"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Encerramento 2015

Os integrantes do GPHAVI e LABEO, e convidados, estiveram reunidos confraternizando o encerramento das atividades dos laboratórios na Figueira, espaço dos servidores da Universidade. O encontro iniciou no crepúsculo e encerrou no final da noite.

sábado, 5 de dezembro de 2015

A floresta que nunca foi virgem

A paisagem de hoje é fruto das interações humanas e não humanas com o ambiente. No jornal NEXO, Camilo Rocha apresenta dados de como a Floresta Amazônica era no passado. Veja a matéria completa acessando aqui.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Convite para criação do NEASS - Núcleo de Estudos do Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade

CONVITE
O GPHAVI - Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí, laboratório do Departamento de História e Geografia, Centro e Ciências Humanas e da Comunicação vem convidar professores, pesquisadores, estudantes e comunidade no geral para organizarmos na Universidade Regional de Blumenau o NEASS - Núcleo de Estudos do Ambiente, Sociedade e Sustentabilidade.

Informações da Reunião
Quando: Dia 03/12/2015 a partir das 14:30.
Local: Campus 1 da FURB, Bloco R, sala R-129


O que é o NEASS? Qual o seu objetivo?


A criação desse Núcleo visa reunir grupos de pesquisas, laboratórios, pesquisadores, professores,  estudantes, entidades diversas e comunidades no geral à discutir e propor ações voltadas para a Universidade e região,  sobre a temática das relações, influências, dependências e interdependências e consequências das sociedades e culturas humanas com o ambiente. 

No NEASS serão abordados estudos sobre a Problemática ou Questão Ambiental, Mudanças Climáticas, Desastres Socioambientais, Justiça Sócio Ecológica, Políticas Públicas, Movimentos Ambientalistas e Animalistas, Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental.

A criação do Núcleo é uma resposta às necessidades apontadas na RESOLUÇÃO da FURB n. 053/2014, de 13 de outubro de 2014 que estabelece a Política de Desenvolvimento de Ações Permanentes e Articuladas de Temas Transversais, intitulada PATT. O objetivo do NEASS é atender a resolução PATT e promover os temas transversais do currículo da Educação garantidos por legislações (Lei nº. 10639/2003; Resolução CNE/CP nº. 01, de 17 de junho de 2004; Lei nº. 11645/2008; Resolução CNE/CP nº. 01, de 30 de maio de 2012; as Diretrizes Nacionais para Educação em Direitos Humanos (EDH); a Resolução CEE/SC nº. 174, de 22 de outubro de 2013, a resolução CNE/CP n.4 de 1 de julho de 2015, as Diretrizes Nacionais para Educação Ambiental; o Plano de Desenvolvimento Institucional da FURB, o Projeto Pedagógico Institucional,  os Projetos Pedagógicos de Cursos, os Objetivos do Milênio e as Metas Globais do Desenvolvimento Sustentável da ONU) entre outros temas. E desta forma contribuir com  a universidade inserindo o conhecimento debatido pelos integrantes do núcleo, no PDI, PPI e PPC de graduação, nos Planos de Atividades dos Núcleos Docentes Estruturantes, nos Planos Departamentais, no Projeto Político-Pedagógico do Ensino Médio, no Projeto Político Pedagógico do FURB Idiomas, nos Programas de Pós-Graduação (Lato Sensu e Stricto Sensu), nos programas de extensão, nos programas de cultura, nos cursos sequenciais, em suas diferentes modalidades, assim como na prestação de serviços à comunidade regional através da Universidade.

Assim agende sua participação
A Reunião de Fundação do NEASS será realizada no dia 03/12 às 14h30m na sala R-129. A presença e todos é fundamental. Para maiores informações ligar para (47)3321 0438 - Ramal 438, ou pelo mail gphavi.furb@yahoo.com.br.

