"Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo".
José Ortega y Gasset

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

GPHAVI é premiado na MIPE com o IX Prêmio Fritz Müller/FURB – Ensino, Pesquisa e Extensão


Tenda do MIPE, estrutura onde foram expostos os diversos estudos

Espaço das apresentações dentro da tenda da MIPE

O GPHAVI participou da MIPE com 5 resultados das pesquisas de Iniciação Científica apresentando a contrapartida dos recursos públicos provenientes do PIPe Art. 170 Estado de Santa Catarina; PIBIC - EM; PIBIC - CNPq e PIBIC - FURB.

NICOLLAS VOSS REIS  HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO E USO DO SOLO E SUAS RELAÇÕES COM OS DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SCPesquisa PIPe/Art.170/CE (2014)

Nathália Maluli Bringhenti - Pesquisando as Unidades de Conservação no município de Blumenau, SC. Pesquisa PIBIC-EM (2014/2015) 

Da esquerda para direita: O pesquisador co-orientador de Nathália, Martin Stabel Garrote, a bolsista da pesquisa PIBIC-EM, estudante da Escola Técnica do Vale do Itajaí - ETEVI, Nathália, e o diretor da escola e colega Manoel. 

Os resultados foram positivos, e o trabalho de IC PIBIC-CNPq da estudante de Engenharia Florestal Jaqueline Gonçalves Amaro recebeu a premiação  IX Prêmio Fritz Müller/FURB – Ensino, Pesquisa e Extensão como melhor trabalho na categoria Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes. Jaqueline apresentou o banner e fez a exposição oral dos resultados de sua pesquisa.

Jaqueline Gonçalves Amaro  Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí Pesquisa PIBIC/CNPq (2014/2015) 

Apresentação oral dos resultados do PIBIC CNPQ premiado - Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí

Para acessar o resultado da premiação do MIPE 2015 clique aqui



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Hoje tem MIPE


Na 9 Mostra Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão a programação de apresentação dos trabalhos gphavianos é:

28/09/2015
>Apresentação e avaliação da 1ª sessão de painéis Horário para colocação: 7h30 às 8h Horário para retirada: 9h30 

- Gabriel Pierri de Souza HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS SERRARIAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) Pesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 1ª Sessão de painéis, n. 41


> Apresentação e avaliação da 2ª sessão de painéis Horário para colocação: 9h30 às 10h Horário para retirada: 11h30

Ana Carolina Guztzazky - O processo histórico de uso do solo como contribuição à história e memória do município de Dona Emma (Vale do Itajaí, Santa Catarina) Pesquisa PIBIC/FURB (2014/2015) 2ª Sessão de painéis, n. 19

- NICOLLAS VOSS REIS  HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO E USO DO SOLO E SUAS RELAÇÕES COM OS DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ, BLUMENAU/SCPesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 2ª Sessão de painéis 94


>Apresentação e avaliação da 3ª sessão de painéis Horário para colocação: 13h30 às 14h Horário para retirada: 15h30 

Kahina Thirsa Hostin HISTÓRIA E MEMÓRIA AMBIENTAL DAS SERRARIAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ (SANTA CATARINA, VALE DO ITAJAÍ) Pesquisa PIPe/Art.170/CE (2014) 3ª Sessão de painéis, n. 57 


>Apresentação e avaliação da 4ª sessão de painéis Horário para colocação: 20h às 20h30 Horário para retirada: 22h

Não temos bolsistas no horário

29/09/2015
>Apresentação e avaliação da 5ª sessão de painéis Horário para colocação: 8h30 às 9h30 Horário para retirada: 11h

-Nathália Maluli Bringhenti - Pesquisando as Unidades de Conservação no município de Blumenau, SC. Pesquisa PIBIC-EM (2014/2015) 5ª Sessão de painéis, n. 83.

- Jaqueline Gonçalves Amaro  Historia das Unidades de Conservação (Federais, Estaduais e Municipais) no Vale do Itajaí Pesquisa PIBIC/CNPq (2014/2015) 5ª Sessão de painéis n. 43

domingo, 27 de setembro de 2015

Semana Acadêmica de Ciências Sociais

A Semana Acadêmica de Ciências Sociais 2015 ocorre de 5 a 9 de outubro e tem como tema O Meio Urbano. As atividades ocorrerão no auditório do Bloco T e no Galpão da Arquitetura. Maiores informações na fanpage Ciências Sociais – FURB, no facebook.



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

História Ambiental das comunidades do entorno do Parque Nacional da Serra do Itajaí: comunidades do Lageado Baixo, Lageado Alto e Ribeirão do Ouro, município de Botuverá - Vale do Itajaí – SC.

Texto de Vanessa Nicoceli*, Ana Cláudia Moser, Vanessa Dambrowski, Gilberto Friedenreich dos Santos e Martin Stabel Garrote
*Pesquisa com Bolsa de Iniciação Científica PIBIC-CNPq 2009



A pesquisa busca compreender a História Ambiental das comunidades de Lageado Baixo, Lageado Alto e Ribeirão do Ouro, localizadas no entorno do Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI) no município de Botuverá - SC. O parque foi criado abrigando grande parte da Serra do Itajaí, com relevo extremamente ondulado, coberto por exuberante floresta atlântica e berço de inúmeros mananciais. O município de Botuverá se localiza numa região que se enquadra entre as comunidades formadas através de frentes de imigração que seguiram pelo rio Itajaí – Mirim. Os primeiros núcleos coloniais foram formados por imigrantes italianos da região da Lombardia a partir de 1870. Desde então estes colonos passaram a explorar a floresta para sua própria sobrevivência e comercialização, explorando a madeira e grandes áreas com o plantio do fumo. 




