O cientista deve preocupar-se em criar, despertar e estimular o interesse pela concepção de novos paradigmas e não limitar-se somente à transmissão de conhecimentos já estabelecidos.



quinta-feira, 23 de março de 2017

Pesquisadora do grupo fala em matéria sobre problemas ambientais na obra da Rua Humberto de Campos

Ocupando as áreas verdes da cidade, prejudicando os corredores ecológicos entre UCs, matas ciliares e ilhas de floresta, o prolongamento da rua Humberto de Campos e os problemas com os animais silvestres foi matéria hoje no Jornal do Almoço da Ric Record. Na matéria a pesquisadora Vanessa trata do que deve ser feito para amenizar a obra. Veja a seguir a matéria completa.

quarta-feira, 22 de março de 2017

III Escola de pós-graduação da Sociedade Latino Americana e Caribenha de História Ambiental

Já está disponível o formulário para inscrição na III Escola da Pós-graduação da SOLCHA. Os estudos ocorrerão no Centro Universitário de Anápolis UniEVANGELICA (Goiás) entre 24 e 27 de outubro de 2017. São oferecidas 20 vagas para alunos de pós-graduação (Mestrado e Doutorado) que estejam em seus estudos adotando a abordagem teórica-metodológica da História Ambiental. Acesse a 2º e 3º Circular para maiores informações, clique aqui. E para ver ou realizar sua inscrição clique aqui.

terça-feira, 7 de março de 2017

Breve história do ambientalista Lauro Eduardo Bacca



Bacca e Nélcio Lindner, 1969
Sou blumenauense nato, filho de pai gasparense que residiu 90 anos em Blumenau e de mãeblumenauense, da família Sada. Descendo de imigrantes italianos das famílias Zendron, Bacca e Sada, da brasileiríssima família Jacinto, do lugar Carijós, hoje bairro no município de Indaial e de imigrantes alemães da família Zimmermann, com prováveis ancestrais mais antigos de origem árabe e outros, o que permite dizer que somos, a exemplo de tantas outras famílias brasileiras, uma autêntica “salada genética”, com predominância de italianos das regiões de Trento (sobrenomes Bacca e Zendron) e Milão (Sada). Os Zendron emigraram da localidade de Valda, não muito longe de Trento também.




Publicado no blog do colega Adalberto Day, Bacca narra um pouco de sua história. Para ver na integra clique aqui.

sábado, 4 de março de 2017

Del saber ambiental, y de nuestra historia ambiental

Guillermo Castro H.
La historia ambiental toma forma para ocuparse de los problemas derivados de las modalidades de interacción entre la especie humana y su entorno, que en esta fase de su desarrollo han pasado a convertirse en el principal factor de riesgo en nuestro futuro. Esta no es una tarea sencilla: por el contrario, supone trascender aquella barrera entre las ciencias naturales y las otras formas del saber... Acesse aqui para ver mais.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Nomenclatura geográfica popular

Na ocupação ambiental, o homem no convívio com a natureza e uso de seus recursos, à medida que foi desbravando o imensidão continental, tratou logo de denominar os lugares para facilidade de localização. Tais nomes se fixaram como topônimos e tem elevado valor cultural. Para ler mais acesse aqui.
Fonte: Blog Tradições Populares das Vertentes. Para conhecer o blog, clique aqui.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Atividades do grupo

Bolsistas e pesquisadores retornam ao trabalho no laboratório do GPHAVI nesta segunda. Horário de segunda a sexta das 13h30 até as 18h. Para informações sobre possibilidades de pesquisas e bolsas (ver modalidades) para estudantes da FURB, estamos localizados na sala R-109, Bloco R, Campus 1.  As atividades de pesquisa de Iniciação Científica são coordenadas pelo professor Gilberto. As atividades de pesquisa e laboratoriais são coordenadas pelos professores Martin e Vanessa. 

