"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

quinta-feira, 25 de julho de 2013

“As Manifestações de Rua em Junho de 2013: origens e efeitos”



Vem aí o 3º Ciclo de Debates do Departamento de Ciências Sociais e Filosofia com o tema:
“As Manifestações de Rua em Junho de 2013: origens e efeitos”
Os debatedores serão: Prof. Dr. Ivo Marcos Theis – Professor de Economia Política da FURB, Pesquisador das áreas de planejamento e desenvolvimento regional, ciência & tecnologia e desenvolvimento territorial no Brasil; Prof. Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira – Professor de Sociologia e Ciência Política da FURB, com ênfase em Política Internacional; Prof. Nelson Afonso Garcia Santos – Professor de Sociologia da FURB, pesquisador das áreas de Comunicação e Movimentos Sociais; Mediador: Prof. Dr. Leonardo Brandão – Professor de História Contemporânea da FURB – pesquisador das áreas de educação, cidade, mídia, cultura, entre outras
 
Os participantes receberão declaração de 4 horas para validação como AACC’s.
 
Realização: FURB + PARFOR + Curso de Ciências Sociais + Curso de Ciências da Religião

Programe-se:

Data: 09/08
Horário: 18h30min às 22h
Local: Câmpus 1 - Auditório Bloco J - Prof. Milton Pompeu da Costa Ribeiro - Mapa
Informações: cchc@furb.br


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Novas pesquisas serão desenvolvidas no PIBIC deste ano

Saiu ontem a relação dos projetos PIBIC aprovados. O professor Gilberto F. dos Santos e bolsistas investigarão:

- Estudos sobre a História Ambiental dos usos da Avifauna do Parque Nacional Serra do Itajaí (SC),  nos Municípios de Blumenau, Botuverá e Guabiruba - Projeto que será realizado em parceria com o GPHAVI (Bolsa CNPq) e o Laboratório de Ecologia e Ornitologia - LABEO da FURB.

-  Investigando a História da criação e implantação do Parque Nacional da Serra do Itajaí (Vale do Itajaí - SC). - Projeto (Bolsa FURB) que atuará em parceria com ONGs como o IPAN, ACAPRENA, e governamentais como o ICMBio que administra a UC, resgatando informações para organizara a história do parque.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

GPHAVI recebe doação dos livros do IFF-SC

Nesta tarde recebemos a doação dos livros que compõe a coleção do IFF-SC, doação realizada pelo grupo que realiza os estudos e que passa a integrar a biblioteca do GPHAVI. 



Agradecemos a doação do rico material sobre as florestas de Santa Catarina.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Palestra: ANTÁRTIDA: A ÚLTIMA FRONTEIRA



O professor Juarês realizou uma expedição recentemente ao continente e constatou os efeitos das mudanças climáticas in loco, e o impacto sobre a biota, assim como conheceu a história da ocupação no continente.

Na palestra o professor irá apresentar as mudanças e fotografias para comrpeendermos a ação e as transformações do clima na região

Currículo do professor:

O Dr. Juarês possui graduação em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1969), mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1992) e doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). Atualmente é professor titular da Universidade Regional de Blumenau (FURB) nos cursos de graduação de Ciências Biológicas, Engenharia Florestal, Arquitetura e Urbanismo e Química e nos programas de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (Mestrado) e Desenvolvimento Regional (Mestrado e Doutorado). Leciona na graduação as disciplinas de Biologia da Conservação e Recuperação, Geologia Ambiental, Geologia Geral, Mineralogia, Paleontologia e Recuperação de Áreas Degradadas. No mestrado e doutorado leciona as disciplinas de Recuperação Ambiental, Desenvolvimento econômico regional e urbano, Meio ambiente, sociedade e desenvolvimento e Planejamento Urbano. Tem experiência na área de Geociências, Geografia, Geologia, Economia Mineral, Prospecção Mineral, Mineralogia, Paleontologia e Recuperação de Áreas Degradadas.