O objetivo é compreender a relação do homem com a natureza desde a chegada dos primeiros imigrantes italianos na região no final do século XIX até os dias atuais, identificando formas de usos dos recursos naturais nas atividades desenvolvidas pelos moradores das comunidades e sua influência no desenvolvimento econômico, e caracterizar as alterações na natureza da região. Com o levantamento descritivo das características naturais (bióticas e abióticas) do território das comunidades, identificar as fontes históricas, escritas e não escritas, caracterizar o processo histórico de ocupação humana das comunidades, levantar os elementos extraídos da biodiversidade pelas comunidades, assim, determinar as formas de utilização dos elementos da biodiversidade pelas comunidades e levantar as conseqüências das formas de utilização dos elementos da biodiversidade pelas comunidades ao seu meio ambiente.

Primeiros colonizadores de Botuverá - 1920

A História Ambiental busca compreender as relações entre as atividades sociais e a natureza, dando ênfase as conseqüências positivas e negativas para ambas as partes.  Para o pesquisador a História Ambiental possibilita a análise do passado com foco nas relações entre a sociedade e natureza, a compreensão da interação humana nas diversas formas de intervenções sobre a natureza, permite o entendimento da ação humana sobre o meio ambiente e das transformações ocorridas, “(...) rejeita a premissa de que a experiência humana se desenvolve sem restrições de ordem natural e que as conseqüências ecológicas de suas ações passadas possam ser ignoradas”. (WORSTER, 1991). A pesquisa tem como procedimento metodológico a prática da história oral, análise de fontes primárias e secundárias documentais, bibliográficas e periódicos científicos.
Trabalhadores da Serraria João Morelli 1940

Por volta de 1875 os primeiros imigrantes italianos se fixaram na região onde atualmente se encontra o município de Botuverá. As dificuldades de fixação tornaram-se visíveis pelo relevo acidentado da região. As comunidades de estudo se formaram por volta do início do século XX . De grande importância, a madeira foi o primeiro recurso natural utilizado comercialmente nas três comunidades pela facilidade de encontrar toras com altos valores comerciais. 
A extração de madeira foi a primeira atividade econômica, pela facilidade de encontrar madeiras com alto valor comercial peroba, canela, cedro), além do seu uso na construção de casas, ranchos e demais benfeitorias. A retirada da madeira era de forma artesanal, as toras puxadas com bois até as serrarias eram embarcadas até Itajaí pelo rio Itajaí Mirim. 


A extração mineral destacou-se de forma artesanal no garimpo de ouro no Rio Itajaí-Mirim por volta da década de 1930, pela extração da cal (1930-1950) e atualmente do calcário e brita na comunidade de Ribeirão do Ouro. Por volta de 1940, os membros das comunidades encontram no fumo uma nova fonte econômica substituindo o corte da madeira de lei já escassa na região, e a mata nativa passa a ser usada como combustível para as estufas. O cultivo do fumo foi incentivado por empresas de tabaco na década de 1940 efetivamente nas comunidades de Lageado Alto e Lageado Baixo, e tronou-se a principal fonte de renda. Esta cultura começou a entrar em decadência a partir da década de 1990 devido a redução dos preços, aposentadoria dos agricultores e atração dos mais jovens com a industrialização do município, mas algumas propriedades familiares ainda se baseiam no cultivo. 
Roça de Fumo com estufas no fundo
A partir dos anos 90, a maioria dos membros da comunidade deixa de cultivar o produto, hoje as roças de fumo deram lugar ao eucalipto e à regeneração florestal. A relação entre colonos e a floresta foi de grande importância para o desenvolvimento da comunidade e transformação da paisagem. 

A  madeira irá se configurar como um recurso importante para a construção das casas e benfeitorias, comercialização, abastecimento dos fornos da cal e das estufas de fumo. A monocultura do fumo teve grande importância econômica para os colonos, e atuará de forma significativa da retirada da mata, pois havia a retirada tanto para os fornos quanto para a desmatamento das áreas de plantio. Os morros agora cobertos de mata são retalhos de capoeirinha e capoeira com uma tímida regeneração a partir do enfraquecimento do cultivo do fumo e o endurecimento das leis ambientais. O cultivo do eucalipto passou a ser uma oportunidade de investimento, que contribuiu negativamente para a natureza, uma vez que o eucalipto transforma terras cultiváveis em terras sem produtividade.

O desmatamento das margens dos cursos de água, nascentes, e encostas e topos de morros resultaram na diminuição do nível dos pequenos córregos que cortam as comunidades. Os agrotóxicos utilizados nas plantações reduziram a quantidade de peixes nos cursos de água. E a fauna local foi bastante afetada com a caça e com a diminuição das áreas de mata. A caça ainda é praticada o que  diminui ainda mais as chances de haver um crescimento da população animal. O cultivo do fumo e a extração da cal e do calcário configuram-se como atividades lucrativas que ocasionam as maiores mudanças ecológicas. A extração do calcário deixa marcas na paisagem, o corte nos morros é gritante e causam um impacto visual mas principalmente ambiente. As alterações ambientais causadas pela interação entre homem e natureza na constituição das comunidades são visíveis. Os recursos naturais exerceram papel fundamental na constituição das comunidades, as atividades econômicas que surgiam foram baseadas nos recursos naturais que a floresta oferecia. A relação antrópica com a natureza influenciou no desenvolvimento de atividades econômicas, que surgiram a partir da necessidade e interação com o meio natural encontrado e alterou demasiadamente a paisagem da região. 