Venha fazer uma visita.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

V Congresso Latinoamericano e II Congresso Equatoriano de Etnobiologia

Para saber mais clique aqui

Convocatória para cadeira de Clima e História Ambiental na Universidade de Oslo

O Departamento de Arqueologia, Conservação e História da Universidade de Oslo, Noruega, abre inscrições para contratação de professor para a cadeira de Clima e História Ambiental. Maiores informações acessar aqui.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Primeira Circular da Terceira escola de pós-graduação da SOLCHA






A Sociedade Latinoamericana y Caribeña ãha de História Ambiental (SOLCHA) é uma associação criada desde 2006 e tem como finalidade apoiar os esforços voltados para que a história amplie os horizontes disciplinares e se torne uma ciência mais inclusiva, facilitando o diálogo interdisciplinar entre as ciências naturais e sociais, comprometida com a construção de uma vida coletiva mais sustentável. Além de dar visibilidade a este campo interdisciplinar, a SOLCHA busca fortalecer as relações entre os agentes envolvidos com a história ambiental em diferentes partes do mundo. A SOLCHA também tem se posicionado como uma sociedade comprometida em influenciar as políticas que promovem futuro ambientalmente saudável. A partir dessa missão e visão, esta associação tem se organizado no sentido de promover espaços privilegiados para divulgar pesquisas sobre a história ambiental da América Latina e do Caribe. Para atender as suas intencionalidades tem sido realizado os Simpósios e as Escolas de Pós-Graduação, que tem um calendário intercalado, bianualmente, e com uma rotatividade entre os países latino-americanos. A primeira Escola de Estudos de Pós-Graduação SOLCHA foi realizada entre 3 e 7 de Junho de 2013 na Colômbia. A organização foi partilhada entre a Universidade de Los Andes e da Universidade Nacional da Colômbia. O evento contou com a participação de 23 alunos de mestrado e doutorado de cinco países diferentes da América-Latina. Além dos alunos, a Escola contou com a participação de 13 professores, também de países diferentes, ligados à SOLCHA. A segunda Escola de Pós-Graduação foi realizada entre os dias 23 e 27 de Novembro de 2015, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), na cidade de Guarapuava, Paraná, Brasil. O evento teve a coordenação do professor Jó Klanovicz e apoio do Laboratório de Meio Ambiente e História Gênero, do Departamento de História da Unicentro. A terceira Escola de Pós-Graduação da SOLCHA acontecerá entre os dias 24 a 27 de outubro de 2017 no Centro Universitário de Anápolis (UniEVANGÉLICA), Anápolis, Estado de Goiás, Brasil. O evento terá como instituições organizadoras o Centro Universitário de Anápolis, a Universidade Estadual de Goiás e a Universidade Federal de Santa Catarina.

CONSIDERAÇÕES GERAIS 

A Escola de Pós-Graduação da SOLCHA manterá a orientação das primeiras e segundas edições, com o enfoque na temática da História Ambiental da América Latina. Seguindo os moldes das duas primeiras edições, as principais atividades a serem desenvolvidas serão: 

1. Discussão de textos dos estudantes: Esta é atividade central da escola, e cada estudante deve enviar com antecedência um texto relativo ao trabalho que estão desenvolvendo na Pós-Graduação (Mestrado/Doutorado), podendo ser enviado em português, inglês ou espanhol. Os textos deverão ser lidos e debatidos pelos professores participantes. 

2. Sessões de seminários: as sessões acontecerão a partir da indicação de temas propostos pelos professores, considerando da temática geral em História Ambiental Latino-Americana. 

3. Conferências: A proposta é de uma conferência que aborde a situação atual da História Ambiental Latino-Americana e o papel da SOLCHA. 

4. Saída de Campo: a previsão de saída de campo para sítios de patrimônio histórico e ambiental de Goiás, com a previsão de um pernoite em acampamento próximo ao rio Corumbá e a Serra dos Pirineus, na região de Pirenópolis e Corumbá de Goiás. A saída de campo visa a compreensão da relação entre história e natureza na constituição da ocupação do Brasil Central, num diálogo entre as ciências humanas e naturais, tendo o bioma Cerrado como referência. 