Sobre a Antártida: 

A CONQUISTA DA ANTÁRTICA: SIGNOS E REPRESENTAÇÕES

ANTÁRTIDA - VIAGEM A ANTÁRTIDA


segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Planeta Terra é você

Passou a semana do meio ambiente, e logo os donos dos processos de desenvolvimento que visam o lucro extremo, e que promovem o caos social e ambiental esquecerão do ambiente, e apenas lembrarão dele para suas ganâncias de produção. Mas, cada um de nós tem a missão de ter uma vida e consumo consciente, críticos com a realidade exploratória, e conscientes com os danos do nosso comportamento social. O pequeno vídeo de Carlos Chavira traduz a mensagem da preocupação contemporânea sobre a questão ambiental, e estimula a conscientização. Assistam e divulguem a seus amigos e familiares:



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí comemora 10 anos de atividade

O GPHAVI foi criado no início de junho de 2003, inicialmente com o nome de  Grupo de História Ambiental do Vale do Itajaí no século XX. A iniciativa foi fruto de uma parceria entre um estudante da sexta fase do curso de História com o professor da disciplina de Geografia Física. Durante as aulas o estudante apresentou um projeto ao professor para investigar a história e as influências antrópicas ocorridas na Floresta Atlântica da região do Parque das Nascentes, sul do município de Blumenau. No ano seguinte o projeto foi encaminhado para a Iniciação Científica, e o grupo foi cadastrado na plataforma do CNPq, e certificado pela FURB. Depois disso agregou mais pesquisadores, como a bióloga Vanessa, e diversos bolsistas  passaram a contribuir. Em 2007 o nome do grupo foi mudado para Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí,  e até então foram realizadas mais de 20 iniciações científicas, e três projetos com fomento externo para acrescentar a história local a natureza como plano de fundo e fator determinante dos acontecimentos da vida na grande rede que nos prende.


Neste 05 de junho de 2013 nas dependências da sala R-109 foi comemorado junto com os bolsistas, ex-bolsistas, pesquisadores e convidados o aniversário de dez anos do grupo de pesquisas, que conforme os fundadores Martin e Gilberto, com suas atividades nesses anos acrescentou à história local com as pesquisas realizadas, assim como possibilita um espaço laboratorial e de atividades de campo, possibilitando ao participante fazer entrevistas de História Oral, e interagir com a paisagem e as formas de uso do solo,  capacitando os participantes a serem cientistas investigadores da história ambiental do Vale do Itajaí.

As comemorações foram feitas com café, cuca e bolo de banana....


Os ex-bolsistas relembraram suas passagens pelo grupo, suas pesquisas e seus aprimoramentos.....



Atualmente o grupo conta com bolsistas da Engenharia Florestal, Educação Física, Ciências Sociais e História. A integração possibilita a prática da interdisciplinariedade com a troca de experiências com a percepção dos diversos olhares.....



Na ocasião foi feita a Assembleia Geral de criação da ONG - Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí, e os presentes compuseram a Ata dos sócios fundadores.  

Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí
05/06/2013 - Dia Mundial do Meio Ambiente.




segunda-feira, 3 de junho de 2013

Semana do meio ambiente na FURB


A Semana do meio ambiente é uma atividade em parceria com os programas de extensão da FURB:

  • NEEM - Núcleo de Estudos de Ensino da Matemática;
  • Programa Fauna Conhecida e Fauna;
  • Comunicação e Extensão Rural - disciplina do Depto. de Engenharia Florestal;
  • PROEP - Programa de Educação Permanente;
  • Sistema de Gestão Ambiental da FURB.


Acesse: http://www.furb.br/web/3879/semana-do-meio-ambiente/programacao

domingo, 5 de maio de 2013

Ciclo de palestra do curso de Ciências Sociais trata sobre Maio de 1968.

É proibido proibir ..... Faça amor, não faça guerra....

Em maio de 2013 o Ciclo de Palestras do Curso de Ciências Sociais da FURB tratará sobre as manifestações de Maio de 1968.


O maio de 1968 seus significados e sua atualidade serão tema das palestras que ocorrerão no dia 24 de maio (Sexta-feira) no auditório do Bloco J na Universidade Regional de Blumenau - FURB. 

O evento é uma organização do Departamento de Ciências Sociais e Filosofia da FURB.