A paisagem se alterou principalmente com o cultivo do fumo. Se tratou da monocultura que mas acarretou mudanças, com o cultivo, a mata e qualquer solo considerado agriculturável foi substituída pelas roças de fumo, tomando lugar até grande parte da área reservada para as plantações de subsistência. Que posteriormente passou a ser deixada de lado, para a introdução do eucalipto e abandono da terra, para o crescimento livre das diversas espécies. O nível dos rios também alterou-se com as interferências que os colonos moradores da região de Lageado Alto e Lageado baixo utilizaram os recursos naturais. Assim a relação antrópica dos imigrantes italianos com a Floresta Atlântica alteraram demasiadamente a natureza da região.

Fontes:
ECKERT, Nestor Adolfo Pe. Conhecendo Botuverá. Boletim da Missão Dehoniana Juvenil – Província BM. n. 4, 2007.

SCHACHT, K & DALLACORTE. F. As comunidades e o Parque Nacional Serra da Serra do Itajaí. Blumenau: Acaprena, 2007.


WORSTER, Donald. Para fazer história ambiental. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 4, n. 8, 1991, p. 198-215.

Entrevistas com moradores (Banco de Dados do GPHAVI - Acervo - Memória Ambiental do PNSI)
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

História da Produção Artesanal de Cal no Município de Botuverá (Médio Vale do Itajaí-Mirim)

Por José Rodrigo Sasseman* e Gilberto Friedenreich dos Santos
GPHAVI - Departamento de História e Geografia - Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional - FURB   E-mail de contato: frieden@furb.br
As interações entre sociedade e natureza no processo histórico e as transformações ambientais decorrentes, constituem a historiografia atual denominada História Ambiental. Através desta linha de pesquisa pretende-se entender as relações sociedade e natureza no processo histórico de exploração artesanal do cal, no município de Botuverá (SC).
Figura 1 - Mapa da área de estudo
O município de Botuverá está situado no Médio Vale do Itajaí-mirim no Estado de Santa Catarina, a 21 km de Brusque. A cidade tem uma área total de 303,02 km² sendo que cerca de 2,5 km² é de área urbana e 300,52 km² de área rural (figura 2). O relevo do município é acidentado, sendo compostos de 18,2% com planícies 50% encostas e 31,8% de montanhas  (ARONONI; PASSOS, 2003; PREFEITURA MUNICIPAL DE BOTUVERÁ, 2012).
Para compreender a historia ambiental da comunidade foram descritas as características naturais do território a partir de análise de campo com equipe multidisciplinar e pesquisa bibliográfica; identificação de fontes históricas, escritas e não escritas (memória ambiental, materiais iconográficos), e entrevistas pelo método da história oral, buscando compreender o processo histórico de exploração do cal no período das décadas de 1930 a 1980, que neste caso acontecia de forma muito rudimentar, pois todo trabalho era braçal, e sem recursos de maquinário industrial.
Figura 2 - Paisagem local
A exploração  artesanal do cal teve seu início na década de 1930 atingindo seu auge na década de sessenta, e encerrando suas atividades nos anos de 1980. O trabalho nas pedreiras de calcário consistiam em fazer furos nas pedras com a utilização de marretas, e este processo era árduo e dependia totalmente de força humana. Depois das pedras detonadas, as mesmas eram colocadas manualmente em um caminhão. As pedras que ainda estavam um pouco presas eram soltas com garfões e alavancas, tudo isso manualmente. Essas eram transportadas até os fornos. Em Botuverá existiam dois tipos de fornos, os chamados de ”fornos de barranco” que o próprio nome já diz, eram feitos nas encostas de barranco, e os fornos contínuos (figura 3), que a princípio eram menos frequentes.

Figura 3 - Fornos de Cal
Após colocadas nos fornos as pedras de calcário eram queimadas. Para queimar uma fornada, demoravam de 4 a 5 dias,  para este processo eram utilizados cerca de quarenta e cinqüenta metros de lenha. Através das entrevistas feitas descobrimos que os moradores iam buscar lenha  da floresta e derrubavam a vegetação sem controle algum. Após queimar e esfriar as pedras eram levas até o moinho, que por sua vez era a ultima etapa. Em um primeiro momento na inexistência de fornecimento de energia elétrica na região, os moinhos eram movidos a água (Figura 4).
Em relação as consequências da exploração artesanal do cal, onde os trabalhadores sofriam muito com as condições que essa atividade econômica exercia sobre eles,
Figura 4 - Moinho de Cal
além do pó do cal ser extremamente prejudicial a saúde, o calor nos fornos traziam grandes sofrimentos aos trabalhadores. Na década de setenta a implantação da carteira de trabalho, e o conhecimento de leis trabalhistas as condições aos trabalhadores nesse sentido melhoraram de forma gradativa. 
Existem alguns fatores que auxiliaram para o fim da exploração do cal de maneira artesanal, que por sua vez aconteceu na década de 1980. O avanço da tecnologia, as lei trabalhistas e ambientais muito mais rigorosas, hoje em dia a exploração do cal é feita apenas de maneira industrial.

