"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Quando um edifício vira poeira: o que o 11 de Setembro pode ensinar à História Ambiental?

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Em 11 de setembro de 2001, o mundo acompanhou a destruição das Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. As imagens daquele dia foram registradas principalmente como imagens de um atentado terrorista: aviões atingindo edifícios, torres em chamas, pessoas fugindo e, depois, uma enorme nuvem cobrindo as ruas de Manhattan. Mas existe outra dimensão daquele acontecimento que merece ser observada naquela história.

O que aconteceu com o ambiente quando dois dos maiores edifícios de Nova York deixaram de existir?

Essa pergunta desloca o olhar, pois lá, naquele momento, o que era concreto tornou-se poeira. Vidro, aço, gesso, fibras, madeira, papel, materiais sintéticos e outros componentes do ambiente construído foram fragmentados, queimados, misturados e dispersos. Parte desse material foi carregada pela atmosfera, a outra parte depositou-se nas ruas, nos edifícios e nas residências. Trabalhadores, moradores, bombeiros e equipes de resgate passaram a respirar um ambiente que havia sido produzido pela própria cidade. É nesse ponto que o 11 de Setembro pode ser aproximado da História Ambiental.

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Não se trata, nesta postagem, de propor uma história ambiental do atentado, de seus antecedentes ou de suas consequências. A intenção é mais especulativa, partiu de uma curiosidade minha após este último dia 11, e de algumas reportagens que assisti em minhas redes sociais sobre os efeitos da poeira. Assim achei algumas fontes para compreender aquele acontecimento com um olhar da história ambiental. 

Entre os trabalhos que permitem fazer essa aproximação está o artigo “Environments of Terror: 9/11, World Trade Center Dust, and the Global Nature of New York’s Toxic Bodies”, publicado pelo historiador Brett L. Walker, em 2015, na revista Environmental History. O texto faz parte de um fórum da revista dedicado às relações entre tecnologia, ecologia e saúde humana no contexto do Antropoceno. Walker parte de uma questão que ultrapassa a narrativa convencional do atentado: o que aconteceu com os materiais que constituíam o World Trade Center quando as torres ruíram? O historiador chama atenção para o fato de que o World Trade Center não era apenas um conjunto de edifícios. Era um enorme sistema tecnológico composto por diferentes materiais, substâncias e tecnologias, muitos deles produzidos a partir de recursos extraídos, transformados e transportados de diferentes partes do mundo.

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Quando os edifícios desabaram, essa infraestrutura, que já carregava em sua materialidade uma história de extração, transformação industrial e circulação dos recursos que deram origem aos materiais utilizados em sua construção, foi convertida em uma mistura de poeira, fumaça e fragmentos. Walker sintetiza essa transformação ao afirmar que: “The WTC eventually became an agent of history itself”  (Walker, 2015). A formulação é provocativa porque modifica a posição ocupada pelo edifício na narrativa. O World Trade Center deixa de ser somente cenário de uma ação humana. Sua própria materialidade passa a participar da história. 

No caso do World Trade Center, entretanto, existe uma particularidade, a de estar diante de um ambiente construído. Concreto, aço, vidro, gesso, fibras e materiais sintéticos não são simplesmente “natureza”. Mas tampouco existem fora dela. São resultado de cadeias históricas de extração mineral, produção industrial, circulação de mercadorias, desenvolvimento tecnológico, trabalho e consumo. O edifício, portanto, condensava uma história ambiental anterior ao próprio 11 de Setembro. Quando as torres ruíram, essa história material foi reorganizada de maneira abrupta.