Esperamos por você

domingo, 22 de novembro de 2015

Quadro de Avisos online do GPHAVI

Está disponível desde hoje o Quadro de Avisos online do GPHAVI. O objetivo da página é informar pela web aos interessados o planejamento das atividades do grupo, as atividades e datas importantes do laboratório. Para acessar clique aqui.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Mistérios do Alto Garcia

Observações do ecólogo Lauro E. Bacca sobre as mudanças da paisagem no Alto Garcia, hoje território do Parque Nacional da Serra do Itajaí, ajudam a entender a formação da paisagem de hoje.  Alerta o poder publico e sociedade para a conservação de áreas como a Nova Rússia, assim como outras em Blumenau e região. Para ler na integra o texto acesse aqui.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Portal Brasiliana Fotográfica

O Portal Brasiliana Fotográfica é uma iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles e tem como objetivo propiciar um espaço para dar visibilidade, fomentar o debate e reflexão sobre acervos fotográficos e de imagens digitais, abordando o material como fonte primária e patrimônio digital a ser preservado. Para acessar o portal, clique aqui.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

II WORKSHOP RED UNIVERSITARIA DE HISTORIA AMBIENTAL (RUEDHA) 18 e 19 de fevereiro de 2016.

O II Workshop da rede universitária de História Ambiental RUEDHA ocorrerá entre 18 e 19 de fevereiro de 2016 na Universidade de Granada, Espanha. O evento está com chamada e trabalhos tendo como eixos pirncipais os temas: Conflitos Ambientais de processos de mineração; Ecologia Política; Manejo e Agro-ecossistemas; Metabolismo Social; Riscos Ambientais; Justiça Ambiental, etc. Para maiores informações clique aqui.

Primeiro painel do CMU da FURB: organizar, arquivar e preservar











Mais informação aqui

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

VIII Simposio de la Sociedad Latinoamericana y Caribeña de Historia Ambiental











Vai acontecer entre 3 e 5 de agosto de 2016, na cidade Puebla México, o VIII Simpósio da Sociedade Latino americana e Caribenha de História Ambiental. Ver a convocatória do evento aqui. Em breve mais informações.

domingo, 1 de novembro de 2015

Dossiê de História Ambiental no Boletim da AFEHC


Dossiê de História Ambiental é publicado pelo Boletim da Associação para o Fomento de Estudos Históricos em Centro América (ISSN 19543891),  Acesse a publicação aqui.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Pesquisadora do grupo é selecionada no Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional da FURB

Saiu hoje a relação dos selecionados para estudar o doutorado em Desenvolvimento Regional na FURB, e a pesquisadora do grupo Vanessa Dambrowski esta entre os primeiros colocados. Veja o resultado clicando aqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2015









Já está disponível o síte do XVI Encontro Estadual de História da ANPUH - SC, evento que ocorrerá entre 07 e 10 de junho de 2016. Para chegar no site clique aqui

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Deslizamento no entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí, comunidade Nova Rússia

Desde 2008 a encosta do Garcia atrás da casa do Willy vem demonstrando que vem sedendo, fato bem exposto em 2011, e infelizmente em 2015 o encosta se desprendeu e gerou danos materiais as pessoas da localidade. A Nova Rússia é uma região cortada por diversos vales, e está no entorno do PNSI.  A reportagem a seguir mostra o acontecido.


sábado, 10 de outubro de 2015

A Árvore da Vida - projeto
















Open Three of Life - O projeto tem como objetivo construir uma árvore abrangente, dinâmica e de fácil acesso ao pesquisador interessado em árvores filogenéticas com diversos dados taxonômicos. Acesse clicando aqui...