Informações: Tel: (47) 33210669 ou por e-mail com o Professor Nelson (nelgarcia@furb.br)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional


Lançada no outono de 2013 pelo Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional - FURB, a Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional - RBDR é uma publicação (artigos, ensaios e resenhas) de debate interdisciplinar sobre a "questão regional". Será publicada no outono - inverno, primavera - verão e aceita estudos que tenham como origem áreas do conhecimento como planejamento urbano e regional, geografia, economia, sociologia, ciência política e área afins que contemplem a temática do Desenvolvimento Regional.

domingo, 28 de abril de 2013

Especialização em EDUCAÇÃO: SOCIEDADE E CULTURA





Objetivo
  • Capacitar professores, pesquisadores e administradores educacionais dos diferentes níveis de ensino. Esta especialização é organizada pelo Mestrado em Educação da FURB - Universidade de Blumenau, programa credenciado pela CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Público-alvo
Graduados do Ensino Superior em qualquer área.

O curso

Carga horária: 360h
Número de vagas: 40
Duração do curso: 20 meses
Coordenação: Prof. Adolfo Ramos Lamar

As aulas

Início: 22 de março de fevereiro de 2013
Período: semanal
Sextas: 18h30 às 22h30
Sábados: 8h às 12h e das 13h às 17h
Local: FURB - câmpus 3

Inscrições

Documentação para Inscrição:
  • Faça aqui a sua inscrição
  • Fotocópia autenticada do diploma de graduação
  • Fotocópia autenticada do histórico escolar de graduação
  • Fotocópia da cédula de identidade
  • Fotocópia do CPF
Para os alunos graduados na FURB, trazer apenas fotocópia da cédula de identidade e do CPF.
Investimento: inscrição de R$ 100,00 + matrícula de R$ 170,00 + 20 parcelas de R$ 270,00*.
*reajustáveis anualmente pelo INPC.
Opção também para o pagamento do montante em 15 ou 27 parcelas. (condições especiais para ex-alunos da FURB e grupos).

Disciplinas e carga horária

Filosofia da Educação Intercultural - 36h
Estudos Culturais e Educação - 36h
A teoria da Educação de Paulo Freire - 36h
Educação Inclusiva - 36h
Gênero e Educação - 36h
Antropologia Cultural e Educação - 24h
Produção textual e cultura escolar - 24h
Avaliação na Escola - 24h
Aprendizagem e Desenvolvimento em Vygotsky - 24h
Currículo, Cultura e Sociedade - 36h
Linguagens e Mídias Interativas na Educação - 24h
Universidade, Cultura e Sociedade - 24h
» Ao final do curso o aluno deverá fazer um trabalho de conclusão de curso.

Corpo docente

Reinaldo Matias Fleuri - Doutor
Sllvio Anzicar Sánchez Gamboa - Doutor
Rita de Cássia Marchi - Doutora
Neide de Melo Águiar e Silva - Doutora
Adolfo Ramos Lamar - Doutor
Julianne Fischer - Doutora
José Endoença Martins - Doutor
Ernesto Jacob Keim - Doutor
Sllvio Anzicar Sánchez Gamboa - Doutor
Maristela Pereira Fritzen - Doutora
Gicele Maria Cervi - Doutora
Edson Schroeder - Doutor
Maria Selma Grosch - Doutora
Alexander Roberto Valdameri - Mestre
Rita Buzzi Rausch - Doutora

quinta-feira, 28 de março de 2013

Dia 01 de abril tem Ciclo de Debates: O Golpe de 64 e a Comissão da Verdade"



Os Cursos de Ciências Sociais e Ciências da Religião da FURB, promovem no dia 01 de abril de 2013 o Primeiro Ciclo de Debates "O Golpe de 64 e a Comissão da Verdade", com os seguintes palestrantes:

Sr. Prudente José Silveira Mello - Advogado da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça;

Padre Vilson Groh - Membro do Centro Cultural Escrava Anastácia;

Doutoranda Cristina Ferreira - Docente do Curso de História da FURB;

Sr. Ricardo Freitas - Assessora Sindical.

Mediador: Professor Nelson Garcia Santos

Os participantes receberão certificado de 4 h/a para validar como AACC's.

