"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Agrotóxicos, Rachel Carson e a História Ambiental

No vídeo a historiadora Bianca Letícia de Almeida apresenta sua pesquisa de mestrado em História Ambiental sobre a circulação do livro Primavera Silenciosa de Rachel Carson na imprensa brasileiral. Para saber mais sobre a pesquisadora clique aqui.




sexta-feira, 5 de junho de 2020

GPHAVI completa 16 anos na FURB

Neste dia 05 de junho de 2020 o nosso grupo faz 16 anos de atividades na Universidade Regional de Blumenau. O grupo é uma iniciativa dos pesquisadores Martin, Gilberto e Vanessa, e surge com um projeto de iniciação cientifica para pesquisar as relações sociedade e natureza no entorno do Parque Natural Municipal Nascentes do Garcia, tendo como bolsista Martin e orientador Gilberto. Para poder cadastrar o projeto era necessário professor e estudante estarem vinculados a um grupo de pesquisa do CNPq. De lá para cá mais de 30 pesquisas foram desenvolvidas, mais de 40 estudantes passaram no grupo Além de atividades na graduação, o grupo desempenha atividade na pós-graduação, já tendo ofertado uma disciplina de História Ambiental de Santa Catarina em curso de Especialização, e uma disciplina em mestrado e doutorado de História Ambiental e Desenvolvimento Regional, e através de Gilberto, é possível orientações de mestrado e doutorado analisando História Ambiental e Desenvolvimento Regional no Programa de Pós-graduação de Desenvolvimento Regional da FURB. Hoje o grupo conta com 7 pesquisadores, 3 estudantes na pós-graduação e 4 na graduação. As atividades de pesquisa, principalmente na graduação, são fomentadas por programas públicos como o PIBIC CNPq, e pelo Estado de Santa Catarina o PIPe e FUMDES do UNIEDU. Veja o espelho do grupo clicando aqui. 

A primeira pesquisa que estabeleceu a criação do grupo foi organizada e transformada em vídeo documentário. Dela fizemos o Memórias do Parque. Com direção, e produção de Diego Dambrowski, pesquisa de Martin Stabel Garrote e Vanessa Dambrowski, o documentário de 55 minutos foi fomentado pelo Fundo Cultural de Blumenau em 2006, e distribuído em 52 escolas de Blumenau. Já foi apresentado em diversos momentos na Fundação Cultural de Blumenau, FURB, e está disponível em nosso canal. Ele apresenta trechos de entrevistas de moradores do entorno, onde está a comunidade da Nova Rússia, e pesquisadores do parque envolvidos com sua criação.

Bom cinema!



GPHAVI - FURB
Grupo de Pesquisa de História Ambiental do Vale do Itajaí
16 anos pesquisando a História Ambiental da Mata Atlântica do Vale do Itajaí - SC.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Solte o verbo sobre as Unidades de Conservação

Os Parques Nacionais ou as áreas naturais protegidas são importantes para garantir a conservação da biodiversidade e garantem a manutenção dos territórios dos povos tradicionais garantindo a preservação de sua cultura e economia. É um espaço sociotécnico que garante além da conservação da natureza, fundamentais serviços ecossistemáticos que dão a manutenção para as práticas econômicas das áreas rurais e urbanas, e inspiram atitudes diversas que promovem o Desenvolvimento Regional Sustentável. 
Não é apenas a opinião do GPHAVI, mas a da Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação. A Rede Pró UC.  

A Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação.  A Rede Pró UC é uma organização não governamental advocacy, ou seja, trabalhamos em conjunto com outras organizações e pessoas, e temos como missão “contribuir para proteger, fortalecer, aprimorar e ampliar o conjunto das Unidades de Conservação da Natureza no Brasil, especialmente as de Proteção Integral”. A instituição foi criada em 1998 por um time de conservacionistas que buscavam consolidar a Lei 9985/2000, que rege o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, e desde sua fundação tem somado esforços, buscando ampliar sua representatividade e impacto em prol da proteção dos ambientes naturais. Nós acreditamos que conservar a natureza é um dos melhores serviços sociais que se pode prestar à sociedade, pois garante condições e qualidade de vida para essa e as futuras gerações, e que Unidades de Conservação são a ferramenta mais eficiente para alcançar esse objetivo. Mais de 70 pessoas, entre cientistas, professores e pesquisadores, estudiosos e ambientalistas defendem a existência dos parque para a conservação e própria existência da sociedade humana: Veja  essas opiniões clicando aqui!

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terça-feira, 2 de junho de 2020

Programa Sem Censura: Preservação dos Parques Nacionais

Foi transmitido no dia 16 de fevereiro de 2017 no programa da TV Brasil Sem Censura o programa Preservação dos Parques Nacionais. No programa informações e opiniões foram debatidas pelos convidados, o  advogado Francisco Carreira, especializado em direito ambiental; Lucas Saldanha Werneck atuante em temas do meio ambiente; Ernesto Viveiros de Castro, biólogo dirige o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro; José Augusto Pádua, historiador ambiental, e pesquisador das relações entre sociedade e natureza, coordena o Laboratório de História e Natureza da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Chico Schnoon atua com a a educação ambiental. Na página do programa o debate está dividido em 4 partes. Acompanhe acessando aqui!

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Pesquisadores publicam pesquisa na Revista DRd Desenvolvimento Regional em Debate

Pesquisadores Gilberto e Martin aprovaram recentemente o estudo Usos exploratório e sustentáveis no entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí em Indaial-SC na revista DRd Desenvolvimento Regional em Debate, no volume 10 de 2020, revista do programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado.O estudo trata das relações sociedade e natureza para compreender os usos exploratórios e sustentáveis da natureza das comunidades localizadas na zona de amortecimento (ZA) e entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí (PNSI), especificamente no município de Indaial, Vale do Itajaí (SC). 
O objetivo da pesquisa foi investigar a história dos usos dos recursos naturais da natureza antes e após a criação do PNSI em 2004. Trata-se de uma pesquisa exploratória de caráter histórico baseada em fontes bibliográficas, especialmente regionais, e o acervo de transcrições e áudios de entrevistas do grupo de pesquisa. A identificação de iniciativas de usos sustentáveis nas comunidades consistiu na aplicação de questionários com proprietários de empreendimentos. A atividade de campo inclui a observação da paisagem para identificar o processo de ocupação e uso dos recursos naturais. Averiguou que até a década de 1980 o desenvolvimento das comunidades associava-se basicamente à agricultura e exploração madeireira. A partir de 1990, leis ambientais proíbem a exploração da Mata Atlântica e rompem um período de intensa exploração. A criação do PNSI consolida o processo de proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos na região, que favorece a conservação dos atrativos naturais e propiciam o desenvolvimento de empreendimentos e atividades de lazer.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Estudante pesquisador do grupo desenvolve TCC sobre a História do GPHAVI!