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

IV ENCONTRO CITCEM Cruzar Fronteiras: Ligar as Margens da HISTÓRIA AMBIENTAL


O CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória), da Faculdade de Letras da Universidade do Porto organiza IV Encontro CITCEM com o tema Cruzar Fronteiras: Ligar as Margens da HISTÓRIA AMBIENTAL, 5 a 7 de Novembro de 2015, que ocorrerá na Faculdade de Letras de Porto, Portugal, evento que pretende estabelecer laços para organizar a Rede de História Ambiental de países com a Língua Portuguesa. As sessões no evento serão organizadas por grupos temáticos, reunindo propostas individuais ou em painel. Os tópicos seguintes são alguns dos que poderão ser abordados nas diferentes perspectivas e na longa duração:
• Alterações Climáticas 
• Bem-estar, resiliência social e ambiental 
• Calamidades e riscos 
• Ciência e Ambiente 
• Conflitos Ambientais 
• Energia e mudança 
• Espécies em extinção 
• Espécies icónicas e rotas humanas 
• Explorações artísticas no contexto ambiental 
• Imperialismo e ambiente 
• Literatura e ambiente/natureza 
• Metáforas e percepções da mudança da paisagem


A participação de jovens investigadores, a apresentação de posters e sessões para a apresentação de projectos de I&D serão bem recebidos. Maiores informações clicar aqui 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Alerta de chuva em outubro

Veja no original
Está aberta a temporada de desastres socioambientais no Vale do Itajaí. Essa semana foi anunciado o alerta (img da esquerda) de chuva forte em diversas regiões de Santa Catarina. Quando o clima está sob a influência do fenômeno chamado El niño as águas superficiais do Oceano Pacífico se elevam e encaminha para o Atlântico uma massa de calor que geralmente causa níveis elevados de pluviosidade no Norte e Sul do Brasil (Ver mapa Anomalia de Temperatura da Superfície do Mar). 

Tendo esse fenômeno como uma regra no nosso ambiente, e pensando no passado e nos acontecimentos já registrados, a sociedade deve estar em alerta, pois além das chuvas, as enxurradas e os deslizamentos, as mudanças climáticas globais não possibilitam com antecedência previsões precisas, podendo os fenômenos serem maiores ou menores do que o anunciado. Deve ser organizada uma rede de colaboração na prevenção aos danos sociais, que pela ocupação do espaço, tornam-se inevitáveis. Cada vez mais a sociedade é atingida pois o espaço ocupado, de fragilidade geológica, é adensado demograficamente, formando ocupações irregulares, descobrindo a cobertura natural,  em morrarias e aclives, sem preocupação com a drenagem das águas pluviais que antes eram absorvida e distribuídas pela floresta.  O mapa abaixo mostra em vermelho os pontos críticos da chuva.


Podemos pensar no passado e se preparar para o período de desastres socioambientais no Sul do Brasil. Mais vale prevenir do que remediar.




Recentemente foi lançado o livro: Desastres Socioambientais em Santa Catarina, livro organizado por Alfredo Ricardo S. Lopes, Eunice Sueli Nodari e Marcos Aurélio Espindola, pesquisadores do Laboratório de Migrações e História Ambiental da UFSC. O livro trata dos desastres socioambientais na perspectiva da História Ambiental e apresentam estudos desde o Furacão Catarina e as inundações de barragens. Veja aqui


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Pesquisador Gilberto apresenta estudo no IX Congresso Brasileiro de Agroecologia


Retornou essa segunda-feira do IX Congresso Brasileiro de Agroecologia o pesquisador Dr.Gilberto Friedenreich dos Santos. No evento apresentou um pôster sobre a pesquisa A relação tecnologia e meio ambiente: um estudo de caso, pesquisa desenvolvida pela cientista social e mestre em Desenvolvimento Regional Ana Cláudia Moser.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

GPHAVI é premiado na MIPE com o IX Prêmio Fritz Müller/FURB – Ensino, Pesquisa e Extensão


Tenda do MIPE, estrutura onde foram expostos os diversos estudos

Espaço das apresentações dentro da tenda da MIPE

O GPHAVI participou da MIPE com 5 resultados das pesquisas de Iniciação Científica apresentando a contrapartida dos recursos públicos provenientes do PIPe Art. 170 Estado de Santa Catarina; PIBIC - EM; PIBIC - CNPq e PIBIC - FURB.