*Pesquisa desenvolvida com bolsa PIPe Art. 170 \Estado e Santa Catarina

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Anais da XXII Semana Acadêmica de História

Estão todos de parabéns, o CAHClio e Colegiado do Curso de História, por terem organizado e realizado um excelente evento de História, inter e transdisciplinar, e recentemente publicar o Anais do evento. Os autores dos diversos simpósios podem ter acesso aos resumo clicando aqui.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O pessoal em 2015

Depois da reunião realizada hoje, foto com gphavianos
















Da esquerda para a direita: Gilberto, Dilso, Irving, Hugo, Martin, Zilz, Kahina, Vanessa e Nathália.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Livro trata Desastres Socioambientais em Santa Catarina com olhar da História Ambiental

O grupo foi presenteado com a obra Desastres Socioambientais em Santa Catarina, livro lançado ontem no evento nacional da ANPUH, e que engrandece a discussão e pesquisas desenvolvidas aqui em Blumenau e em todo o Estado. Contendo análises históricas de episódios de desastre socioambientais: enchentes, deslizamentos, furacões e as degradações ambientais que ocorreram em Ilhota, Blumenau, Rio do Sul, Palhoça, Florianópolis, Major Gercino, Sombrio e Oeste Catarinense. Agradecemos aos colegas que organizaram a obra e que pessoalmente nos concederam um exemplar para a biblioteca do GPHAVI: Eunice Sulei Nodari, Alfredo Ricardo Silva Lopes e a distância o colega Marcos Aurélio Espíndola.
Saiba mais em: http://editoraoikos.com.br/obra/index/id/604


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pesquisa de IC e de TCC do historiador Nicollas Voss Reis é apresentado no Encontro Nacional de História em Floripa

O historiador Nicollas Voss Reis apresentou na ANPUH seu TCC, trabalho desenvolvido a partir de seu projeto de Iniciação Científica (PIPe Art.170), com orientação de Martin Stabel Garrote, no Simpósio Temático História Ambiental: espaço, território e natureza, coordenado pelos historiadores Dr. Haruf Salmen Espíndola (UNIVALE) e Dr Marcos Gerhardt (UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO).
O trabalho com o título: MEMÓRIAS DA OCUPAÇÃO NA COMUNIDADE DA RUA ARARANGUÁ (BLUMENAU/SC) E SUA RELAÇÃO COM O DESASTRE SOCIOAMBIENTAL OCORRIDO NO ANO DE 2008 concentra-se em investigar a história e os conflitos ambientais presentes nas memórias dos moradores da comunidade da Rua Araranguá, um dos perímetros mais atingidos do município.
Através do viés da História Ambiental e uso da História Oral buscamos evidenciar a relação entre o processo de ocupação da área com as altas precipitações pluviométricas. Foram analisadas fontes documentais, acadêmicas, bibliografias, e entrevistas sobre o desastre socioambiental, e a memória ambiental dos habitantes que vivenciaram a história. A proposta contribui para os avanços dos estudos dos desastres no Vale do Itajaí, que mesmo tão frequentes, são pouco debatidos pelos historiadores da região. O resultado do estudo apresenta dados que poderão servir de contribuição para estudos em outras áreas do conhecimento, assim como o que se levantou com as entrevistas poderão proporcionar análises para elaboração de novos projetos ou políticas públicas para o melhor desenvolvimento da região.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Chamada: Escola de Pós-graduação "História Ambiental da América Latina".

A SOLCHA - Sociedade Latino Americana e Caribenha de História Ambiental, em parceria com o LHAG - Laboratório de História Ambiental e Gênero - UNICENTRO, e o LABIMHA - Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental da UFSC estarão realizando a Segunda Escola de Pós-Graduação "História Ambiental da América Latina", em Guarapuava, Paraná, Brasil, entre 23 e 27 de novembro de 2015. As inscrições vão até dia 15 de agosto.  

Para saber mais acesse aqui. Ou envie um e-mail para 2escolasolcha@gmail.com

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Curiosidades da História Ambiental na Antiguidade

O Nilômetro e o cálculo de impostos no Antigo Egito

Por Kahina  Thirsa Hostins

(Estudante de História, bolsista PIPe Ar. 170 - E-mail)



O Nilômetro foi um recurso utilizado durante a história do Antigo Egito. Consistia de um poço  largo, com uma escada interna que descia até o lençol freático, construído de pedra, em vários pontos ao longo do Nilo. Por meio desse poço, era possível verificar, as flutuações das águas e medir o nível da cheia que estava por vir, e consequentemente, possibilitava o cálculo sobre a extensão de terras a ser alagada pelo rio em sua cheia.
As enchentes do Vale do Nilo ocorriam anualmente entre os meses de julho a outubro e organizavam o calendário agrícola da população. Era por meio da água e do húmus carregado pelo rio Nilo e depositado nas terras às suas margens durante sua enchente, que a terra se tornava fértil e agriculturável. As enchentes do rio eram vistas pelos egípcios como a vinda do deus Hapy, divindade que trazia a fertilidade às “duas terras”.
Mas nem tudo era benéfico em relação às cheias do rio Nilo, se a enchente fosse pequena, a faixa de terras irrigadas seria menor, as colheitas seriam menos ricas, e portanto, poderia seguir-se de um período de fome e  desestabilizatividade. Caso a enchente fosse muito forte, poderia prejudicar as construções como diques, barragens e canais, bem como a faixa de terra irrigada poderia se estender além do costumeiro. Numa cheia muito grande, a água também levaria mais tempo para escoar, o que diminuiria o tempo para o preparo da terra e o plantio.
Assim, o uso do Nilômetro, para medição no nível de flutuações do lençol freático, no inicio do período de inundações, se fazia necessário para que as medidas necessárias de prevenção pudessem ser tomadas.
Além da prevenção, saber o nível da enchente anual poderia ajudar a calcular a qualidade da colheita, possibilitando então calcular, ano a ano, o valor dos impostos, em provisões, que a população deveria pagar ao reino. Como afirmaram Barigelli, Maggini e Sacripanti, “É notável que em uma época tão antiga se tenha estabelecido um único sistema de medição de modo preciso e válido em uma área tão vasta; mas, como eu disse, a importância dessas medições era crucial para a própria sobrevivência do Estado, bem como de seus habitantes, e foi por isso necessária para poder comunicar e interpretar de modo único os dados em diferentes pontos do país”.
Dentre os Nilômetros que existem ainda hoje, há vestígios arqueológicos que remontam, dos mais antigos, do período pré-dinástico, anterior a unificação do reino egípcio, mais de 3000 anos antes da era cristã, e os mais recentes, que estavam ainda em uso durante a conquista árabe, no primeiro milênio desta era.
 