Data: 01/04
Horário: 18h30min às 22h
Local: Câmpus 1 - Auditório Bloco T - Prof. Rivadávia Wollstein - Mapa
Informações: E-mail: cchc@furb.br | CCHC - Bloco R - Câmpus 1

FONTE:
http://www.furb.br/web/2683/eventos/primeiro-ciclo-de-debates-o-golpe-de-64-e-a-comissao-da-verdade/1329

sexta-feira, 22 de março de 2013

RESULTADOS: Simpósio Diálogo Brasil/EUA em História Ambiental: Definindo Agendas e Estratégias de Pesquisa em Comum


Ocorreu nos dias 12-15 de março o Simpósio Diálogo Brasil/EUA em História Ambiental: Definindo Agendas e Estratégias de Pesquisa em Comum que teve como objetivo fomentar o diálogo aberto e comparativo entre pesquisadores dos dois maiores territórios nacionais das Américas, espaços históricos dotados de algumas semelhanças e notáveis diferenças em seus processos de formação.

Os participantes, pesquisadores dos Estados Unidos e Brasil que apresentaram no evento disponibilizaram seus textos, e a organização do evento disponibilizou os documentos e o áudio das comunicações para a comunidade acadêmica. 

PARTICIPANTES EUA

Donald Worster (Universidade do Kansas)
John McNeill (Universidade de Georgetown)
Linda Nash (Universidade de Washington)
Louis Warren (Universidade da Califórnia, Davis)
Martin Melosi (Universidade de Houston)
Nancy Langston (Universidade de Wisconsin)
 Thomas Dunlap (Universidade de Texas A&M)

PARTICIPANTES BRASIL

José Augusto Pádua (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Lise Sedrez (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Susana Cesco (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Ely Bergo de Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais)
Eunice Nodari (Universidade Federal de Santa Catarina)
Haruf Espindola (Universidade Vale do Rio Doce)
José Augusto Drummond (Universidade de Brasília)
José Luiz Franco (Universidade de Brasília)
Leila Mourão (Universidade Federal do Pará)
Paulo Martinez (Universidade Estadual Paulista - Assis)
Regina Horta Duarte (Universidade Federal de Minas Gerais)
Rogério Ribeiro de Oliveira (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Lorelai Kury (Casa de Oswaldo Cruz)
Dora Corrêa (Centro Universitário FIEO)


Vídeos do simpósio disponibilizados no youtube:

Simpósio História Ambiental_Painel Legislação
Simpósio História Ambiental_Mesa-redonda Corpos, Cultura
Simpósio História Ambiental_Painel Doenças, Representações da Natureza
Simpósio História Ambiental Populações Tradicionais, Migrações e Sociedades Multiculturais 1/2
Simpósio História Ambiental Populações Tradicionais, Migrações e Sociedades Multiculturais 2/2
Simpósio História Ambiental_Painel Políticas Públicas e Construção Territorial
Simpósio História Ambiental _ Mesa redonda
Simpósio História Ambiental_Painel Cidades, Corpos e Culturas Perspectivas da História Ambiental
Simpósio História Ambiental_Painel Fronteira e Migrações
Simpósio de História Ambiental - Painel Ambientes Urbanos

Maiores informações


segunda-feira, 18 de março de 2013

Chamada para entrevistas PESQUISA FUNDES 2013-2015

INSCRIÇÕES ENCERRADAS
(Aguarde novas chamadas - em breve)


O Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí submeteu duas pesquisas para o FUNDES, com espaço para três pesquisadores-bolsistas para realizarem as Iniciações Científicas. Foram encaminhadas as pesquisas: 


-A produção de arroz na bacia hidrográfica do rio Benedito (Vale do Itajaí); tecnologia, sociedade e natureza. (1 bolsa).

- Subsídios para a história ambiental das antigas serrarias do sul de Blumenau no território do Parque Nacional da Serra do Itajaí. (2 bolsas).

Os candidatos devem comparecer para entrevista na sede do GPHAVI, Campus 1,  sala R-109 das 14:00 as 16:00 horas para entrevista. 