A pesquisa realizada pelo U.S. Geological Survey (USGS) logo após o desastre fornece uma documentação particularmente importante para perceber esse processo. A pedido da EPA e do Public Health Service, pesquisadores do USGS realizaram estudos de sensoriamento remoto e caracterização mineralógica da região de Lower Manhattan. Amostras foram coletadas em mais de 35 localidades dentro de um raio de aproximadamente um quilômetro do World Trade Center. Os pesquisadores identificaram na poeira materiais como vidro, gesso, concreto e outras substâncias relacionadas à construção dos edifícios. Também foram identificados vestígios de crisotila, uma forma de amianto, uma substância que danifica a saúde humana quando respirada.

A cidade havia produzido aquele ambiente durante décadas. Mas estava isolado e "em coma", mas em algumas horas, o ambiente produzido transformou-se em material disperso pelo ambiente urbano. Essa transformação pode ser tomada como um problema histórico. A poeira também tem uma história, e talvez nenhum elemento seja tão importante para essa discussão quanto a poeira.

Um dos primeiros estudos científicos detalhados foi realizado por Paul J. Lioy, Clifford P. Weisel, James R. Millette e outros pesquisadores, que analisaram amostras da poeira e da fumaça depositadas a leste do World Trade Center nos dias 16 e 17 de setembro de 2001. Os pesquisadores encontraram uma mistura complexa de materiais de construção e produtos da combustão, incluindo metais, fibras, amianto, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, PCBs, dioxinas, furanos, pesticidas e outros compostos. As amostras eram compostas principalmente por materiais provenientes da construção, fuligem, tintas e fibras de vidro.

O concreto, enquanto parte do edifício, possuía uma função. A partir do colapso, passou a integrar uma nuvem de partículas. O vidro deixou de cumprir sua função arquitetônica e tornou-se fragmento. Materiais utilizados para proteção contra incêndios foram pulverizados. Substâncias incorporadas ao ambiente construído passaram a circular pela atmosfera. A natureza, nesse caso, não aparece como simples cenário. O ar transporta partículas. O vento dispersa materiais. A chuva deposita e desloca substâncias. Os edifícios recebem a poeira. Os sistemas de ventilação podem redistribuí-la. Os corpos humanos tornam-se lugares de exposição. A atmosfera participa do acontecimento, uma catástrofe que continuou depois do colapso.

Outra contribuição importante vem do estudo de Philip J. Landrigan, Paul J. Lioy, George Thurston e colaboradores, publicado em 2004 em Environmental Health Perspectives. Os pesquisadores classificaram o episódio como uma grande catástrofe ambiental e analisaram diferentes formas de exposição: ar ambiente, poeira depositada em ambientes externos e internos, dispersão atmosférica e efeitos sobre diferentes grupos da população. O estudo mostrou que a concentração de partículas foi maior imediatamente depois do ataque e diminuiu com a distância do local do colapso. A poeira apresentava elevada alcalinidade e continha, entre outros componentes, cimento pulverizado, fibras de vidro, amianto, chumbo, PAHs, PCBs, dioxinas e furanos.

A poeira também atravessou uma fronteira que normalmente separa o ambiente público do privado. Pesquisas posteriores encontraram contaminantes em ambientes internos de Lower Manhattan. Um estudo publicado em Journal of Exposure Science & Environmental Epidemiology analisou poluentes orgânicos persistentes presentes na poeira depositada dentro de edifícios após o desastre. Isso significa que o problema ambiental não estava restrito ao espaço imediatamente próximo ao Ground Zero. A poeira podia entrar em apartamentos, escritórios e outros ambientes fechados.

Quem morava próximo ao World Trade Center? Quem trabalhava nos edifícios? Quem permaneceu na região? Quem participou da limpeza? Quem possuía condições de abandonar temporariamente sua residência? Quem teve acesso a informações sobre os riscos? A distribuição da exposição não era necessariamente igual. O ambiente, portanto, também pode revelar desigualdades sociais.