Juliano João Nazário é estudante de História da FURB, e desde 2018 vem participando das pesquisa do grupo, iniciando com uma pesquisa que investigou a História Ambiental de comunidades do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí, é idealizador, autor e pesquisou como bolsista a História Ambiental e o Desenvolvimento Regional do Parque da Malwee em Jaraguá do Sul. Tendo sua passagem pelo grupo resolveu produzir uma pesquisa para seu TCC de História que e analisa a História do grupo. Projeto que foi aprovando recentemente pelo programa FUMDES do UNIEDU: GPHAVI: a História de um grupo de pesquisa de História Ambiental na FURB, coordenado pelo pesquisador Gilberto com orientação de Martin.

Conforme Juliano, a problemática ambiental se insere na agenda da produção acadêmia principalmente a partir do pós-guerras. Uma das últimas ciências a adotar a abordagem da problemática ambiental foi a História, e dela uma linha de pesquisa denominada de História Ambiental inicia a denunciar os processos negativos do desenvolvimento capitalista. A partir de 1970, associações, eventos, e grupos de pesquisadores se formam pelo mundo. Em santa Catarina, ocorre o mesmo, sendo na Universidade Regional de Blumenau registrado um grupo cadastrado e certificado que atua desde 2004. 

O objetivo geral é historiar o Grupo de Pesquisa de História Ambiental do Vale do Itajaí presente na FURB compreendendo o contexto e o processo histórico de criação do grupo, quantificar e qualificar a produção acadêmica que foi desenvolvida entre 2004-2020 e classificar e associar a produção do grupo conforme os temas, fontes e linhas de pesquisa da área e associar essa produção às dimensões da História Ambiental.

O Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí - GPHAVI, é um grupo de pesquisa interdisciplinar vinculado à Base de Grupos do CNPq, ao Departamento de História e Geografia e Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional, do Centro de Ciências Humanas e da Comunicação - FURB. O grupo investiga e produz conhecimento sobre a História Ambiental no Brasil, Santa Catarina e do Vale do Itajaí. Também realiza serviços técnicos especializados através da Universidade para a comunidade. Na universidade atua com pesquisa, extensão e ensino com projetos no Ensino Médio, Graduação e Pós-graduação. Na comunidade atua através de parcerias pela prática da extensão (FURB, 2020).

Segundo Lilia dos Santos Seabra (2019, p.14), em pesquisa realizada no ano de 2015, a maior parte dos pesquisadores em História Ambiental "está concentrada nas regiões sul (46%) e sudeste (34%) do país. Nestas regiões, vale destacar, está concentrado o maior número de núcleos de pesquisa em História Ambiental". Sendo a Universidade Federal de Santa Catarina o principal polo de pesquisa contando com a metade dos pesquisadores da região Sul. Ainda, conforme Seabra (2019, p. 14) "há, no país, um notório avanço nos estudos da História Ambiental, com diferentes pesquisadores envolvidos e temas variados". Nessa toada, é oportuno analisar de que forma a pesquisa vem se desenvolvendo no GPHAVI, um laboratório periférico de Santa Catarina. Permitindo, assim que haja um melhor entendimento dos focos de pesquisa, o que pode levar a um melhor planejamento de futuros projetos do grupo, bem como, uma maior clareza para aqueles que venham a desenvolver interesse de ingressar na pesquisa sobre a História Ambiental na FURB. Outra contribuição a ser destacada é a de tornar visível para a comunidade acadêmica e comunidade em geral, os trabalhos e contribuições realizados pelo Grupo de Pesquisa em História Ambiental do Vale do Itajaí.

A pesquisa e o TCC de Juliano estão em desenvolvimento, e os resultados poderão ser acessados pelo nosso blog. Fique ligado e acompanhe as notícias!

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Duas novas pesquisas pelo PIPe em 2020

Foi divulgado resultado do Edital FURB PROPEX18/2019 – PIPe/Artigo 170 - 2020 e tivemos 2 projetos aprovados: tendo como foco as pesquisas do pesquisador Gilberto foi aprovado o projeto Representações da natureza e descrições da paisagem do Vale do Itajaí-Acú no século XIX; E com foco nas pesquisas de Martin e Gilberto o projeto Investigando o acervo científico do Grupo de Pesquisa de História Ambiental do Vale do Itajaí (GPHAVI) para entender o desenvolvimento regional do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí - SC. Os estudantes interessados em bolsas de pesquisa devem estar inscritos no UNIEDU e no Cadastro Sócio-econômico da FURB. Veja na integra em: Edital e Resultados.

domingo, 29 de março de 2020

Notas para uma geopolítica do corona virus - texto de Guillermo Castro H

La pandemia del COVID 19 nos avisa que la globalización –con todo su extraordinario desarrollo de las fuerzas productivas– ha ingresado en una fase en la cual las relaciones de producción vigentes impiden producir las transformaciones ambientales y sociales necesarias para hacer de la Humanidad la patria de todos los humanos. Para ver o texto completo clique aqui.