PARTICIPANTES 

Seguindo a experiências das duas primeiras edições, adotaremos o limite de 18 participantes. Estes participantes serão selecionados dentre estudantes de Programas de Pós-Graduação (Mestrado/Doutorado) de diferentes áreas do conhecimento. Não será, portanto, necessário, a vinculação com Programas de Pós-Graduação em História. No entanto, a temática abordada, bem como as metodologias propostas e o projeto de pesquisa em desenvolvimento, deverão estar vinculadas à História Ambiental. Dentre os participantes, pelo menos dois serão estudantes da UniEVANGELICA, instituição sede do evento. Será feita uma convocação pública e, conforme recomendações de escolas anteriores, o objetivo é manter o caráter internacional do evento, com estudantes e professores de mais de um país.

PROFESSORES 

A escola contará com a participação dos seguintes professores: 

Adrián Gustavo Zarrilli, Universidad Nacional de Quilmes (Argentina) 
Alessandra Izabel de Carvalho, Universidade Estadual de Ponta Grossa (Brasil) 
Claudia Leal, Universidad de Los Andes (Colômbia) 
Diogo de Carvalho Cabral, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Brasil) 
Dominichi Miranda de Sá, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz (Brasil) 
Eunice Sueli Nodari – Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) 
José Augusto Pádua, Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)
José Luiz de Andrade Franco, Universidade de Brasília (Brasil) 
Lise Sedrez, Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)
Magali Romero Sá, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz (Brasil) 
Marina Miraglia, Universidad Nacional de General Sarmiento (Argentina)
Paulo Henrique Martinez, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”
Regina Horta Duarte, Universidade Estadual de Minas Gerais (Brasil) 
Reinaldo Funes Monzote, Fundación Antonio Núñez Jiménez de La Naturaleza y el Hombre (Cuba) Rogério Ribeiro de Oliveira, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Brasil) 
Samira Peruchi Moretto – Universidade Federal da Fronteira Sul (Brasil) 
Sandro Dutra e Silva, Universidade Estadual de Goiás e UniEVANGELICA (Brasil) 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

I Encontro Nacional de Pesquisadores em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável

O I Encontro Nacional de Pesquisadores em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável ocorrerá entre os dias 07 e 09 de junho de 2017 em São Paulo. O Evento é organizado pela OAB de São Paulo. Maiores informações clique aqui.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Metamorfoses Florestais: culturas, ecologias e as transformações históricas da Mata Atlântica

O livro Metamorfoses florestais: culturas, ecologias e transformações históricas da Mata Atlântica é organizado pelos colegas Diogo de Carvalho Cabral e Ana Goulard Bustamante. A obra possui cinco seções, tratando da emergência dos contornos regionais da Mata Atlântica, tanto na terra quanto no pensamento humano. As outras quatro seções agrupam trabalhos de acordo com os grandes períodos da história da Mata Atlântica, em presença humana. O primeiro deles refere-se à primeira invasão de que falou o historiador Warren Dean, ou seja, às levas migratórias pré-históricas que chegaram à costa brasílica, provavelmente vindas do norte do continente sul-americano. A seção seguinte trata dos encontros e regimes socioambientais que se desenvolveram ao longo do período de colonização portuguesa, entre os séculos XVI e XVIII.A terceira seção aborda o Antropoceno, época em que a ação humana suplantou as outras forças da natureza, na regulação dos ecossistemas. Mas a Mata Atlântica não é um capítulo acabado da história ambiental brasileira. Enquanto bioma humano, ela é uma realidade viva e pulsante, tanto no que concerne à importância dos remanescentes florestais para as sociedades e economias (captação de água, estabilização de encostas etc.) quanto no âmbito dos movimentos sociais, científicos e culturais que atualmente procuram interromper a trajetória destrutiva e restaurar a integridade dos ecossistemas. Assim, a quinta e última seção deste livro reúne trabalhos que abordam a ¿história do futuro da Mata Atlântica. Fonte: Editoras Prismas. 