OBS: Os candidatos devem ter os quesitos para a Bolsa FUNDES, que são: Ser catarinense (certidão de nascimento), ou ter comprovantes de 2 anos de moradia no Estado de Santa Catarina; ter estudado em escola pública durante todo o Ensino Médio, ou ter estudado com bolsa de estudo integral ou parcial em escola de Ensino Médio Privada.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A caçada da onça

Neste texto a Historiadora Sandra Regina Rosa da Costa(1)  apresenta uma história sobre "A caçada da Onça", produzido a partir de uma pesquisa realizada com seus alunos na comunidade "Toca da Onça". No estudo a historiadora e estudantes desvendaram o porque da localidade ter este apelido...

Era agosto de 1955 quando um grupo de caçadores que morava no Vale do Itajaí, na região de Blumenau entre a Fortaleza e Gaspar, se deparou com uma enorme onça. O animal pesava aproximadamente 100 quilos e seu comprimento da cabeça ao rabo era de 2 metros e meio.

Nessa localidade, moravam apenas quatro famílias. Uma delas era a do senhor Alfredo Kath, que após casar-se com dona Helga, compraram essas terras do senhor Fritz Hering e para lá foram morar. Construíram sua casa e ali eram agricultores, tirando lenha do mato, plantando abacaxis e criando animais. Assim, essa localidade ficou conhecida por muito tempo como “Morro do Abacaxi”, devido à enorme plantação de abacaxis do senhor Alfredo.

Hoje, conhecemos a região por Bairro Nova Esperança e no lugar dos quatro moradores, se encontram milhares de famílias oriundas de todos os locais da cidade de Blumenau e de cidades vizinhas, como também de estados vizinhos, principalmente o Paraná. Juntamente com o senhor Alfredo, havia muitas pessoas que por ali caçavam. 

Da floresta Atlântica se caçava paca, cutia, inhambu, gambá, cutia, sabiá, tatu e até bugio. O senhor Ernesto Sheno, caçador de muitos anos, encontrou no meio do mato, ossadas de um animal grande. Mais precisamente um graxaim com os ossos todo ruídos, deduzindo com isso que para matar e comer um animal desses deveria ser outro animal, maior e mais forte. Também encontrou pelos coloridos, troncos de árvores raspados e pegados de patas no caminho, constatando assim que se tratava de uma onça. Até o momento, ninguém havia percebido o rugir da mesma. Somente uma senhora de idade, que capinava no mato, prestando serviços na redondeza, dizia: “Aqui tem uma onça”. Como era pessoa de idade bastante avançada, ninguém dava importância ao que dizia, apenas achavam graça em seus comentários. Bem vivida essa senhora, que por viver muitos anos no sítio, já conhecia o modo sorrateiro que o bicho da selva costumava andar pela floresta...

A partir da constatação do senhor Ernesto, caçador experiente, todos do lugar ficaram apavorados. Ninguém mais queria ir para o mato sozinho, muito menos dormir depois do almoço como era de costume. Senhor Alfredo tinha dois filhos: Carmem e Nivaldo, que na época frequentavam o Grupo Escolar Gustavo Richard. Para chegar à escola, eles andavam por uma picada no meio da mata. E se a onça atacar? Não encontrariam nada mais do que ossos e material escolar dessas crianças! O pavor estava instaurado na pequena comunidade.

Um dia, avistaram a onça na beira do pasto, perto do rebanho. E assim decidiram que deveriam de capturar a onça. Estava ficando perigoso demais ficar ali a mercê de um animal de tão grande porte. Homem e animal selvagem no mesmo habitat não caberiam mais, pois ambos haviam invadido as fronteiras do outro. Hercílio Deecke era o prefeito de Blumenau, e colocou uma recompensa a quem encontrasse a onça. A onça viva valeria cem contos de réis, a onça morta, cinqüenta contos. Iniciou-se então uma busca desenfreada para capturar a onça. Havia muitas pessoas que se embrenharam na mata adentro a caça do animal sem resultados. Senhor Alfredo, juntamente com seu amigo caçador, senhor Ernesto, começaram a se preparar para o dia decisivo de também caçar o animal, com o objetivo principal de encontrar o sossego que antes tinha em sua propriedade. Treinaram durante a semana os tiros com suas espingardas, e quando se sentiram seguros, embrenharam-se mato adentro num domingo de manhã, até encontrarem o esconderijo do malfadado animal. Para surpresa deles, o animal já tinha família, era um casal e estava morando bem perto de sua propriedade, para o lado de Gaspar, porém fazia divisa com suas terras.