terça-feira, 24 de março de 2020

Corona vírus: uma interpretação ecológica - texto de Arthur Soffiati

Pelos meios de comunicação, sobretudo pelas redes de televisão, as informações sobre cuidados com a higiene pessoal e as orientações para não criar pânico invadem as residências mais que o próprio vírus da novo Corona. Estamos tão imersos no dia a dia da pandemia que não nos interessa saber as causas profundas das doenças transmissíveis. As TVs dedicam tanto tempo insistindo no controle do pânico que as pessoas acabam concluindo que deve haver algo perigoso e que mereça pânico.
Em perspectiva histórica, as epidemias ganham terreno cada vez mais amplo quanto maior a expansão de alguma civilização. A peste negra, no século XIV, veio da Ásia e provocou mortandade em massa na Europa Ocidental. O contato principal entre oriente e ocidente era, então, feito pelos muçulmanos e venezianos. Foi por eles que a bactéria causadora da peste entrou na Europa e devastou sua população.
Os micro-organismos não eram então conhecidos. A medicina se confundia com o curandeirismo. A bactéria hospedava-se no rato preto e era passada dele para humanos pela pulga. De um catolicismo ainda muito fundamentalista, a população julgou que a peste era um castigo de Deus ou maldição do Demônio. Bodes expiatórios foram logo eleitos pelo povo: as mulheres consideradas feiticeiras e os gatos. Estes quase exterminados por serem animais diabólicos, quando, na verdade, combatiam os ratos.
A peste não alcançou a América e a Austrália por motivos óbvios: os dois continentes não estavam integrados ao sistema comercial eurasiano por serem desconhecidos. Com a expansão da civilização europeia e do seu sistema econômico, doenças para as quais o organismo dos ocidentais já havia criado imunidade manifestaram-se com virulência nos povos americanos, que as desconheciam, como a varíola, a sífilis, o sarampo, a tuberculose e a simples gripe. Houve extermínio em massa causado pelo mero contato ou propositalmente. As doenças viajavam de caravela então. Para continuar a leitura clique aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2020

A partir de hoje as atividades presenciais no laboratório do grupo estarão suspensas como prevenção do Covid 19



A coordenação do Grupo de Pesquisa de História Ambiental do Vale do Itajaí informa que a partir de 16 de março de 2019 estaremos realizando as atividades de ensino, pesquisa e extensão de forma remota. Qualquer dúvida ou informação poderemos responder através do e-mail, WhatsApp ou redes sociais do grupo.





terça-feira, 10 de março de 2020

Recebemos a obra: O povo Xokleng Laklãnõ: o povo do Sol

Como é gratificante ver o resultado de muita pesquisa e extensão acadêmica sendo traduzida para uma linguagem acessível como o "Gibi", com uma mensagem importante que mostra as problemáticas da construção da Barragem Norte na terra indígena, ao povo indígena, e pelo ponto de vista histórico dos sujeitos que foram atingidos. 

Agradecemos ao Historiador Rodrigo Wartha, assim como aos demais envolvidos pela doação da obra O POVO XOKLENG LAKLÃNÕ O POVO DO SOL ao acervo do GPHAVI. É um material decorrente das atividades dos autores em projeto realizado com o apoio do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura, Esporte, Fundação Catarinense de Cultura (FUNCULTURAL e Edital ELIZABETE ANDERLE/2017) realizado no Grupo de Pesquisa Ethos, Alteridade e Desenvolvimento - GPEAD na FURB, com a Escola E.I.E.B Vanhecú Patté





   

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Taller de História Ambiental para América Central e Caribe

Aconteceu em outubro de 2019 em El Salvador a Oficina de História Ambiental para América Central e Caribe. O evento foi financiado pelo Consórcio Internacional das Organizações de História Ambiental ("International Consortium of Environmental History Organizations" (ICEHO), e contou com a organização da Universidade Nacional de Costa Rica, Universidade de El salvador, Universidade Autônoma de Honduras e Universidade Indiana e do Caribe de Bluefields da Nicaraguá. Confira o vídeo e veja como ocorreu a criação do desenho do curso de História Ambiental para América Central e o Caribe, e da Rede de História Ambiental para a América Central e o Caribe.



Fonte: PICADO, W. Vídeo do Taller de Historia Ambiental para América Central y el Caribe, El Salvador, 2019. Recebido em 28 de fevereiro de 2020 pelo Correio Solcha (correosolcha@googlegroups.com).

 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Entre publicações e discursos: as relações sócio ambientais da revista Blumenau em Cadernos (1957-1962 / 1980-1984)

Dia 06 de dezembro de 2018
Wilhan Verner Zilz participou de duas Iniciações Científicas no GPHAVI: inicialmente em um estudo sobre a História Ambiental do território dos pescadores artesanais no Canal do Linguado- SC, e na outra pesquisa analisando o desenvolvimento regional nas comunidades do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí - SC. Finalizou a sua formação em história na FURB investigando no seu TCC as relações socioambientais apresentadas nas publicações da revista Blumenau em Cadernos. 

Resumo

Diante do desenvolvimento de novas tecnologias e transportes, ocorreu um encurtamento nas distâncias, facilitou o acesso e o aumento da escala produtiva / consumidora. Com essas facilidades a humanidade acompanhou sua população global aumentar exponencialmente, rumando para uma crise ambiental sem precedentes, devido a má utilização dos recursos naturais e à poluição. Após os alertas ambientalistas emitidos em publicações e Conferências Internacionais, novas demandas passaram a ser consideradas para o desenvolvimento das nações. Assim como passou-se a repensar os paradigmas das relações socioambientais. Neste contexto, o objetivo deste lavrado é analisar as relações socioambientais expressadas em 78 artigos da Revista Blumenau em Cadernos entre os anos de 1957-1962 e 1980-1984. E através de análise comparativa, relacionar as particularidades que circundam as relações socioambientais destes contextos, respectivamente, antes e após a Conferência Ambiental (1972). Através das análises percebeu-se que o meio ambiente passou de plano de fundo e escala de desenvolvimento, para ser reconhecido como sinônimo de qualidade de vida. Notou-se algumas rupturas nas concepções ambientais, como nos sistemas rudimentares de tratamento de resíduos, o combate à comportamentos nocivos à natureza (desmatamento, caça, poluição água/ar); a diminuição da produção e diversidade agrícola. Permitiu conhecer as contribuições do periódico ao publicar os esforços e as tentativas de se conscientizar a população (ações e eventos), que resultaram em Decretos de áreas de Conservação, na proteção das matas ciliares. Evidenciou-se através de parte dos planejamentos e fiscalização para o controle de resíduos e poluição, um aumento na preocupação para se preservar o meio ambiente.