Referências:


BARIGELLI; MAGGINI; SACRIPANTI. Alcune osservazioni sulla costituzione dei gruppi dei dati nell’analisi R/S delle serie storiche. Dipartimento Scienze Sociali “Donatello Serrani” - Facoltà di Economia “Giorgio Fuà” - P.le Martelli, 8, Ancona, n° 20, 227. Disponível em: http://www.finanzaonline.com/forum/attachments/econometria-e-modelli-di-trading-operativo/1134506d1254169834-coefficiente-di-hurst-aiuto-dai-quantitativi-del-fol-1250.pdf. Acesso em: 07 jun 2015.


VIOLLET, Pierre-Louis. Water engineering in ancient civilizations: 5,000 years of history. CRC Press: New York, 2007, 334 p.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

III JORNADA GAÚCHA DE HISTÓRIA AMBIENTAL

Ocorrerá entre 26 e 28 de agosto a III Jornada Gaúcha de História Ambiental. O evento é coordenado pelo Grupo de Trabalho Pesquisa e Extensão em História Ambiental e Programa de Pós-Graduação em História FURG. Conforme os organizadores, a terceira edição apresenta a modalidade de Banners inserida junto as Palestras e Simpósio Temáticos, e está agendado visita ao Ecomuseu da Picada para observar a exposição Imagens e percursos do ambiente rio-grandino. Acesse o site do evento


sábado, 27 de junho de 2015

História Ambiental e Desenvolvimento Regional do território do Parque Nacional da Serra do Itajaí: o caso de Blumenau, Indaial e Gaspar

O grupo aprova através do Edital PROPEX n.01/2015 (resultados) a Iniciação Científica: História Ambiental e Desenvolvimento Regional do território do Parque Nacional da Serra do Itajaí: o caso de Blumenau, Indaial e Gaspar. O projeto está vinculado ao desenvolvimento da tese doutoral do pesquisador Martin com orientação do professor Gilberto na pós-graduação de Desenvolvimento Regional, e é ofertada uma Bolsa PIBIC-FURB. O objetivo é organizar dados para descrever as características e transformações da paisagem/ambiente, a história do processo de ocupação, colonização e uso do solo e dos recursos naturais, averiguando a influência dos fatores econômicos, políticos e socioculturais nesses processos, assim como identificar os limites, interações, interdependência e sustentabilidade do desenvolvimento no ambiente do território do PNSI. 

Para esta pesquisa será contratado um estudante da graduação da FURB (transdisciplinar), que atenda os seguintes requisitos (PROPEX - FURB/CNPq):

-Estar regularmente matriculado na graduação da FURB;
-Possuir média igual ou superior a 7.0;
-Não estar inadimplente na PROPEX;
-Não possuir vínculo empregatício, nem receber salário ou qualquer remuneração decorrente do exercício de atividades de qualquer natureza, durante a vigência do projeto;
-Não receber outra bolsa de pesquisa, extensão ou institucional, monitoria, estágio interno, bem como de qualquer órgão de fomento, conforme resolução FURB n.072/2014;
-Cumprir 20 (vinte) horas  semanais na realização da pesquisa, distribuídas conforme a atividade da pesquisa e orientações.
OBS: O bolsista poderá atuar em estágio remunerado, fora do âmbito da FURB, desde que não prejudique a realização da pesquisa, e tendo o aval do orientador da pesquisa e do estágio documentado.

Processo de seleção de Bolsistas GPHAVI 02/2015

Bolsa PIBIC-FURB
Os interessados na temática da pesquisa deverão comparecer pessoalmente no laboratório do GPHAVI de 29/06 até 27/07 no período vespertino (14horas até 17horas) para a realização de entrevista. Para concorrer a bolsa o candidato deverá ter os requisitos (PROPEX-FURB/CNPq) apontados acima, e apresentar no ato da entrevista cópia do Resumo de Matrícula (atual) e Currículo Lattes (impressão resumida). O candidato será selecionado mediante sucesso na entrevista, e avaliação do Resumo de Matricula (FURB), e Curriculo Lattes (resumido). 