Fizeram uma emboscada, um em cada lado da toca. Quando o animal chegou, cravaram de bala. O animal assustado embrenhou-se dentro da toca, que apenas de um buraco médio dava de ver o bicho. Seu Alfredo disse que o urro do animal estremecia toda a floresta. Cada vez que o animal colocava a cabeça para fora era quem mais podia encher o buraco de balas de espingarda. Chegou um momento, tudo ficou quieto. Não se ouvia mais a onça. Deduziram então que a mesma estava ferida ou quem sabe morta. Uma pessoa do grupo, seu Klein, resolveu entrar na toca para tirar o animal. Nesse momento, o animal de súbito dá o bote e ataca o homem. Mais uma chuva de balas de espingarda e uma delas acaba atingindo a onça na cabeça, que cai morto. Seu Klein escapa com poucos ferimentos. Seu Alfredo disse que passaram muita fome no mato e que para tirar a onça dessa toca foi muito difícil, pois a toca tinha uma abertura pequena e a onça, por se tratar de um macho, era enorme.

Levaram o corpo do animal mato adentro e saíram na localidade do Capim Volta. Revezavam-se, pois depois da onça morta não faltou caçador para ajudar a levar a mesma para a prefeitura. Após fazerem um desfile na rua XV de Novembro, com a onça em cima de um carro, a levaram para o campo do Olímpico, onde foi carneado e tirado o couro. Bateram muitas fotos, porem de tanto emprestarem, muitas se perderam nos anos que se seguiram. O couro foi levado para um curtume e fizeram um tapete, depois fizeram uma rifa e quem ganhou foi um senhor que o seu Alfredo não sabe o nome, que na época morava na Rua Itajaí. Seu Alfredo ainda ajudou a vender os bilhetes da rifa. A recompensa não foi em dinheiro. Os cinqüenta contos de Réis nunca vieram. Veio sim, o reconhecimento e a tranqüilidade para todos que moravam naquela região. Depois de dois meses, a onça fêmea foi morta no Morro do Cachorro por outros caçadores e nunca mais se ouviu falar de onças na nossa região.

Seu Alfredo hoje tem 85 anos, embora doente, ainda nos conta em partes sua aventura. Ele se perde na questão de tempo, pois tem dúvidas do ano ou da estação que havia na época. Também nos diz que não se sabe de que espingarda saiu o tiro que matou a onça. Dona Helga, com 81 anos lembra muita coisa. Principalmente de que naquela época ali era uma verdadeira floresta fechada. Lembra que brigaram muito para ter uma estrada, pois apenas tinha uma picada de mato para poderem ir para o centro. Falou-nos também de seu pai, que no final da vida veio morar com eles e depois ganhou o nome da primeira escola do bairro. Eles doaram o terreno para a construção da escola e assim em homenagem a eles, nomearam a escola com o nome de seu pai: Hermann Hamann. Dona Helga se lembra das dificuldades de uma época que não tinha luz elétrica, água encanada e que na medida em que vinham pessoas morarem na região, eles forneciam água de sua nascente.

Foi muito bom “resgatar” essa história, e mais ainda, “resgatá-la” para os alunos, pois nós não devemos apenas respeitar e valorizar as grandes histórias políticas da cidade, mas também as pequenas histórias, que na vida da gente, torna-se um grande feito e contribui para o progresso e o desenvolvimento da nossa região. Esse trabalho foi desenvolvido com a visita a casa do Senhor Alfredo Kath dos alunos da 4ª série da Escola Básica Municipal Gustavo Richard do ano de 2006. A partir das visitas e das entrevistas, todas desenvolvidas informalmente entre conversas e lembranças, conseguimos reconstruir esse relato histórico da nossa comunidade. Procurávamos o porquê a nossa localidade tinha o apelido de “Toca da Onça”. Com certeza a pergunta foi respondida. 