Com orientação do professor Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos, o TCC Entre publicações e discursos: as relações sócio ambientais da revista Blumenau em Cadernos (1957-1962 / 1980-1984) pode ser acessado na integra no repositório da FURB, clicando aqui.




quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Pesquisadora Vivian apresentará sua tese de doutorado em Desenvolvimento Regional

Marcada a data para defesa de Vivian Costa Brito, que apresentará a tese O Território têxtil: relações sociespaciais entre a rede formada pelas industrias maquiladoras de exportação da zona metropolitana de Ciudad del Este (região de fronteira do Departamento do Alto do Paraná, Paraguai) e o sistema produtivo regionalizado de Blumenau (Santa Catarina, Brasil), pesquisa orientada por Gilberto Friedenreich dos Santos. Veja a seguir a chamada pública da defesa emitida pelo PPGDR da FURB, com data, local e horário:


DEFESA PÚBLICA DE TESE


O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Regional de Blumenau convida toda a comunidade, para assistir a defesa pública de tese da doutoranda  VIVIAN COSTA BRITO  cujo título é:

O TERRITÓRIO TÊXTIL: Relações socioespaciais entre a rede formada pelas Indústrias Maquiladoras de Exportação da Zona Metropolitana de Ciudad del Este (Região de Fronteira do Departamento do Alto do Paraná, Paraguai) e o Sistema Produtivo Regionalizado de Blumenau (Santa Catarina, Brasil)


Banca Examinadora:

Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos - FURB
Prof. Dr. Fabio Borges –  UNILA
Profa. Dra. Isa de Oliveira Rocha   – UDESC
Prof. Dr. Ivo Marcos Theis – FURB
Prof. Dr. Leonardo Brandão – FURB
Suplentes
Prof. Dr. Clovis Reis – FURB
Prof. Dr. Valmor Schiochet - FURB


Dia: 27 de fevereiro de 2020 (quinta-feira)
Horário: 09:00 horas
Local: sala F 101  
Campus 1 da FURB

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Revista Fontes publica dossiê "Fontes para a História Ambiental"


A revista fontes apresentou o dossiê Fontes para a História Ambiental. "Este número da Revista de fontes é dedicado a textos que apontam caminhos a seguir nos estudos da história ambiental. Área dos estudos históricos relativamente nova por sua abordagem global, como apontam os organizadores do dossiê, Janes Jorge e Patricia Raffaini em seu texto de apresentação, com enorme relevância social e assim política, ela aqui se desdobrou em cinco vertentes. Os autores destes artigos propõem abordagens metodológicas e/ou tipos documentais específicos ao campo. Bianca Lucchesi, por meio sobretudo de documentação do Centro de Memória da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, mostra como representações fotográficas do começo do século XX ajudam a entender o embate entre a construção de identidades urbanas e rurais na São Paulo do período. Elenita Pereira e Sara Fritz, a partir da documentação privada de José Lutzemberger estudam a participação desse importante ambientalista do último quarto do século XX na constituição de fundações que tinham como conceito-base a teoria de Gaia. Bianca de Almeida, a partir de O Turista aprendiz (1927-1929), de Mário de Andrade, aponta caminhos para o uso de obras literárias e memorialísticas para a compreensão das interações entre o homem e a natureza. Roger Colacios toma como foco de análise a legislação ambiental brasileira, trazendo os Direitos Ambientais como instrumento analítico para essa legislação. Finalmente, o artigo de Marcio Bertazi tem como objetivo discutir como textos filosóficos, a partir de conceitos como o de ecologia profunda, podem auxiliar nos estudos das rupturas entre a cultura e a natureza. Que a riqueza destas contribuições sirva de inspiração a novas pesquisas!" (Revista Fontes). Para acessar o dossiê da revista clique aqui!

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Pesquisador Alanildo do grupo defende sua tese em Desenvolvimento Regional

Foi apresentado no dia 28 de novembro a tese O programa de desenvolvimento sustentável de territórios rurais em xeque: uma avaliação do território Lençóis Maranhenses/ Munim no Estado do Maranhão, do pesquisador do grupo Alanildo Gomes Guimarães tendo como orientação o professor Gilberto Friedenreich dos Santos (GPHAVI) professor do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional. 

Para conhecer o estudo clique aqui (em breve)!


sábado, 9 de novembro de 2019

Artigo "Ensinando Humanidades Ambientais : Perspectivas e Práticas Internacionais"

Conforme os autores "Este artigo fornece a primeira visão internacional e uma discussão detalhada do ensino em humanidades ambientais (EH). É dividido em três partes. O primeiro oferece uma série de visões gerais regionais: onde, quando e como está ocorrendo o ensino de EH. Esta parte destaca alguma variabilidade regional importante na adoção do ensino nessa área, enfatizando diferenças importantes em contextos culturais e pedagógicos. A segunda parte é um envolvimento crítico com alguns dos principais desafios e oportunidades que estão surgindo no ensino de EH, centrando-se em como o campo está sendo definido, conceitos e idéias compartilhados, pedagogias interdisciplinares e a centralidade de abordagens experimentais e voltadas ao público para ensino". Para acessar o artigo completo clique aqui.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Revista História Crítica apresenta Dossiê Panorama atual da História Ambiental Latino Americana

Dossiê apresenta "Panorama actual de la historia ambiental latinoamericana", com estudos de atuantes pesquisadores da área como: Vladimir Sánchez-Calderón, Jacob Blanc, Katherinne Mora Pacheco, Elisabet Prudant, Anderson Dutra e Silva, Sandro Dutra e Silva, Claudia Leal León, Frank Molano Camargo. Para acessar o Dossiê clique aqui

domingo, 20 de outubro de 2019

Aconteceu na UFSC o 3º Congresso Mundial de História Ambiental
















Aconteceu em julho de 2019 na UFSC o III Congresso Mundial de História Ambiental. O evento foi organizado por um conjunto de universidades e instituições nacionais e internacionais e a UFSC através do LABIMHA - Laboratório de Imigração, Migração e História ambiental. 