NICOLLAS VOSS REIS  HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO E USO DO SOLO E SUAS RELAÇÕES COM OS DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SCPesquisa PIPe/Art.170/CE (2014)

Nathália Maluli Bringhenti - Pesquisando as Unidades de Conservação no município de Blumenau, SC. Pesquisa PIBIC-EM (2014/2015) 

Da esquerda para direita: O pesquisador co-orientador de Nathália, Martin Stabel Garrote, a bolsista da pesquisa PIBIC-EM, estudante da Escola Técnica do Vale do Itajaí - ETEVI, Nathália, e o diretor da escola e colega Manoel. 

Os resultados foram positivos, e o trabalho de IC PIBIC-CNPq da estudante de Engenharia Florestal Jaqueline Gonçalves Amaro recebeu a premiação  IX Prêmio Fritz Müller/FURB – Ensino, Pesquisa e Extensão como melhor trabalho na categoria Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes. Jaqueline apresentou o banner e fez a exposição oral dos resultados de sua pesquisa.

Jaqueline Gonçalves Amaro  Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí Pesquisa PIBIC/CNPq (2014/2015) 

Apresentação oral dos resultados do PIBIC CNPQ premiado - Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí

Para acessar o resultado da premiação do MIPE 2015 clique aqui



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Hoje tem MIPE


Na 9 Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão a programação de apresentação dos trabalhos gphavianos é:

28/09/2015
>Apresentação e avaliação da 1ª sessão de painéis Horário para colocação: 7h30 às 8h Horário para retirada: 9h30 

- Gabriel Pierri de Souza HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS SERRARIAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) Pesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 1ª Sessão de painéis, n. 41


> Apresentação e avaliação da 2ª sessão de painéis Horário para colocação: 9h30 às 10h Horário para retirada: 11h30

Ana Carolina Guztzazky - O processo histórico de uso do solo como contribuição à história e memória do município de Dona Emma (Vale do Itajaí, Santa Catarina) Pesquisa PIBIC/FURB (2014/2015) 2ª Sessão de painéis, n. 19

- NICOLLAS VOSS REIS  HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO E USO DO SOLO E SUAS RELAÇÕES COM OS DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SCPesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 2ª Sessão de painéis 94


>Apresentação e avaliação da 3ª sessão de painéis Horário para colocação: 13h30 às 14h Horário para retirada: 15h30 

Kahina Thirsa Hostin HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS SERRARIAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) Pesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 3ª Sessão de painéis, n. 57 


>Apresentação e avaliação da 4ª sessão de painéis Horário para colocação: 20h às 20h30 Horário para retirada: 22h

Não temos bolsistas no horário

29/09/2015
>Apresentação e avaliação da 5ª sessão de painéis Horário para colocação: 8h30 às 9h30 Horário para retirada: 11h

-Nathália Maluli Bringhenti - Pesquisando as Unidades de Conservação no município de Blumenau, SC. Pesquisa PIBIC-EM (2014/2015) 5ª Sessão de painéis, n. 83.

- Jaqueline Gonçalves Amaro  Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí Pesquisa PIBIC/CNPq (2014/2015) 5ª Sessão de painéis n. 43

domingo, 27 de setembro de 2015

Semana Acadêmica de Ciências Sociais

A Semana Acadêmica de Ciências Sociais 2015 ocorre de 5 a 9 de outubro e tem como tema O Meio Urbano. As atividades ocorrerão no auditório do Bloco T e no Galpão da Arquitetura. Maiores informações na fanpage Ciências Sociais – FURB, no facebook.



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

História Ambiental das comunidades do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí: comunidades do Lageado Baixo, Lageado Alto e Ribeirão do Ouro, município de Botuverá - Vale do Itajaí – SC.