Para saber mais sobre o livro ou adquirir, acesse aqui.

sábado, 28 de janeiro de 2017

STs de História Ambiental no XXIX Simpósio Nacional de História







O XXIX Simpósio Nacional de História da Anpuh ocorrerá na UNB Brasília entre 24 e 28 de julho de 2017. Tem como tema: " Contra os preconceitos - História e Democracia" . No evento ocorrerão três simpósios temáticos na área da História Ambiental, conforme última reunião do GT Nacional realizado no Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações, UFSC-SC. São eles:

ST 043 - História Ambiental: ciência, tecnologia e o mundo natural
Diogo de Carvalho Cabral (IBGE), Ely Bergo de Carvalho (UFMG)
http://www.snh2017.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=28

ST 044 - História Ambiental: espaço, território e natureza
Eurípedes Funes (UFC), Dora Shellard Corrêa (ENS)
http://www.snh2017.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=32

ST 045 - História Ambiental: o Antropoceno, desastres e biodiversidade
Eunice Sueli Nodari (UFSC), Lise Fernanda Sedrez (UFRJ)     
http://www.snh2017.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=89

Para saber mais sobre o evento, acesse aqui

domingo, 22 de janeiro de 2017

VIII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional













O evento ocorre entre 13 e 15 de setembro de 2017 e tem como tema: Território, Redes e Desenvolvimento Regional - perspectivas e desafios. É organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade de Santa Cruz do Sul - RS. Para saber mais acesse o site do evento clicando aqui.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Nota de Falecimento

Acesse a notícia
É com muito pesar que notificamos o falecimento da historiadora Maria Luiza Renaux no dia 05 de janeiro de 2017. Foi  nossa professora durante a graduação de História, ministrava as disciplinas de História Antiga e Medieval. Em 2003 me incentivou a montar um grupo de pesquisa. Não concordava muito com o tipo de pesquisa da História Ambiental, mas quando a revista História, da Biblioteca Nacional lançou um numero falando da História Ambiental, me chamou e disse que havia se equivocado, e que eu deveria procurar um professor para me ajudar a efetivar o grupo de História Ambiental na FURB, pois esse tipo de pesquisa será fundamental  para a nossa História local. Fica aqui a memória e seu legado. Não será esquecida.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Encerramento com churrasco entre GPHAVI e LABEO

Foi realizado no dia 15 de dezembro nas dependências da FURB, especificamente no Paiol. A atividade integrou os participantes dos projetos entre os grupos. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Artigos do ST História Ambiental e o Desenvolvimento Regional estão disponíveis.

Lançado os anais da XXIII Semana Acadêmica de História. Nele estão presentes os artigos divulgados no ST coordenado pelo pesquisador Martin Stabel Garrote História Ambiental e o Desenvolvimento Regional.

Por uma História Ambiental Latinoamericana

Para saber mais acesse aqui

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

V Simpósio sobre o Direito das Minorias: uma homenagem aos 90 anos de Roberto Lyra Filho

O V Simpósio sobre o Direito das Minorias situa-se na necessidade e no compromisso do Curso de Direito da UNISOCIESC em discutir um tema tão caro, mas igualmente negligenciado na educação jurídica: o direito à diferença. A democracia, tão associada à construção de consensos majoritários – a decisão das maiorias- , deve, com a mesma intensidade, preocupar-se com a proteção das “minorias”. Tais “minorias” não devem ser entendidas do ponto de vista quantitativo – as “minorias” podem ser absolutamente numerosas -, mas por sua posição social assumida no processo histórico.
Nesta edição, além das temáticas pertinentes às minorias, o V Simpósio realiza homenagem a Roberto Lyra Filho. Jurista crítico, cuja originalidade rendeu reconhecimento internacional, questionou o sistema jurídico desvelando os conflitos sociais e as formas de controle, das quais o âmbito jurídico é instância privilegiada. Como legado, deixou-nos uma heterodoxa reflexão em vários campos do direito (Teoria e Filosofia do Direito, Criminologia Dialética, Sociologia do Direito, etc.), sempre questionando a dicotomia entre a produção jurídica estatal frente às outras normatividades derivadas das lutas sociais dos de baixo ou mesmo das ditas minorias. Por isso, neste ano, em que, exatamente, completam 90 anos do nascimento e também 30 anos do falecimento de Lyra Filho, a valorização de sua teoria permite resgatar criticamente uma das mais importantes e instigantes linhas do pensamento jurídico brasileiro.  
No sentido organizativo, é fundamental ressaltar o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no financiamento do evento. Por sua vez, como centrais parceiros na realização e organização do V Simpósio, também figuram o Núcleo de Estudos Filosóficos da Universidade Federal do Paraná (NEFIL-UFPR) e o Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais (IPDMS).
Para saber mais acesse aqui

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Imigração, racismo e interculturalidade na América Latina

As transformações provocadas pela globalização têm produzido forte impacto sobre os movimentos migratórios em escala mundial. A constante mudança dos modos de produção e, consequentemente, nos modos de vida, intensificou a mobilidade de imensos contingentes humanos, fenômeno que é facilitado pela evolução tecnológica que possibilita deslocamentos de forma mais rápida. Por outro lado, conflitos armados, regimes ditatoriais e catástrofes climáticas multiplicam as migrações forçadas e as situações de refúgio.
 
A ação de migrar, contudo, é uma das características da espécie humana desde os primórdios. Na contemporaneidade, a migração passou a ser um direito universal, garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948). A mobilidade é parte constitutiva da história da maioria das nações, especialmente do Brasil e da América Latina, constituído desde sua gênese por distintos movimentos migratórios, tais como o nomadismo dos povos indígenas, o processo colonizador europeu, a diáspora forçada dos negros africanos, entre outros.
 
Com o fenômeno da globalização, houve a intensificação das conexões e relações em escala mundial, em uma multiplicidade de áreas da vida social, o que facilitou e até estimulou o processo migratório, principalmente diante da visibilidade dos países chamados “desenvolvidos” no cenário econômico internacional. No entanto, a partir de 2008, diante de nova crise do capitalismo internacional, estes países começaram a modificar suas legislações para restringir e dificultar ao máximo a entrada das constantes levas de imigrantes em suas fronteiras.
 
As regras impostas não só pretendem impedir a mobilidade populacional, mas também restringir os direitos sociais, civis e políticos dos imigrantes, limitando, por exemplo, o acesso à saúde, educação, trabalho e moradia. Estas restrições constituem grandes obstáculos para a idealização de políticas e ações migratórias condizentes com a promoção dos direitos humanos.
 
Geralmente, o migrante lança-se a novo(s) território(s) motivado pela busca de melhores condições de vida, tanto por conta das desigualdades sociais presentes em seu país de origem, quanto pela existência de conflitos armados, crise financeira ou ainda por catástrofes naturais, como é o caso do Haiti. 
O migrante vive num mundo onde a globalização dispensa fronteiras, muda parâmetros diariamente, ostenta luxos, esbanja informações, estimula consumos, gera sonhos, e, finalmente, cria expectativas de uma vida melhor. Mas na prática, este mundo de oportunidades acessível a todos, essa visão de um mundo sem fronteiras, de livre circulação e integração de povos e culturas, não passa de uma ideologia, que ao final do processo exclui as pessoas e privilegia a livre circulação de bens, serviços e mercadorias.
 