3º Congresso Mundial de História Ambiental, 22 a 26 de julho de 2019, UFSC, Florianópolis, Brasil. Crédito da foto: Portal Serra.

O evento contou com mais de 280 pesquisadores de 35 países. Uma das participantes, a estudante Natascha Otoya, da Universidade de Georgetown , que vivenciou o evento, deixou como contribuição uma descrição do que vivenciou. Confira a seguir clicando aqui.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Vem aí o X Simpósio da Sociedade Latino Americana e Caribenha de História Ambiental - SOLCHA

Informações do evento clique aqui.
Ocorre no Ecuador entre 6 e 9 de julio o X Simpósio da Sociedade Latino Americana e Caribenha de História Ambiental - SOLCHA. As informações estão sendo disponibilizadas no site da FLACSO.

El X Simposio de la SOLCHA evidencia la consolidación de la historia ambiental en América Latina y presenta diversos retos, como el de ampliar las líneas de investigación. Algunos temas usuales han sido la historia del agua, ciudades, metabolismo social, ideas y prácticas de conservación, ambientalismos e imaginarios sobre la naturaleza. Por otro lado, hay temas menos explorados como las fronteras internas, tropicalidad, articulaciones con el darwinismo y la ciencia, historia ambiental antes de la conquista europea, teoría y metodología de la historia ambiental, entre otros.

Esas investigaciones no competen exclusivamente al campo de la historia ambiental, por lo cual la SOLCHA, a lo largo de estos años, ha mantenido e incrementado sus diálogos con otros campos de la historia y con la ecología política, agroecología, política ambiental, etnoecología, antropología ontológica, ingeniería y gestión ambiental, geografía, estudios territoriales, estudios del paisaje, entre otras epistemologías enfocadas en las relaciones entre sociedad y naturaleza. FLACSO Ecuador y su Departamento de Antropología, Historia y Humanidades, han acogido con entusiasmo la realización del X Simposio de la SOLCHA 

Mais informações em www.flacso.edu.ec/solcha2020 - simposio.solcha@flacso.edu.ec.


domingo, 22 de setembro de 2019

Participação do GPHAVI na 13º MIPE FURB.

Aconteceu entre 18 e 20 de setembro de 2019 a MIPE FURB, e o GPHAVI teve seis 6 estudantes que apresentaram seus resultados das Iniciações Científicas. Essas pesquisas foram desenvolvidas através dos recursos da Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina, através dos artigos 170 e 171, pelo PIPe (1 estudantes) e FUMDES (2 estudantes); E pelos programa PIBIC-CNPq-EM (1 estudante), PIBIC-CNPq (1 estudante) e PIBIC-FURB (1 estudante). As pesquisas abordaram os temas da Tecnologia Social e a Consciência AmbientalHistória do Desenvolvimento e Sustentabilidade no entorno de um Parque NacionalHistória da relação sociedade, tecnologia e natureza na produção do Arroz; E análise do acervo do laboratório do GPHAVI. 

Parabéns a todos os envolvidos: os pesquisadores Gilberto Friedenreich dos Santos, Martin Stabel Garrote, Vanessa Dambrowski, Nelson Afonso Garcia Santos, Ana Paula Tabosa dos Santos Sanches, e aos estudantes bolsistas que participaram do processo da pesquisa e apresentaram os estudos Letícia Dickmann, Manuela Buzzi, Ana Carolina Rodrigues, Juliano João Nazário, Kayuã Girardi e João Henrrique Tomio

Veja como foi....

Através do PIBIC CNPq Ensino Médio, a estudante da Escola Técnica do Vale do Itajaí Letícia Dickmann, com orientação do pesquisador Nelson Afonso Garcia Santos, apresentou o trabalho:
TECNOLOGIA SOCIAL E ECOLOGISMO: LIMITES E POTENCIALIDADES A PARTIR DA ANÁLISE DE EXPERIÊNCIAS IDENTIFICADAS NA FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL Letícia Dickmann; Nelson Afonso Garcia Santos 
Estudante Letícia Dickmann - ETEVI - FURB
Letícia e Nelson 13 MIPE 2019
Com o objetivo de demonstrar que pela implantação de projetos que realizam Tecnologia Social (TS) com a consciência ecológica é possível diminuir os impactos ambientais oriundos do processo de desenvolvimento de um local ou região, essa iniciação científica realizou a elaboração do estado da arte sobre tecnologia social e ecologismo, através da análise de artigos publicados em revistas especializadas, livros e periódicos. Em seguida, fez-se a investigação junto ao sítio da Fundação Banco do Brasil (FBB) para identificar os projetos de tecnologia social desenvolvidos no país, cadastrados na FBB e relacionados com a questão ambiental, assim como suas propostas, objetivos e resultados quanto à minimização dos impactos ambientais consequentes do desenvolvimento. O mapeamento de 158 projetos divulgados no sítio eletrônico da FBB e relacionados com o ambientalismo permitiu a identificação dos efeitos positivos no meio ambiente através desses projetos. Para identificar as interconexões entre o movimento da TS e do ecologismo destacam-se os conceitos de tecnologia social, consciência ecológica e socioambientalismo. A TS pode ser compreendida como todo processo ou método que busca soluções para problemas sociais com a participação e interação da comunidade, visando uma sociedade mais justa e ambientalmente sustentável (DAGNINO 2004; DIAS e NOVAES 2010). A consciência ecológica (MORIN 1994) é a compreensão da importância do meio ambiente e dos elementos relacionados a ele e como a natureza é afetada pela ação antrópica. O socioambientalismo, por sua vez, refere-se à integração entre os sistemas sociais e ecológicos (FERNANDES; SAMPAIO 2008). Com tais conceitos como pressupostos realizou-se a análise dos dados visando identificar as principais características dos projetos, que foram organizados de acordo com a região em que foram implementados e categoria a que pertencem. Finalmente, os dados coletados foram contabilizados em forma de gráfico, demonstrando a frequência de cada tipo de projeto em cada região do Brasil. Os 158 projetos identificados em dez categorias, cadastrados na FBB, voltados para a minimização dos impactos ambientais e desenvolvidos nas cinco regiões do ISSN 2525-9067 324 Brasil (22 projetos na região Norte; 27 na região Nordeste; 43 na região Sudeste; 29 na região Centro-Oeste e 37 na região Sul) demonstraram ações de baixo custo e fácil aplicabilidade que, realizadas por instituições distintas com o envolvimento da comunidade obtiveram ótimos resultados contribuindo para uma sociedade mais sustentável. Assim, concluiu-se que a tecnologia social dentro da perspectiva de ciência e tecnologia mostra-se como uma importante alternativa de mudança para o contexto brasileiro, considerando seus critérios de justiça, melhoria ambiental e equidade social. 


