 e 01/08 de 2014 na Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro esta sendo ofertado o Minicurso Diálogos entre História Ambiental e História das Ciências: temas e abordagens com coordenação de Ingid Fonseca Casazza e Vanessa Pereira da Silva e Mello.
Resumo:
Uma maior percepção dos danos
causados à natureza pela ação humana, sobretudo a partir da década de 1970,
tornou crescente a preocupação da sociedade com a sua preservação. Assim, nesse
período, surgiram movimentos ecológicos que transformaram a ecologia, noção
antes restrita apenas ao mundo acadêmico, em termo amplamente difundido pelos
meios de comunicação. As questões ambientais também ganharam visibilidade
política à medida que os governos eram pressionados por mudanças em relação à
exploração do meio ambiente. E foi nesse contexto que a história ambiental
começou a se desenvolver como campo historiográfico e se institucionalizou na
academia em vários países. A própria contemporaneidade da questão ambiental
tornou necessária a reflexão acerca das maneiras com as quais a sociedade
historicamente construiu sua relação com o mundo natural. No que se refere à
historiografia ambiental brasileira, esta tem sido marcada por análises que
apontam para a importante participação de intelectuais e homens de ciência, dos
séculos XIX e XX, em iniciativas de proteção à natureza do país. A proposta
deste minicurso é discutir esta tendência de examinar a relação entre prática
científica e proteção da natureza como uma característica do contexto nacional.
Além disso, pretende-se apresentar o processo de renovação que ocorreu na
historiografia brasileira das ciências e que trouxe novos temas, objetos e
abordagens para o estudo desse campo. A partir da conformação da disciplina,
após os anos 80, foi elaborada uma nova agenda de pesquisas na qual a relação
entre ciência e natureza passou a ser um dos temas privilegiados. Outra meta é
analisar a natureza como objeto histórico, tratando do surgimento da história
ambiental, suas principais características e o modo como vem sendo abordada
pela historiografia brasileira.
Para inscrições e maiores informações como o programa do minicurso acessar: http://www.encontro2014.rj. anpuh.org/inscricoes/capa
Outras informações em: http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/
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