Texto de Vanessa Nicoceli*, Ana Cláudia Moser, Vanessa Dambrowski, Gilberto Friedenreich dos Santos e Martin Stabel Garrote
*Pesquisa com Bolsa de Iniciação Científica PIBIC-CNPq 2009



A pesquisa busca compreender a História Ambiental das comunidades de Lageado Baixo, Lageado Alto e Ribeirão do Ouro, localizadas no entorno do Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI) no município de Botuverá - SC. O parque foi criado abrigando grande parte da Serra do Itajaí, com relevo extremamente ondulado, coberto por exuberante floresta atlântica e berço de inúmeros mananciais. O município de Botuverá se localiza numa região que se enquadra entre as comunidades formadas através de frentes de imigração que seguiram pelo rio Itajaí – Mirim. Os primeiros núcleos coloniais foram formados por imigrantes italianos da região da Lombardia a partir de 1870. Desde então estes colonos passaram a explorar a floresta para sua própria sobrevivência e comercialização, explorando a madeira e grandes áreas com o plantio do fumo. 




O objetivo é compreender a relação do homem com a natureza desde a chegada dos primeiros imigrantes italianos na região no final do século XIX até os dias atuais, identificando formas de usos dos recursos naturais nas atividades desenvolvidas pelos moradores das comunidades e sua influência no desenvolvimento econômico, e caracterizar as alterações na natureza da região. Com o levantamento descritivo das características naturais (bióticas e abióticas) do território das comunidades, identificar as fontes históricas, escritas e não escritas, caracterizar o processo histórico de ocupação humana das comunidades, levantar os elementos extraídos da biodiversidade pelas comunidades, assim, determinar as formas de utilização dos elementos da biodiversidade pelas comunidades e levantar as conseqüências das formas de utilização dos elementos da biodiversidade pelas comunidades ao seu meio ambiente.

Primeiros colonizadores de Botuverá - 1920

A História Ambiental busca compreender as relações entre as atividades sociais e a natureza, dando ênfase as conseqüências positivas e negativas para ambas as partes.  Para o pesquisador a História Ambiental possibilita a análise do passado com foco nas relações entre a sociedade e natureza, a compreensão da interação humana nas diversas formas de intervenções sobre a natureza, permite o entendimento da ação humana sobre o meio ambiente e das transformações ocorridas, “(...) rejeita a premissa de que a experiência humana se desenvolve sem restrições de ordem natural e que as conseqüências ecológicas de suas ações passadas possam ser ignoradas”. (WORSTER, 1991). A pesquisa tem como procedimento metodológico a prática da história oral, análise de fontes primárias e secundárias documentais, bibliográficas e periódicos científicos.
Trabalhadores da Serraria João Morelli 1940

Por volta de 1875 os primeiros imigrantes italianos se fixaram na região onde atualmente se encontra o município de Botuverá. As dificuldades de fixação tornaram-se visíveis pelo relevo acidentado da região. As comunidades de estudo se formaram por volta do início do século XX . De grande importância, a madeira foi o primeiro recurso natural utilizado comercialmente nas três comunidades pela facilidade de encontrar toras com altos valores comerciais. 
A extração de madeira foi a primeira atividade econômica, pela facilidade de encontrar madeiras com alto valor comercial peroba, canela, cedro), além do seu uso na construção de casas, ranchos e demais benfeitorias. A retirada da madeira era de forma artesanal, as toras puxadas com bois até as serrarias eram embarcadas até Itajaí pelo rio Itajaí Mirim. 