Através do PIBIC CNPq a estudante da arquitetura Manuela Buzi, com orientação do pesquisador Gilberto Friedenreich dos Santos e colaboração da doutoranda em Desenvolvimento Regional Ana Paula Tabosa dos santos Sanches apresentou:
A PRODUÇÃO DE ARROZ NO MUNICÍPIO DE MASSARANDUBA (SANTA CATARINA): SOCIEDADE, TECNOLOGIA E NATUREZA 
Manuela Buzzi; Gilberto Friedenreich dos Santos; Ana Paula Tabosa dos Santos Sanches 

Manuela Buzzi - Arquitetura - FURB
Massaranduba localiza-se no Vale do Itapocu em Santa Catarina. A produção do município é predominantemente agrícola, sendo o arroz irrigado a principal cultura. O objetivo da pesquisa foi analisar a partir de uma perspectiva histórica a relação tecnologia, sociedade e natureza na rizicultura no município de Massaranduba e as transformações ambientais provocadas por essa relação. A abordagem da metodologia é qualitativa, desenvolvida em duas etapas. A primeira consistiu no levantamento de dados secundários por meio de revisão bibliográfica e na segunda, levantamento de dados primários com entrevistas com sete diferentes atores da agricultura de Massaranduba. Os dados foram analisados pela abordagem da História Ambiental e depois organizados cronologicamente em períodos para compreender na história da atividade e a relação sociedade, tecnologia e natureza no município de Massaranduba. Divide-se o processo histórico de desenvolvimento da rizicultura no município em quatro períodos: 1ª) Década de 1870 a 1922: início da colonização do município e do cultivo de arroz em Massaranduba. A produção é de subsistência e manual; 2ª) 1922 até a década de 1950: utilização de “tobatas” nas lavouras e surto industrial, levando alguns trabalhadores do campo para a cidade, expandindo a economia local, além do aparecimento dos primeiros maquinários na produção, como o debulhador de grãos; 3ª) Década de 1950 a 1989: a Revolução Verde no município com a introdução de maquinários, o uso de agrotóxicos na agricultura irrigada, e o surgimento da Cooperativa Juriti, que representa a adoção dos princípios do sistema associativo; 4ª) 1989 até 2019: instituída a lei 7.802/1989, conhecida como Lei de Agrotóxicos, que modera a utilização de defensivos nas lavouras, gerando menos impactos na bacia hidrográfica da região. Com o passar dos anos, as tecnologias revolucionaram o plantio, aumentando a produtividade. A rizicultura é uma prática comum que é passada de geração em geração, mas os mais jovens não têm tendência de continuar na atividade. É uma atividade econômica que utiliza agrotóxicos e depende do consumo dos cursos de água próximos que são contaminados e geram impactos na bacia hidrográfica da região. A utilização dos defensivos foi um aliado para aumentar a produção,mas não significa que essa produção ganhou qualidade, e sim rapidez. Na História Ambiental do desenvolvimento da atividade da rizicultura a tecnologia facilitou os processos da cadeia produtiva, aumentando a produtividade das safras ao longo do tempo, mas também ocasionou o aumento do impacto ambiental. 

Através do PIBIC-FURB a estudante de Ciências Biológicas Ana Carolina Rodrigues, com orientação dos pesquisadores Vanessa Dambrowski, Martin Stabel Garrote e Gilberto Friedenreich dos Santos, apresentou a pesquisa:
O ACERVO DO GRUPO DE PESQUISAS DE HISTÓRIA AMBIENTAL DO VALE DO ITAJAÍ E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL SERRA DO ITAJAÍ-SC 
Ana Carolina Rodrigues; Gilberto Friedenreich dos Santos; Martin Stabel Garrote; Vanessa Dambrowski; Maria de Fátima da Silva 

Ana Carolina Rodrigues - Ciências Biológicas - FURB
O Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí vem desde 2004 realizando pesquisas sobre a História Ambiental do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí. A pesquisa investigou a contribuição das informações do acervo de entrevistas do GPHAVI para o estudo do desenvolvimento regional do entorno do PNSI. Os objetivos específicos foram: (a) organizar o acervo de entrevistas por comunidade do Parque, (b) identificar os usos do solo e meios de sobrevivência, (b) identificar os processos econômicos do uso do solo, (c) determinar e listar os processos de desenvolvimento regional. Foram organizadas e analisadas entrevistas presentes no banco de dados do GPHAVI identificando processos do desenvolvimento regional ocorridos no entorno do PNSI. Inicialmente o trabalho consistiu em levantar e resgatar o acervo de entrevistas, e nesse processo identificar o espaço geográfico narrado pelo entrevistado. As entrevistas foram tabuladas e organizadas por comunidades, onde identificou-se nas narrações os usos do solo, meios de sobrevivência e atividades econômicas decorrentes dos processos de desenvolvimento que ocorreram na história das comunidades. O GPHAVI realizou 37 pesquisas no entorno do PNSI. A partir dessas pesquisas foram identificadas ações que modificaram a paisagem e o modo de vida a partir da colonização, resultado principalmente da ocupação e formação das comunidades, abertura da floresta para agropecuária, abertura de estradas e exploração comercial da madeira. Foram identificadas e analisadas 45 entrevistas com moradores do entorno do PNSI, distribuídas em 23 comunidades dos municípios de Blumenau, Botuverá, Vidal Ramos, Presidente Nereu, Apiúna, Indaial e Ascurra. Nestas entrevistas foi possível identificar atividades primárias de subsistência e comerciais relativas essencialmente à produção agrícola, pecuária e extrativismo. A extração comercial de madeira nativa foi significativa até 1980, sendo sucedida gradativamente pelas monoculturas de pinus e eucaliptos, que substituíram totalmente a exploração da mata nativa nos anos 90. O cultivo de fumo, milho, aipim e eucalipto continuam sendo as principais atividades econômicas das comunidades estudadas. Após a criação do PNSI e maior busca por turismo rural, de aventura e ecoturismo, começam a surgir e ampliar atividades econômicas secundárias para atender essas demandas. Também foram analisados 18 questionários aplicados em propriedades que exploram alguma atividade secundária no entorno do PNSI nos municípios de Blumenau, Indaial, Gaspar, Apiúna, Ascurra, Presidente Nereu, Botuverá e Guabiruba. As principais atividades identificadas estão relacionadas a lazer associadas aos recursos hídricos e paisagísticos da região e atividades esportivas. O acervo de entrevistas do GPHAVI é um recurso importante para analisar o desenvolvimento regional do entorno do PNSI, uma vez que possui entrevistas que demonstram mudanças no modo de vida, no uso do solo e dos recursos naturais, relacionados à diferentes ciclos econômicos que ocorreram e continuam em desenvolvimento na região.