É possível avançar ainda mais nessa interpretação. Na narrativa tradicional de um desastre urbano, tendemos a imaginar uma sequência simples: ação humana → destruição → consequência ambiental. Mas com um olhar voltado para a A História Ambiental podemos experimentar outra perspectiva: sociedade + infraestrutura + materiais + atmosfera + fogo + água + corpos + trabalho + instituições → produção de um novo ambiente. Nesse modelo, o ambiente não aparece apenas depois da ação humana. Ele participa da própria transformação histórica. O fogo altera os materiais. O ar transporta partículas. O vento interfere na dispersão. A chuva modifica a deposição. Os sistemas de ventilação redistribuem a poeira. Os corpos humanos incorporam parte desse ambiente. A limpeza remove, desloca e reorganiza resíduos. A reconstrução modifica novamente o espaço. São processos físicos e químicos, mas também sociais, econômicos, políticos e culturais. É nesse cruzamento que a História Ambiental encontra outras áreas da historiografia. Uma história também do trabalho, da economia e do poder. A poeira não atingiu todos da mesma maneira. Bombeiros, policiais, equipes médicas, trabalhadores da construção, voluntários, moradores e trabalhadores de Lower Manhattan estabeleceram diferentes relações com aquele ambiente. 

A história da limpeza do Ground Zero, por exemplo, pode ser analisada como História do Trabalho: quais trabalhadores participaram da remoção? Quais equipamentos de proteção estavam disponíveis? Como os riscos eram conhecidos ou desconhecidos? Como o trabalho foi organizado? Pode também ser analisada como História Política: quais instituições produziram informações sobre a qualidade do ar? Como os riscos foram comunicados? Que decisões foram tomadas? E pode ser estudada como História Econômica: quais materiais foram utilizados na construção? De onde vieram? Que cadeias produtivas estavam envolvidas? Como foram organizados os processos de remoção dos escombros e reconstrução? 
Há ainda uma História Cultural: como a poeira foi representada nas fotografias, nos jornais, nos filmes, nos relatos dos sobreviventes e na memória do acontecimento? O ambiente permite conectar essas dimensões.

Existe outro aspecto particularmente interessante. Os estudos científicos realizados depois do atentado não servem apenas para descobrir “o que havia na poeira”. Eles próprios constituem documentos históricos. O relatório do USGS, por exemplo, registra uma ciência produzida em situação de emergência. O estudo começou poucos dias depois do ataque. Técnicas de sensoriamento remoto, espectroscopia, microscopia e análises químicas foram mobilizadas para responder a problemas concretos de uma cidade atingida por uma catástrofe. Isso permite ao historiador perguntar: Como uma sociedade produz conhecimento sobre um ambiente quando ainda não sabe exatamente quais são os riscos que está enfrentando? Essa pergunta desloca a pesquisa para a História da Ciência e da Tecnologia, por exemplo. O conhecimento sobre a poeira também possui uma história: coleta de amostras, escolha de métodos, elaboração de mapas, identificação de substâncias, interpretação dos resultados, comunicação pública e revisão posterior. A própria produção do conhecimento ambiental torna-se parte da história.

É importante não transformar essa perspectiva em uma explicação alternativa que substitua as demais. O que a História Ambiental pode fazer é acrescentar outra pergunta: o que aconteceu com o mundo material quando esse acontecimento atingiu uma das maiores estruturas urbanas do planeta? Essa pergunta revela uma história que estava presente desde antes da queda das torres.

O World Trade Center era resultado de mineração, indústria, engenharia, arquitetura, energia, trabalho, circulação internacional de materiais e expansão urbana. Sua destruição reorganizou temporariamente esses materiais em outra forma ambiental: uma nuvem de partículas, fumaça e resíduos. Nesse sentido, o artigo de Brett Walker oferece uma chave interpretativa particularmente interessante. O historiador relaciona os materiais presentes nos edifícios a redes globais de extração e circulação e argumenta que os corpos dos nova-iorquinos passaram a carregar materiais cuja história começava muito antes de 11 de setembro de 2001. A história de um mineral extraído em determinado lugar podia terminar, décadas depois, no corpo de uma pessoa que respirou a poeira do World Trade Center. Essa conexão entre extração, circulação, construção, destruição e exposição constitui uma das possibilidades mais interessantes para uma História Ambiental do episódio.