A extração mineral destacou-se de forma artesanal no garimpo de ouro no Rio Itajaí-Mirim por volta da década de 1930, pela extração da cal (1930-1950) e atualmente do calcário e brita na comunidade de Ribeirão do Ouro. Por volta de 1940, os membros das comunidades encontram no fumo uma nova fonte econômica substituindo o corte da madeira de lei já escassa na região, e a mata nativa passa a ser usada como combustível para as estufas. O cultivo do fumo foi incentivado por empresas de tabaco na década de 1940 efetivamente nas comunidades de Lageado Alto e Lageado Baixo, e tronou-se a principal fonte de renda. Esta cultura começou a entrar em decadência a partir da década de 1990 devido a redução dos preços, aposentadoria dos agricultores e atração dos mais jovens com a industrialização do município, mas algumas propriedades familiares ainda se baseiam no cultivo. 
Roça de Fumo com estufas no fundo
A partir dos anos 90, a maioria dos membros da comunidade deixa de cultivar o produto, hoje as roças de fumo deram lugar ao eucalipto e à regeneração florestal. A relação entre colonos e a floresta foi de grande importância para o desenvolvimento da comunidade e transformação da paisagem. 

A  madeira irá se configurar como um recurso importante para a construção das casas e benfeitorias, comercialização, abastecimento dos fornos da cal e das estufas de fumo. A monocultura do fumo teve grande importância econômica para os colonos, e atuará de forma significativa da retirada da mata, pois havia a retirada tanto para os fornos quanto para a desmatamento das áreas de plantio. Os morros agora cobertos de mata são retalhos de capoeirinha e capoeira com uma tímida regeneração a partir do enfraquecimento do cultivo do fumo e o endurecimento das leis ambientais. O cultivo do eucalipto passou a ser uma oportunidade de investimento, que contribuiu negativamente para a natureza, uma vez que o eucalipto transforma terras cultiváveis em terras sem produtividade.

O desmatamento das margens dos cursos de água, nascentes, e encostas e topos de morros resultaram na diminuição do nível dos pequenos córregos que cortam as comunidades. Os agrotóxicos utilizados nas plantações reduziram a quantidade de peixes nos cursos de água. E a fauna local foi bastante afetada com a caça e com a diminuição das áreas de mata. A caça ainda é praticada o que  diminui ainda mais as chances de haver um crescimento da população animal. O cultivo do fumo e a extração da cal e do calcário configuram-se como atividades lucrativas que ocasionam as maiores mudanças ecológicas. A extração do calcário deixa marcas na paisagem, o corte nos morros é gritante e causam um impacto visual mas principalmente ambiente. As alterações ambientais causadas pela interação entre homem e natureza na constituição das comunidades são visíveis. Os recursos naturais exerceram papel fundamental na constituição das comunidades, as atividades econômicas que surgiam foram baseadas nos recursos naturais que a floresta oferecia. A relação antrópica com a natureza influenciou no desenvolvimento de atividades econômicas, que surgiram a partir da necessidade e interação com o meio natural encontrado e alterou demasiadamente a paisagem da região. 

A paisagem se alterou principalmente com o cultivo do fumo. Se tratou da monocultura que mas acarretou mudanças, com o cultivo, a mata e qualquer solo considerado agriculturável foi substituída pelas roças de fumo, tomando lugar até grande parte da área reservada para as plantações de subsistência. Que posteriormente passou a ser deixada de lado, para a introdução do eucalipto e abandono da terra, para o crescimento livre das diversas espécies. O nível dos rios também alterou-se com as interferências que os colonos moradores da região de Lageado Alto e Lageado baixo utilizaram os recursos naturais. Assim a relação antrópica dos imigrantes italianos com a Floresta Atlântica alteraram demasiadamente a natureza da região.

Fontes:
ECKERT, Nestor Adolfo Pe. Conhecendo Botuverá. Boletim da Missão Dehoniana Juvenil – Província BM. n. 4, 2007.

SCHACHT, K & DALLACORTE. F. As comunidades e o Parque Nacional Serra da Serra do Itajaí. Blumenau: Acaprena, 2007.


WORSTER, Donald. Para fazer história ambiental. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 4, n. 8, 1991, p. 198-215.

Entrevistas com moradores (Banco de Dados do GPHAVI - Acervo - Memória Ambiental do PNSI)
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