Através do FUMDES artigo 171 os estudantes Juliano João Nazário, estudante de História e Kayuã Girardi estudante de Ciências Sociais, com orientação dos pesquisadores Martin Stabel Garrote e Gilberto Friedenreich dos Santos apresentaram os resultados da pesquisa História e Desenvolvimento no entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí em Apiúna, Presidente Nereu e Vidal Ramos- SC através dos resumos publicados como:
HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL DO ITAJAÍ NOS MUNICÍPIOS DE PRESIDENTE NEREU E VIDAL RAMOS
Juliano João Nazário; Gilberto Friedenreich dos Santos; Martin Stabel Garrote; Kayuã Girardi; João Henrique Tomio; Maria de Fatima da Silva; Ana Carolina Rodrigues 

Juliano João Nazário - História - FURB

Trata-se de uma pesquisa enquadrada dentro dos estudos da área do Desenvolvimento Regional ou Ciência Regional, tendo como objeto de estudo a região do entorno de uma unidade de conservação de proteção integral, o Parque Nacional da Serra do Itajaí (PNSI), que possui uma área de 57.374 ha e representa 0,05% da área original total da Mata Atlântica no país. O objetivo geral da pesquisa foi investigar a história do desenvolvimento regional do território das comunidades rurais presentes no entorno do PNSI nos municípios de Presidente Nereu (comunidade de Thime) e Vidal Ramos (comunidade de Fartura). Para isso, necessitouse (a) compreender o processo histórico de ocupação e colonização da região; (b) identificar na história da região os processos de desenvolvimento; (c) identificar no contexto atual do entorno do PNSI iniciativas de desenvolvimento sustentável. A análise do Desenvolvimento Regional se deu através da abordagem teórica metodológica da História Ambiental. Utilizando-se, na pesquisa, de levantamentos de referências bibliográficas, artigos, dissertações, e teses sobre o parque e as comunidades, além disso, entrevistas coletadas com moradores e a paisagem observada serviram de fonte para situar eventos históricos, e identificar as interações entre os sistemas sociais e naturais, e suas consequências ao longo do tempo. Constataram-se modificações no modo de vida e interação com a natureza nas comunidades ao longo do tempo. Inicialmente baseadas em extrativismo, passando a agricultura de subsistência, plantio de fumo, madeira de reflorestamento e pecuária. Hoje as principais formas de sustento das comunidades concentram-se no plantio do fumo e madeira de reflorestamento, sendo ainda presentes na região, a agricultura de subsistência e a pecuária. Com a criação do PNSI atividades de extrativismo, como a caça, por exemplo, praticamente acabaram. A História do Desenvolvimento Regional dessas comunidades está ligada a exploração da natureza, possuindo vários ciclos de cultura que perduraram até a criação do PNSI e a partir dele novas estratégias de desenvolvimento começaram a ocorrer na região, como, por exemplo, iniciativas de exploração do turismo rural.

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ EM APIÚNA 
Kayuã Girardi; Gilberto Friedenreich dos Santos; Martin Stabel Garrote; Juliano João Nazário; João Henrique Tomio; Maria de Fátima da Silva; Ana Carolina Rodrigues 

Kayuã Girardi - Ciências Sociais - FURB
O estudo trata da relação sociedade e meio ambiente, analisando a História Ambiental do Desenvolvimento Regional de um território protegido por uma Unidade de Conservação, o Parque Nacional da Serra do Itajaí - PNSI, que representa 0,05% da área original total da Mata Atlântica no país e 0,55% da área remanescente e está entre os três maiores fragmentos que ainda se encontra no estado de Santa Catarina, além de ser a segunda maior Unidade de Conservação de Proteção Integral Federal do bioma no sul do Brasil. O objetivo geral é (a) compreender o processo histórico de ocupação e colonização da região; (b) identificar na história da região os processos de desenvolvimento; (c) identificar no contexto atual do entorno do PNSI iniciativas de desenvolvimento sustentável. Utilizou o levantamento de dados sobre as comunidades de Braço do Salão, Gravata, Jundiá e Ribeirão Neisse em Apiúna. Analisaram-se fontes bibliografias, especialmente regionais, documentos oficiais, artigos técnico-científicos, atlas, mapas, transcrições de entrevistas e levantamentos censitários analisando questionários aplicados nas comunidades. Foram realizadas visitas às comunidades para realizar observação da paisagem e identificação de iniciativas de desenvolvimento sustentáveis. Os vales de Apiúna, a partir de 1850 a 2000, desenvolveramse com a expansão das comunidades de Gravatá, Ribeirão Jundiá, Braço do Salão e Ribeirão Neisse. Nesse processo, ocorreu apropriação e adequação da floresta ombrófila densa. Os colonos exploravam a mata virgem da região substituindo pela cultura da exploração do milho, aipim, avicultura, criação de gados e suínos etc, principalmente para subsistência no início. Ao longo do tempo se iniciou a comercialização desses produtos, principalmente a partir de 1950 onde a mecanização dos veículos facilitaram a ida desses colonos até os centros urbanos. O desenvolvimento das comunidades em Apiúna teve ciclos econômicos parecidos, o principal a madeira. Até a década de oitenta a exploração em grande escala da mata nativa, e incrementa o reflorestamento. No período após a criação do parque, predominou o cultivo de pinus, eucaliptos, aipim e milho como principais cultivos, existindo em muitas propriedades a prática da agricultura de subsistência. As propriedades rurais produtoras diminuíram significativamente após a criação do parque em 2002 muitas propriedades passaram a ser parceladas, surgindo pequenas chácaras e sítios. Alguns colonos cessaram totalmente a prática da exploração e do uso do solo e em algumas comunidades inicia-se um processo de criação de empreendimentos utilizando das belezas e recursos naturais para o turismo, com pousadas, e pequenos recantos naturais. Com a pesquisa da história ambiental do desenvolvimento regional em Apiúna, foi possível notar que as comunidades possuem um enorme potencial para desenvolverem atividades de desenvolvimento sustentável, entretanto, não existem políticas públicas ou interesses em parte dos moradores em realizar tais atividades.

Juliano, Gilberto, Kayuã e Martin 13º MIPE 2019
Através do PIPe Artigo 170, o estudante da arquitetura João Henrique Tomio com orientação de Martin Stabel Garrote e Gilberto Friedenreich dos Santos, apresentou o estudo, sendo representado pelos estudantes Kayuã Girardi e Juliano João Nazario:
HISTÓRIA, DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE NO ENTORNO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ EM BOTUVERÁ E GUABIRUBA-SC 
João Henrique Tomio; Gilberto Friedenreich dos Santos; Martin Stabel Garrote; Kayuã Girardi; Maria de Fátima da Silva; Ana Carolina Rodrigues 

Abordando a temática dos estudos do desenvolvimento regional, e da relação homem natureza, a pesquisa teve como objeto de estudo as comunidades do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí, em Guabiruba-SC comunidades de Aymoré, Lajeado Alto, Lajeado Baixo e Planície Alta. E em Botuverá-SC nas localidades de Areia Alta, Areia Baixa, Beira Rio, Lajeado Alto, Lajeado Baixo, Lajeado Central, Ribeirão do Ouro e Salto de Águas Negras. O objetivo foi investigar a história do desenvolvimento regional do território, identificando interações entre os sistemas sociais e naturais, e suas consequências ao longo do tempo nessas comunidades. Antes da chegada dos europeus, o Vale do Itajaí já contava com a presença humana com as tribos Xokleng Laklãnõ, Kaingang e Guarani. Depois do século XVI chegaram os portugueses, açorianos, madeirenses e vicentinos, ocorrendo incursões de mineradores e exploradores de madeira subindo o rio Itajaí-açú. A partir do século XIX chegam à região os imigrantes alemães, poloneses e italianos estabelecendo uma relação e interação na floresta exploratória e gerando uma rápida transformação na paisagem. A partir de 1950 as grandes monoculturas de aipim e milho para comércio vão sendo substituídas pelo fumo através de programas de extensão rural administradas por empresas de Tabaco, como a Souza Cruz, fizeram que os colonos migrassem para o cultivo do fumo em larga escala, acarretando uma melhora da situação social e econômica. Entre 1970 e 1980, com a crise agrícola e com o desenvolvimento industrial dos municípios vizinhos, ocorre uma mudança demográfica e de uso do solo, os mais jovens trocam o trabalho rural por oportunidades de empregos nas fábricas de cidades vizinhas ocasionando uma nova mudança na economia local com a diminuição da produção rural. Em 2004 no intuito de preservar os mananciais de grande parte da água, também assegurar a conservação dos remanescentes de mata atlântica foi criado o Parque Nacional da Serra do Itajaí - PNSI. O desenvolvimento local com o parque alavancou novos ramos de atividades econômicas, fazendo surgir pousadas, pesque pagues, recantos de lazer, assim como as vias que cruzam o parque servem de trilhas usadas por ciclistas e aventureiros trilheiros. Após a criação do parque as atividades extrativistas quase que cessaram, assim como as atividades rurais, predominando o reflorestamento e cultura do fumo, e demais culturas e criações são para a subsistência de algumas propriedades. Nas comunidades existem oportunidades de promover o desenvolvimento mais sustentável, cessando as atividades extrativistas e tendo a conservação e uso da paisagem como elementos para o desenvolvimento. 



domingo, 1 de setembro de 2019

Base de dados para pesquisa - site IBGE

Links de base de dados do site do IBGE.

Projeto coordenado pelo IBICT, que integra os sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras, e também estimula o registro e a publicação de teses e dissertações em meio eletrônico. Este projeto - iniciativa inovadora do IBICT, em parceria com as instituições brasileiras de ensino e pesquisa - possibilita que a comunidade brasileira de C&T publique suas teses e dissertações produzidas no país e no exterior, dando maior visibilidade a produção científica nacional.

Disponibiliza o conhecimento gerado na Universidade de forma rápida e sem fronteiras, ofertando conteúdo de milhões de páginas às comunidades nacional e internacional.

O projeto BRASILIANA USP tem como meta a formação de uma brasiliana digital, a ser construída por uma rede nacionalmente articulada de instituições públicas e privadas dispostas a dela participarem. A Universidade de São Paulo, com este Projeto, assume a tarefa de tornar irrestrito o acesso aos fundos públicos de informação e documentação científica sob sua guarda.

O Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes, é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional. Ele conta com um acervo de mais de 33 mil títulos com texto completo, 130 bases referenciais, dez bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.

O objetivo deste site é implementar uma biblioteca eletrônica que possa proporcionar um amplo acesso a coleções de periódicos como um todo, aos fascículos de cada título de periódico, assim como aos textos completos dos artigos. O acesso aos títulos dos periódicos e aos artigos pode ser feito através de índices e de formulários de busca.
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