Mas! O que ainda pode ser investigado? As fontes disponíveis permitem imaginar várias pesquisas. Uma delas poderia reconstruir a história ambiental dos materiais que compunham o World Trade Center: de onde vieram, como foram transformados, por que foram utilizados e o que aconteceu com eles após o colapso. Outra poderia acompanhar a história da poeira, desde sua formação até sua deposição, remoção e eventual ressuspensão. Também seria possível estudar a relação entre poeira, trabalho e desigualdade social, acompanhando trabalhadores, moradores e equipes de emergência, e as enfermidades e contaminações. Outra possibilidade seria investigar a história da produção científica sobre o desastre, observando como as instituições identificaram os riscos, produziram mapas, coletaram amostras e modificaram suas interpretações ao longo do tempo.

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E existe ainda uma dimensão pouco explorada pela historiografia ambiental, que é a transformação do próprio ambiente urbano de Lower Manhattan durante a limpeza e a reconstrução até o que é agora. Nesse sentido, o 11 de Setembro pode ser tomado menos como um objeto já fechado e mais como uma espécie de laboratório histórico para pensar as relações entre sociedade, tecnologia, materiais e ambiente.

Vinte e cinco anos depois, a pesquisa científica continua investigando os efeitos das exposições ocorridas em 2001. Isso também é historicamente significativo. Alguns acontecimentos possuem um momento claramente identificável. Outros continuam produzindo consequências durante décadas. O 11 de Setembro pertence às duas categorias. 

Existe o dia do acontecimento: 11 de setembro de 2001. Mas existe também uma sequência posterior de exposições, doenças, pesquisas, disputas, políticas públicas, reconstrução, memória e produção de conhecimento. E pelo olhar da História Ambiental essa continuidade mereça atenção. A queda das torres produziu uma paisagem que durou mais do que o instante do colapso. Produziu resíduos, alterou a atmosfera local, reorganizou espaços de trabalho e moradia e colocou em circulação materiais que antes estavam incorporados à infraestrutura urbana. 

O caso também mostra que aquilo que chamamos de “ambiente” pode estar dentro de uma parede, em uma coluna de aço, em uma janela, em um sistema de ventilação ou em uma camada de poeira acumulada sobre o chão. A História Ambiental pode, portanto, olhar para o 11 de Setembro não para substituir sua história política, social ou cultural, mas para acrescentar uma pergunta sobre a materialidade do acontecimento. Quando uma sociedade constrói uma cidade com materiais extraídos, transformados e distribuídos por redes globais, onde termina a história desses materiais quando o edifício desaba? Talvez a resposta esteja justamente na poeira.

Há, porém, uma outra história do 11 de Setembro que também merece ser explorada: a história das pessoas que viveram aquele momento, diretamente no local dos acontecimentos ou a milhares de quilômetros dali, enquanto seguiam suas vidas cotidianas e, de repente, foram atravessadas por uma notícia que parecia impossível. As imagens transmitidas pela imprensa, a apreensão, o silêncio, as informações desencontradas e a sucessão de acontecimentos transformaram aquele dia em uma experiência compartilhada mundialmente, mas vivida de maneiras muito diferentes.

E aqui entra também uma memória pessoal. Naquele 11 de setembro de 2001, eu estava em Madrid, na Espanha. Trabalhava como camarero no Restaurante Krüger, Cervecería Alemana, no centro da cidade. Estava servindo as mesas quando comecei a perceber o espanto dos clientes. Aos poucos, todos dirigiam a atenção para as televisões espalhadas pelo restaurante. Jornalistas visivelmente emocionados, imagens ainda fragmentadas, um clima de suspense e pessoas tentando compreender o que estava acontecendo.

As primeiras imagens da torre atingida ainda não permitiam compreender toda a dimensão do acontecimento. Lembro de ouvir algumas pessoas dizendo que poderia ter sido um míssil. Até que as imagens e as informações começaram a esclarecer o que estava acontecendo. E, naquele exato momento, aconteceu algo que tornou aquela lembrança ainda mais peculiar. O alarme de incêndio da cozinha disparou. Meus colegas, muitos deles cozinheiros filipinos, também estavam acompanhando as imagens pela televisão enquanto trabalhavam. A chapa havia pegado fogo. O problema foi rapidamente controlado, mas a cena ficou gravada na minha memória: as imagens das torres na televisão, o espanto dos clientes, o movimento do restaurante e, ao mesmo tempo, o alarme de incêndio soando na cozinha.

Eu estava havia algum tempo em Madrid, trabalhando e vivendo ali, e tinha minha passagem marcada para o dia 20 de setembro para retornar ao Brasil. Poucos dias antes de voltar, o mundo parecia outro. Nessa época não imagina o que era História Ambiental. Ao voltar para o Brasil retomei meus estudos na FURB, cursando História, aí depois chegamos aos dias de hoje.

Minha lembrança é esta. E a sua? O que você estava fazendo quando soube dos ataques de 11 de setembro de 2001? Onde estava? O que viu, ouviu ou sentiu naquele momento?

Se esta postagem despertou alguma lembrança, deixe seu comentário. Essas memórias também ajudam a construir a história de um acontecimento que, de diferentes maneiras, atravessou o ambiente, os corpos e o cotidiano de pessoas em todo o mundo. Caso tenha interesse pelo assunto, veja as seguintes fontes:


WALKER, Brett L. Environments of Terror: 9/11, World Trade Center Dust, and the Global Nature of New York’s Toxic Bodies. Environmental History, v. 20, 2015, p. 779–795. O artigo constitui a principal referência historiográfica utilizada nesta postagem, especialmente por discutir o 11 de Setembro a partir das relações entre ambiente construído, materialidade, poeira, toxicidade, corpos e História Ambiental. 

LIOY, Paul J.; WEISEL, Clifford P.; MILLETTE, James R. et al. Characterization of the dust/smoke aerosol that settled east of the World Trade Center (WTC) in lower Manhattan after the collapse of the WTC 11 September 2001. Environmental Health Perspectives, v. 110, n. 7, 2002, p. 703–714. O estudo é fundamental para compreender a composição da poeira e da fumaça depositadas após o colapso das torres, identificando diferentes materiais e contaminantes presentes no ambiente.

LANDRIGAN, Philip J.; LIOY, Paul J.; THURSTON, George et al. Health and environmental consequences of the World Trade Center disaster. Environmental Health Perspectives, v. 112, n. 6, 2004, p. 731–739. O artigo apresenta uma síntese das consequências ambientais e sanitárias do desastre, examinando a exposição à poeira, aos poluentes atmosféricos e aos materiais liberados após o colapso.

CLARK, Roger N.; GREEN, Robert O.; SWAYZE, Gregg A. et al. Environmental studies of the World Trade Center area after the September 11, 2001 attack. U.S. Geological Survey, Open-File Report 2001-429, 2001. O relatório registra uma das primeiras grandes investigações ambientais realizadas após o ataque, incluindo análises de materiais, poeira, partículas e áreas afetadas no entorno do World Trade Center.

CLARK, Roger N.; MEEKER, Greg; PLUMLEE, Geoffrey S.; SWAYZE, Gregg A. USGS environmental studies of the World Trade Center area, New York City, after September 11, 2001. U.S. Geological Survey, Fact Sheet 050-02, 2002. A publicação apresenta uma síntese das pesquisas ambientais realizadas pelo USGS, incluindo informações sobre os materiais encontrados, a distribuição dos resíduos e as condições ambientais observadas após o colapso.

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