(1) Professora da Rede Municipal de Ensino de Blumenau. Graduada em Pedagogia pela UNIASSELVI. Licenciada Plena em História pela UNIASSELVI, Pós-Graduada em Metodologia de História e Geografia pelo ICPG. E-mail: costapro@ig.com.br .


sábado, 2 de março de 2013

Redwood Indústria Madeireira, norte da Califórnia - 1947

Para visualizar o processo de exploração da madeira, em algumas pesquisas exploratórias no youtube encontramos um pequeno vídeo sobre a exploração da sequoia na Califórnia  Estados Unidos, realizada pela Indústria Madeireira Redwood. Através do vídeo algumas técnicas e tecnologias da exploração madeireira podem ser bem visualizadas e compreendidas, e muitas delas se assemelham as que ocorreram durante a fase de exploração de árvores do nosso Vale do Itajaí.




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

URGENTE: vaga contratação temporária

O GPHAVI através dos recursos FUNDES precisa urgentemente estudante, regularmente matriculado na FURB, que tenha estudado o ensino médio em escola pública, e seja, ou tenha morado mais de 2 anos no Estado de Santa Catarina, para serviços de auxiliar de pesquisa e escritório no laboratório do grupo. 

Perfil da vaga:
-Estudante da FURB
-Ter Ensino Médio de Escola Pública
-Ser catarinense
-Ou ter dois anos de comprovação de moradia no estado.

Período: 3 meses (Remuneração Descontada da mensalidade (3 x de R$622,00)).

Interessados devem comparecer para entrevista: Período vespertino, de segunda a sexta-feira na sala R-109, e tratar com os professores Martin ou Gilberto.

Maiores informações solicitar por e-mail: gphavi.furb@yahoo.com.br


Museus e História Ambiental: alguns artigos do amigo historiador ambiental Paulo Henrique Martinez

Nosso colega historiador Paulo Henrique Martinez enviou dois de seus últimos textos publicados que tratam da temática "Museus e História Ambiental no Brasil".

No primeiro artigo: A nação pela pedra: coleções de paleontologia no Brasil, 1836-1844, Martinez aborda: "[...] A formação e o estudo de coleções de história natural e de paleontologia participaram da instauração da ordem política do Império do Brasil, delineando também uma ordem científica. A simbiose entre ciência e nação encontrou em Peter W. Lund, iniciador dos estudos de paleontologia em nosso país, um agente ativo e constante. As coleções e escritos desse naturalista deram amparo à visualização do passado e à escrita da história em museus, instituições científicas e culturais brasileiras e europeias. As disputas pelo ordenamento político sob as Regências e a Maioridade foram acompanhadas de perto pelo estudo e a explicação das formas de vida e do globo no passado [...]".


Clique aqui para ler o artigo


No segundo artigo: A nação pela pluma Natureza e sociedade no Museu do Índio (Rio de Janeiro, 1953-1957), Martinez trata da "[...] história política do Museu do Índio, criado em 1953, no Rio de Janeiro, sob a orientação institucional do antropólogo Darcy Ribeiro, permite conhecer algumas relações sociais estabelecidas em torno de elementos da natureza no Brasil. O estudo do momento inicial na constituição deste patrimônio cultural, de sua história e das disputas que gerou, inclusive na memória, é realizado a partir da noção de “coerência ilusória” de uma geração de etnólogos, militares e intelectuais e da ação do Estado nacional brasileiro na década de 1950. As fontes e documentação consultadas são de natureza arquivística, jornalística e bibliográfica.


BOA LEITURA!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

História do Morro do Cachorro: Natureza na Revista Blumenau em Cadernos

Iniciaremos a divulgar análises de textos/artigos publicados na Revista Blumenau em Cadernos, e nesta primeira edição analisaremos o artigo "História do Morro do Cachorro", que foi publicado no nº10 do Tomo XIV, páginas 193-194, revista de 1973. 

O texto é uma reprodução relativa à nota de autoria de G. Artur Koehler, que foi diretor do periódico Der Urwaldsbote, e publicou essa história no seu jornal, no número 5 de 29 de junho de 1905.