 O bolsista selecionado deverá firmar contrato no DAP (sala A-218) entre 10 a 14/08. Para esta modalidade do PIBIC, o estudante receberá em desconto na mensalidade o valor de R$400,00 (valor tabela CNPQ) para o período entre 01/08/2015 até 14/08/2016 além de cumprir exigências conforme item 7 do Edital PROPEX n.01/2015.

Maiores informações através do mail:
Professor Martin - martin_stabelgarrote@yahoo.com.br 
Ou pelo telefone: (47) 3321-0438

sexta-feira, 19 de junho de 2015

História Ambiental e Desenvolvimento Regional será ofertada como disciplina de Tópicos Especiais do Desenvolvimento no PPGDR.

O GPHAVI convida os pesquisadores interessados na História Ambiental a participarem da disciplina História Ambiental e Desenvolvimento Regional que será ofertada no Programa de Pós-graduação de Desenvolvimento Regional (mestrado e doutorado) da FURB, nas sextas-feiras, das 7h30min até 12h00min, na sala R-301, no período de 07/08 até 18/09/2015. Os interessados devem solicitar instruções através do e-mail do Programa (ppgdr@furb.br - para matriculas como estudante, ou aluno ouvinte) ou diretamente com o professor Gilberto no e-mail frieden@furb.br.
A disciplina irá abordar os assuntos: 

-História ambiental: Concepções de natureza, linhas de pesquisa e metodologia, potencialidades de estudo do território brasileiro; 

-Brasil colônia e império: pensamento ambiental e o uso dos recursos naturais; a ideia de desenvolvimento regional e a modernização conservadora;

-Brasil século XX: autores e obras clássicas da relação sociedade e natureza. História e desastres ambientais. 

Maiores informações em: (47)3321-0438 (Laboratório do Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Geografia na FURB - Agora sim, vestibular para 2016 está perto

Em 08 de agosto de 2014 o CEPE - Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da FURB aprova o curso de Geografia. Encaminhado para o Conselho Universitário CONSUNI, ainda no mesmo ano, o projeto é reprovado para ter correções, e ser reapresentado. Assim a Comissão coordenada pelo professor Gilberto depois de muitas reuniões, estudos e discussões finalizaram as correções esta semana, e encaminhado novamente para votação no CONSUNI ainda este ano, o objetivo é ofertar 30 vagas de Licenciatura de Geografia em um dos vestibulares de 2016. Atualmente a comissão realiza estudos e trabalhos para organizar a divulgação no site da FURB, e demais tramites para a implantação das primeiras fases do curso. Fiquem atentos no nosso blog e no site de cursos da FURB observando o conteúdo clicando em Geografia --->

sexta-feira, 12 de junho de 2015

GPHAVI analisa em Iniciação Científica (FUNDES) mudanças climáticas no Canal do Linguado -SC com uso da História Ambiental

Foi aprovado pelo Edital 03/2015 - Programa de Bolsas do Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior - FUNDES, o projeto de IC - Canal do Linguado (norte da zona costeira do Estado de Santa Catarina): um estudo de História Ambiental das comunidades tradicionais de pescadores. Com vagas para dois bolsistas da graduação da FURB, a pesquisa pretende contribuir com  dados para a integração dos projetos: Pró-integração n.55/213 (Arenas e arranjos políticos escalares: comparação entre experiências e propostas para transformações regionais em três estados brasileiros) incorporando as atividades e os projetos interdisciplinares do PPGDR e PPGEA da FURB com os do Programa de Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional - IPPUR-RJ, Programa de Pós-graduação de Desenvolvimento Regional de Paraíba e Instituto Politécnico de Leiria - IPL de Portugal.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

GPHAVI comemora 11 anos



Neste dia do meio ambiente o GPHAVI comemora seu décimo primeiro aniversário. Os primeiros anos foram difíceis e curiosos ao mesmo tempo. As primeiras pesquisas de iniciação científica oferecendo um laboratório, com investigações do tipo estudos de casos, conhecendo e aplicando a abordagem da História Ambiental com estudantes da graduação de História, a sistematização de estudos quinzenais e leituras de textos clássicos da História Ambiental.  As saídas de campo nas comunidades de estudo, a equipe toda junta, coletando entrevistas com sujeitos históricos (in memória a muitos que já se foram) da colonização do Vale do Itajaí.

As observações do uso do espaço, as formas de ocupação, e a influência da cultura no uso dos recursos naturais, a percepção do pesquisador e pesquisado sobre como ocorreu a formação de uma cultura colonial, hoje ainda em funcionamento nos vales incrustados da serra do Itajaí, e ver o mundo rural composto se desmembrar lentamente no tempo da urbanização e industrialização. Além do trabalho, as trilhas de lazer, onde teoria e prática acadêmica eram deixadas na mata ciliar para os diversos banhos de rios. Conhecendo remanescentes de mata secundária e de mata semi-primária, onde apenas caça e roubo de palmito foram notados frente a monumentais canelas, perobas e demais testemunhas do tempo da terra.

Os resultados logo vieram, eventos e revistas passaram a divulgar os estudos de caso desenvolvidos pelo grupo. Agora não apenas os estudantes de história eram os pesquisadores, outros estudantes: da administração, engenharias, ciências sociais, apareceram, e temperaram os estudos e resultados produzidos. A participação dos membros do grupo nos eventos de História Ambiental, nos encontros na ANPUH, e no GT de História Ambiental. Colegas e amigos e uma rede de estudos em formação. No gabinete e em campo a prática interdisciplinar se aprimora constantemente, e sempre se tem a busca da transdisciplinaridade. 
Dentro da instituição  a conquista de espaços, inicialmente de inserção da área da História Ambiental, que por desconhecimento de alguns colegas foi ridicularizada, descredibilizada, e o grupo e seus bolsistas passaram a ser combatidos e diversas forças negativas foram vencidas, a cientificidade e rigor fizeram o grupo ter credibilidade, e ganhar o espaço simbólico e físico. O espaço do laboratório inicialmente foi criado junto aos professores no departamento de História e Geografia, depois nas dependências do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional, e chegando a uma sede fixa, hoje um laboratório de História Ambiental, inserido na graduação e pós-graduação. 

O avanço das pesquisas da graduação para a pós-graduação, no desenvolvimento de uma disciplina de História Ambiental de Santa Catarina, na especialização de Geografia de Santa Catarina, e o ingresso do grupo no rol dos grupos de pesquisas do PPGDR, o desenvolvimento da linha de pesquisa História Ambiental e Desenvolvimento Regional, ao ato final dessa história (que continua como todas as outras), em oferecer no mestrado e doutorado de Desenvolvimento Regional uma disciplina que inaugura com 10 estudantes matriculados, o que demonstra o quanto é importante essa História Ambiental para se analisar o Desenvolvimento Regional. 



Nesses 11 anos de desenvolvimento do grupo, todos que nele estiveram (mais de 30 pessoas) participaram e doaram-se para o crescimento do GPHAVI. Parabéns a todos.

Equipe GPHAVI 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

GPHAVI apresenta o documentário "Memórias do Parque" em Cine Debate na Semana Municipal do Meio Ambiente de Blumenau

Ocorrerá no dia 03 de junho o Cine Debate do GPHAVI, sendo apresentado o documentário Memórias do Parque, produção do grupo, fruto das pesquisas realizadas entre 2004 e 2006 no Parque Natural Municipal Nascentes do Garcia. O documentário com 56 minutos possui dois blocos de informação. O primeiro trata das memórias dos moradores sobre as interações sociedade e natureza durante o desenvolvimento da comunidade da Nova Rússia, hoje no bairro Progresso, sul de Blumenau. Havendo a participação dos sujeitos da história, moradores antigos da região. No segundo bloco pesquisadores da FURB - Universidade Regional de Blumenau e do IPAN - Instituto Parque das Nascentes retratam suas experiências e memórias sobre o ambiente da região, hoje Parque Nacional da Serra do Itajaí. 

O objetivo do Cine Debate com o documentário Memórias do Parque é discutir o papel da conservação da natureza em nosso município e região, e a função do Parque Nacional da Serra do Itajaí nesse  processo.

Data: 03/06/2015
Local: Universidade Regional de Blumenau, Campus I, Bloco S, sala S-101.
Horário: 15:00 horas


Houve alteração do local, da sala R-129 o evento ocorrerá na S-101

Para quem não conseguir ir para assistir o filme, o Canal do GPHAVI disponibiliza o vídeo pelo Youtube.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Simpósio Temático História Ambiental em Foco

Na sua segunda edição o mini-simpósio temático História Ambiental em Foco contou com oito trabalhos na XXII Semana Acadêmica de História da FURB. Os apresentadores além de expor um síntese de suas pesquisas em andamento, trocaram ideias e fontes para ampliar seus estudos. Veja os títulos dos trabalhos apresentados:

Pelos bolsistas do grupo:
-Ana Carolina Guztzazky  e Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos -  A história do uso do solo no município de Dona Emma, SC
-Kahina Thirsa Hostin -  História Ambiental do Rio Nilo: Um estudo da relação da sociedade egípcia antiga com a natureza a partir das representações do deus Hapi no papiro Chester Beatty V
- Martin Stabel Garrote - Blumenau no antropoceno: pensar o desenvolvimento regional com estudos de História Ambiental 
- Nathália Maluli Bringhenti e Prof. Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos - Pesquisando as unidades de conservação em Blumenau – SC 

E pelos pesquisadores:
- André Souza Martinello -  Adestrando o socioambiental ou adentrando no socioambiental? Sobre ética e natureza/s 
- Beatriz Küller Negri - A importância ambiental e histórica das praças da cidade de Ponta Grossa- PR
-Graciele Tules de Almeida e Profª Drª Dione da Rocha Bandeira -  Lugares de habitar e lugares de fazer: a paisagem e o conjunto de sítios da Bupeva no sul da ilha de São Francisco do Sul (SC)
- Nícollas Voss Reis - História Ambiental em sala de aula: experiências com o pluviômetro reciclável aplicado como método de prevenção de desastres socioambientais.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Linha de Pesquisa: História Ambiental e Desenvolvimento Regional

Desde 2014 o GPHAVI passou a integrar o rol de grupos de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Regional de Blumenau, e tendo o professor Dr. Gilberto Friedenreich dos Santos, coordenador do grupo, como docente do programa. O que de fato insere a área da História Ambienta como uma possibilidade de estudos na área do Desenvolvimento Regional. 
A partir de 2015 o pesquisador Martin Stabel Garrote passa a participar como discente do PPGDR, tendo o professor Gilberto, geógrafo, como orientador, e o professor Dr. Juarez José Aumond, geólogo, como seu co-orientador no estudo doutoral. A pesquisa integrará os estudos realizados nos últimos 10 ano no entorno e região do Parque Nacional da Serra do Itajaí pelo grupo. O objetivo do estudo, conforme Martin, é verificar os processos de desenvolvimento antes e depois da criação do Parque Nacional Serra do Itajaí, identificando as limitações e vocações do território, e propor às comunidades alternativas de desenvolvimento. Martin propõe com o estudo uma nova linha de pesquisa para o GPHAVI, em sua nova fase na pós-graduação: História Ambiental e Desenvolvimento Regional. O seu objetivo é compreender o processo histórico de ocupação e uso dos recursos naturais, os processos de desenvolvimento regional, a problemática ambiental decorrentes desses processos e propor modelos, indicadores de desenvolvimentos mais sustentáveis. As análises partem de uma visão sistêmica e interdisciplinar e transdisciplinar. A ideia central é que com investigações de História Ambiental se produz um conhecimento fundamental para se propor "desenvolvimentos" no antropoceno, diz Martin. Dentro da perspectiva da História Ambiental e do Desenvolvimento Regional essa linha de pesquisa ira compor estudos para o desenvolvimento de uma disciplina optativa na grade do PPGDR, a ser ofertada no segundo semestre de 2015.

sábado, 11 de abril de 2015

Conferência do Dr. Manoel Pereira Rego Teixeira Santos

Ocorreu nos dias 09 e 10 a conferência do Historiador Dr. Manoel Pereira Rego Teixeira Santos no auditório do Bloco T da FURB. O evento foi organizado pelo professor André Souza Martinello, Gilberto Friedenreich dos Santos, coordenador do GPHAVI, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR e pelo Centro de Ciências Humanas e da Comunicação- CCHC. 
No dia 09 Manoel apresentou parte dos resultados do seu trabalho de pesquisa realizado durante o doutorado: O imigrante e a floresta: transformações ambientais, das práticas e da produção rural nas colônias do Vale do Itajaí-SC. Os presentes tiveram a oportunidade de ver pela primeira vez em Blumenau o pesquisador apresentando uma análise da Blumenau colonial com enfoque da História Ambiental e Agrária. Apontou aos estudantes presentes diversas fontes de pesquisa da Blumenau Colonial, e dados estatísticos que demonstram a simetria entre o uso do solo, a mudança da paisagem com o desenvolvimento e avanço das práticas agrícolas. No dia 10 Manoel falou para os estudantes do PPGDR mestrado e doutorado, nos Seminários de Desenvolvimento Regional. Sua conferência: Interfaces da História Ambiental: o caso da colônia Blumenau aproximou o tema da História Ambiental aos ouvintes, e destacou com alguns dados de sua tese, como a História Ambiental e História Agrária contribuem com as pesquisas voltadas para a área do Desenvolvimento Regional. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Contribuição à História e Memória do Município de Dona Emma (Vale do Itajaí, Santa Catarina) continua


Pesquisa Contribuição à História e Memória do Município de Dona Emma (Vale do Itajaí, Santa Catarina) da sequência as atividades da parceria entre o Centro de Memórias de Dona Emma com o Grupo de Pesquisas de História Ambiental do Vale do Itajaí. A pesquisa conta com duas bolsas para estudantes de graduação através dos recursos do PIPe (Art. 170 Estado de Santa Catarina). Os interessados devem participar da seleção que já esta aberta, acesse aqui.
Dona Emma localiza-se no Vale do Itajaí do Norte, com 3.441 habitantes. O município se enquadra na concepção de colonização estabelecido no Brasil desde 1500 com a chegada dos europeus, e na ocupação e fixação das primeiras colônias, a exploração da floresta foi fundamental para o desenvolvimento da sociedade. A redução da cobertura da Mata Atlântica e Mata de Araucária se deu principalmente pelo ciclo madeireiro, e de outras atividades econômicas como o fumo para ampliação das áreas de cultivo e uso de lenha nas estufas. O imigrante que se estabelece nas colônias do Vale do Itajaí constrói ao longo dos anos um intenso processo de interação e de transformações ambientais e da paisagem. A pesquisa da continuidade ao que vem sendo desenvolvido na IC PIBIC/FURB 2014/2015 que está em andamento. O objetivo geral é identificar e estabelecer através da história e memória oral da população do município de Dona Emma as diversas formas de usos do solo no processo do seu desenvolvimento desde a chegada dos imigrantes no ano de 1919 até os dias atuais. 



terça-feira, 31 de março de 2015

Pesquisa investiga História Ambiental na História Antiga do Egito

A estudante de História da FURB e bolsista do GPHAVI, Kahina Thirsa Hostin desenvolverá projeto de sua autoria para analisar as interações sociedade natureza na História Antiga. A pesquisa de Iniciação Científica Egito Antigo e o Rio Nilo: um estudo de História Ambiental sobre as interações sociedade e natureza, aprovada pelo PIPe 2015 (Art. 170 Estado de Santa Catarina) tem por objetivo estudar em representações literárias, religiosas e historiográficas interações humanas da sociedade do Antigo Egito com seu principal recurso hídrico, o Rio Nilo.
O Nilo, tido como o mais antigo rio do mundo em termos de sustentabilidade humana, viu o surgimento, em suas margens, de uma das mais fascinantes civilizações da antiguidade, o Egito. Muitas interações dessa sociedade com a natureza proporcionou um conhecimento ambiental riquíssimo e que ainda hoje usamos em nosso dia a dia. A pesquisa será realizada em parceria com o Laboratório Blumenauense de Estudos Antigos e Medievais - LABEAM da FURB.