Em face disso, a Mesa Redonda sobre Imigração, Racismo e Interculturalidade na América Latina pretende discutir as inter-relações entre globalização e migração na contemporaneidade, com o intento de desvelar a aparente flexibilização global das fronteiras, desvelando suas contradições, exclusões e violações de direitos. 

Dia 10/10 na FURB. Maiores informações em www.furb.br/universidadeaberta

terça-feira, 4 de outubro de 2016

CALL FOR PAPERS FRONTEIRAS: Journal of Social, Technological and Environmental Science - v. 6 n.1, jan-abril (2017)

Dossiê "Territórios e paisagens na América Latina”
Território e paisagem são dois importantes conceitos das ciências sociais e ambientais e que abrangem um vasto campo de questões interdisciplinares em termos espaciais e temporais. Tradicionalmente usados pelos geógrafos, estes conceitos têm sido apropriados nas últimas décadas por ambientalistas e historiadores, dentre outros especialistas. Embora utilizado no esclarecimento e interpretação de diferentes dimensões da realidade, os conceitos de território e, sobretudo, o de paisagem, traduzem importantes pontos de contato: seu desenvolvimento permite uma visão mais complexa da espacialidade e materialidade das sociedades humanas ao longo do tempo. Território e paisagem ligam as ciências sociais com as ciências naturais, o mundo humano com o não-humano e o tempo com o espaço. São conceitos dinâmicos e complexos, que exigem abordagens teóricas e metodológicas interdisciplinares. Ambos permitem uma ampla gama de abordagens importantes no manejo com sistemas altamente complexos de conexões que refletem a multiplicidade de interações entre as sociedades e a natureza. O estudo e aplicação destes conceitos em locais específicos é um desafio interdisciplinar capaz de favorecer importantes contribuições para a compreensão dos processos socioecológicos em um mundo e uma América Latina em transformações.
Seguindo estas ideias este dossiê está aberto à apresentação de artigos que discutam e usem estes conceitos de forma interdisciplinar, para compreender melhor o passado e o presente da América Latina.


Publishers
Claudia Leal (Associate Professor, Universidad de los Andes, Bogotá, Colombia)
Diogo de Carvalho Cabral (Department of Geography, Brazilian Institute of Geography and Statistics, Rio de Janeiro, Brazil)
Marina Miraglia (Associate Professor, Universidad Nacional de General Sarmiento, Buenos Aires, Argentina)
Rogério Ribeiro de Oliveira (Associate Professor, PUC-Rio, Rio de Janeiro, Brazil)


Deadline for submission: February 6, 2017
Fronteiras: Journal of Social, Technological and Environmental Science
Submitting articles to the following email: fronteiras.unievangelica@gmail.com

sábado, 1 de outubro de 2016

Artigo: Afinal, Desenvolvimento Regional serve para quê? Reflexões a partir da sociologia da libertação de Fals Borda e da sociologia da exploração de Casanova

A história, tanto do desenvolvimento quanto da teoria social na América Latina, está imersa no paradigma eurocêntrico, no encobrimento do Outro (maiorias exploradas no subcontinente), na exploração da natureza e na predominância de discursos “desde fora”. A teoria do desenvolvimento regional, considerada de médio alcance, é derivada da teoria do desenvolvimento e traz, em sua bagagem, enfoques importados que prometem milagres ao levar o progresso às regiões subdesenvolvidas da periferia. A teoria social, no geral, e a sociologia-centro, em particular, são parte desse paradigma e desse discurso. Nesse sentido, trazemos neste artigo a sociologia-periferia, de Fals Borda e de Casanova, em diálogo com a questão regional, como possibilidade de contra-discurso. Essa sociologia abriga a crítica eurocêntrica da teoria social e do desenvolvimento que teve lugar na América Latina, e discute o compromisso da ciência no pensar com a região e no agir para transformar/libertar a região.

O artigo completo de autoria de Luciana Butzke, Oklinger Mantovaneli Junior e Ivo Marcos Theis pode ser acessado aqui.