Conforme Koehler, o Morro do Cachorro é uma elevação de destaque na paisagem de Blumenau, sendo a terceira maior elevação do território. Também foi chamado Morro Dna Carolina Jensen, terras que pertenciam a esta família. O local era de difícil acesso, e não havia estrada como a que existe hoje devido o sistema de antenas de transmissão. 

No texto é possível identificar alguns elementos da paisagem da época:

"[...] do cume desse morro, situado na divisa entre Blumenau e Gaspar, descortina-se uma visão maravilhosa de todo baixo Itajaí, vendo-se em dias claros, muitas das localidades da região, como Brusque, Ilhota, Luiz Alves, Itajaí, as praias litorâneas desde Barra Velha e Porto Belo [...] Dê lá de cima, diante daquela paisagem estonteante, pode-se também, ter uma ideia exata da topografia de todo o vale, que não passa de uma sucessão de elevações, algumas formas exóticas ou bizarras, e de estreitas várzeas agriculturáveis  cortadas de inúmeros pequenos rios e riachos, pontilhada de povoações, com suas igrejinhas brancas pondo no verde do ambiente uma nota de bucolismo e de poesia [...] mas nos tempos da colonização, e nos princípios desse século ( referindo-se ao XX) galgar aquela elevação era uma verdadeira aventura. Era uma tarefa de autêntico alpinismo, pois as encostas do morro são bastante ingrimes e a subida a pé, pela floresta quase impenetrável, é cheia de percalços de difícil transposição"

É possível destacar destes trechos citados uma descrição do vale do Itajaí, da sua formação geográfica ondulada, repleta de montanhas e vales. E nas várzeas aglomerados humanos, com uma paisagem de uso do solo destacada. Também demonstra elementos da paisagem do morro, que possuía densa floresta, pois foi visualizada como impenetrável. 

A história segue e conta como o morro ganha esse nome. Conforme nos conta Koehler, em 1875 uma expedição comandada por  Felippe Volles resolve subir o destemido morro. No texto alguns detalhes da natureza do morro são citados referindo-se a subida do grupo "[...] Foram progredindo com muito esforço, firmando o pé nos inúmeros pedrouços, nas saliências das raízes e agarrando-se aos anosos troncos da densa vegetação [...]"  

Na companhia de Volles estava Júlio Sametzki, alferes de Dr. Blumenau, e que possuía uma cadelinha que sempre o acompanhava.  Nesta expedição a cadela ficou em casa, mas escondida de seu dono resolver segui-lo. Quando a expedição estava na metade do caminho, por surpresa do grupo a cachorrinha apareceu. O grupo resolveu leva-la junto, pois para descer do morro daria muito trabalho. O fato é que a cadela estava prenha, a ao chegarem no cume do morro ela entra em parto e faz nascer quatro lindos cachorrinhos. O grupo decidiu matar os filhotes pois não haveria como desce-los e a cachorrinha foi levada no colo por um dos colonos participantes. A história ganhou bocas e o morro da Dna Carolina Jensen foi sendo chamado de Morro dos Cachorros, e hoje apenas de Morro do Cachorro.

Fonte: A HISTÓRIA DO MORRO do cachorro. Revista Blumenau em Cadernos, n.10, Tomo XIV, p.193-194, 1973.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Animação: Homem

Animação de Steve Cutt demonstra uma sátira sobre a relação do homem com o ambiente. O personagem, o HOMEM, age como um maestro/mágico constituindo com sua criatividade, habilidade e noção de desenvolvimento um ambiente caótico, e no qual ele torna-se o Rei.




domingo, 24 de fevereiro de 2013

Chamada para entrevistas de Iniciação Científica PIPe 2013 GPHAVI


Os interessados em desenvolver uma pesquisa de Iniciação Científica PIPe divulgados na postagem 

Aprovadas duas pesquisas pelo PIPE para investigar a História das Serrarias do Parque Nacional Serra do Itajaí com parceria com o IPAN e ICMBio   deverão comparecer para entrevista na sala R-109 no dia 26 de fevereiro as 14:30 as 15:30. 


As pesquisas a serem realizadas são:

HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DA SERRARIA SÃO FRANCISCO (PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ, BLUMENAU, SC) 

HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS ANTIGAS SERRARIAS DO TERRITÓRIO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ)